Este é um post disponível para assinantes MVPAutenticação centralizada com OpenLDAP - Revista Infra Magazine 4
Este artigo tem como objetivo demonstrar uma introdução ao uso do LDAP, apresentando sua origem, desenvolvimento e principais características do protocolo. Será abordado como funciona a utilização dos serviços de diretórios como base central de
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Quando é abordado um serviço de diretórios, a primeira ideia que surge é uma base de dados em que podem ser armazenadas informações de usuários. De certa forma, isso é verdade. Em um servidor de diretórios, podem ser armazenados dados de usuários que poderão ser recuperados a qualquer momento, assim como em um SGBD (Sistema de Gerenciamento de Banco de Dados) convencional, como Oracle e PostgreSQL.
O protocolo LDAP (Lightweight Directory Access Protocol) ou Protocolo Leve de Acesso a Diretório trata-se, como o nome já diz, de um protocolo que rege a forma de acesso a serviços de diretórios e seus respectivos clientes. Em outras palavras, fornece a comunicação entre usuários e serviços de diretórios, centralizando deste modo toda uma base de dados de autenticação.
Dentre as funcionalidades do LDAP, o que pode ser considerado como um destaque principal é a capacidade de oferecer a autenticação de usuários usando sua base de dados. Com ela, podem-se acessar as referências de todas as informações dos usuários da rede em um único lugar, permitindo também que todos os protocolos e serviços de diretórios vinculados a ele possam utilizar seus dados para a autenticação de seus clientes. Isso gera o que se denomina de centralização, pois a autenticação de todos os serviços de rede será concentrada em uma única árvore de informações e, como consequência, facilita o trabalho do gerente de redes.
Para esclarecer melhor o que é um diretório, pode-se comparar com uma lista telefônica, onde se procura, por exemplo, o telefone de uma pizzaria. Nesse caso, através do telefone você irá conseguir o caminho até o destino da pizzaria. Portanto, pode-se definir um diretório como um serviço de armazenamento hierárquico de informações com o objetivo principal de facilitar a pesquisa e a recuperação dessas informações.
De forma semelhante, um diretório pode ser uma lista de informações sobre objetos organizados ou catalogados em uma ordem, e que fornece o acesso aos dados dos objetos. O diretório permite que usuários ou aplicações possam encontrar recursos no ambiente com características necessárias para um tipo de tarefa particular.
Há algumas comparações equivocadas sobre o serviço de diretórios, sendo descritas algumas delas abaixo:
· Banco de dados: um banco de dados é criado para otimizar a leitura e escrita de dados com o mesmo grau de eficiência. Um diretório, ao contrário, é otimizado apenas para leitura, podendo ocasionalmente inserir novos dados. Seu sistema de transações é muito simples quando comparado a um sistema de banco de dados;
· Sistema de arquivos: O sistema de arquivos possui otimizações para manipulação de arquivos. Um arquivo grande não precisa ser completamente carregado na memória, sendo possível apontar para apenas uma região naquele instante. O diretório não possui esse tipo de otimização;
· FTP e servidores web: seguem a filosofia de ler muito e gravar pouco. Mas ao ser analisada a questão do tamanho do arquivo, observa-se o mesmo problema do item anterior, o tamanho do arquivo a ser carregado. Servidores web são extensíveis, podem ser usados como base de desenvolvimento de aplicações mais complexas. Um diretório, por sua vez, não possui essa natureza de extensão.
Nos itens seguintes serão abordados alguns conceitos importantes para um bom conhecimento dos serviços de diretórios.
O Serviço de Diretórios
Entre um serviço de diretórios e um SGBD existem diferenças importantes que devem ser observadas:
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