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Conheça o "Armazem de Dados"

Artigo sobre Data Warehouse, alguns principios básicos sobre SAD e armazenagem de dados.

CONHEÇA O “ARMAZÉM DE DADOS”

Gustavo André de Freitas[1]

 

Resumo

Esse artigo tem por objetivo apresentar aos tomadores de decisão das organizações modernas a ferramenta data warehouse, descrevendo seus fundamentos, objetivos e praticidade, vislumbrando a necessidade de um manuseio correto dos dados armazenados nos bancos de dados e a importância dos mesmos para se ter vantagem competitiva sobre os concorrentes.

 

Palavras-chave: Data warehouse. SAD. Banco de dados. Organizações.

 

1. INTRODUÇÃO

A tomada de decisão sempre esteve presente nas atribuições dos executivos, gerentes e analistas de negócios. Com a consolidação da globalização da economia, o crescimento da internet como ferramenta de negócios e o surgimento de novas tecnologias, um ritmo cada vez mais veloz é imposto aos tomadores de decisão.

 

“Atualmente, as empresas de maior sucesso são aquelas que reagem rapidamente e com flexibilidade às mudanças de mercado e às oportunidades, sendo a chave para essa resposta o uso eficiente e eficaz de dados e de informação.” (TURBAN, 2004, p.401).

 

Hoje a tomada de decisão precisa ser imediata para se vencer a concorrência e estabelecer ou manter uma posição no mercado e a informação, por esse motivo, se tornou o bem mais valioso de qualquer organização, e os bancos de dados se tornaram essenciais, tanto no armazenamento quanto na segurança dos dados. Em médias e grandes empresas, podem existir vários bancos de dados, dificultando o acesso e a tomada de decisão com base em histórico de dados.

 

Nesse contexto, e com a evolução dos sistemas de apoio à decisão (SAD), surge o data warehouse como uma ferramenta inovadora e focada no core business da organização e através dele os executivos podem obter imediatamente respostas para as perguntas necessárias a tomada de decisão.

 

2. SISTEMA DE APOIO À DECISÃO

Segundo Turban (2004, p.370) um Sistema de Apoio à Decisão (SAD), “[...] é um sistema de informação baseado em computador que combina modelos e dados, em uma tentativa de solucionar problemas semi-estruturados com grande envolvimento por parte do usuário.”

 

SAD não é um novo conceito ou uma ferramenta descoberta recentemente pelas organizações. Sua demanda surgiu na década de 60, evoluindo na década de 90 diante de uma nova realidade econômica. Diante do crescimento da competitividade e consolidação da globalização surgiram novas tecnologias da informação que foram adicionadas a esse conceito, como o data warehouse.

 

O SAD já é parte integrante na vida dos executivos, os ajudando na tomada de decisão e definindo os rumos a serem seguidos pela organização, não substituindo em hipótese alguma o tomador de decisão, mas o auxiliando nessa tarefa.

 

“Sistema que fornece informações para acelerar a tomada de decisão. Geralmente, extraímos estas informações com ajuda de ferramentas de OLAP, sendo que os Data Warehouses (corporativos) e Data Marts (departamentais) são repositórios dessas informações.” (CAMARA, 2001, p. 59).

 

3. DATA WAREHOUSE

As empresas utilizam sistemas de informação[2] para auxiliar na tomada de decisão e, conseqüentemente, elaborar um planejamento estratégico adequado às suas necessidades. No início, elas empregam bancos de dados operacionais, mas com o crescimento e a complexidade do negócio e a necessidade de informações mais específicas surge à questão relativa a um acesso mais elitizado aos dados, desprezando o que não é relevante à tomada de decisão a nível gerencial, tornando a leitura e interpretação dessas informações mais eficaz.

 

“O processo de data warehouse enfrenta esse problema, integrando dados operacionais chaves em toda a empresa numa forma consistente, segura e facilmente disponível para informar.” (LAUDON, 2001, p.168).

 

Um DW extrai os dados operacionais e históricos de fontes dentro da empresa adicionando dados externos, e após a transformação baseada nas premissas definidas para o sistema são armazenados no banco de dados central (DW). O diretório de informação provê os usuários de nível gerencial com informação sobre os dados contidos no DW.

 

O termo data warehouse (DW) foi usado pela primeira vez em 1990 por Willian Inmon[3], e seu conceito surgiu da necessidade de organizar os dados corporativos para que pudessem ser acessados pelos tomadores de decisão com agilidade e confiabilidade.

 

”Um data warehouse é um banco de dados, com ferramentas, que armazena dados atuais e históricos de interesse potencial para os gerentes de toda a empresa.” (LAUDON, 2001, p.168).

 

É um banco de dados físico, separado dos outros bancos de dados da empresa. Os dados da empresa são armazenados nos sistemas transacionais, sendo transferidos para o DW somente um resumo desses dados, o que realmente interessa aos tomadores de decisão. Esses dados são organizados como num banco de dados relacional, possibilitando acesso simplificado aos dados por parte do usuário final, não podendo ser alterados, apenas consultados.

 

A grande diferença entre os dados operacionais e os dados contidos no DW é que os operacionais são organizados de acordo com o processo de negócio: embarque, compras, controle de estoque, entre outros. Enquanto os dados no DW são organizados de acordo com o assunto: área funcional, fornecedor ou produto.

 

“O objetivo do data warehouse é criar um repositório de dados que dê acesso a dados operacionais sob formas facilmente aceitáveis para as atividades de processamento analítico, como por exemplo, apoio à decisão, EIS e outras aplicações de usuários finais.” (TURBAN, 2004, p.402).

 

3.1 BENEFÍCIOS

“Tomando por base um estudo do Gartner, que mostra que 25% das informações críticas nas maiores companhias globais são imprecisas, ainda há um longo caminho para perseguir.” (VIOTTO, 2007, p.26).

 

As organizações armazenam informações numa velocidade e volume impressionantes, chegando facilmente a casa dos Terabytes[4], sendo necessário esforço e planejamento por parte do setor de TI[5] para organizar e disponibilizar toda essa gama de conhecimento no momento em que se fizer necessário.

 

Segundo o Instituto de pesquisa Gartner (INFORMATIONWEEK, 2007), com a introdução de iniciativas de qualidade de dados, algumas empresas ganharam milhões de dólares, sendo gerados benefícios como aumento nas vendas e custos menores de distribuição.

 

 Um banco de dados mal organizado gera duplicidades, aumento do número de pessoas que saibam lidar com informações contidas nesses bancos e atraso na tomada de decisão, que gera perca de mercado e problemas financeiros e um agravante a essa questão é que geralmente as corporações possuem mais de um banco de dados, o que multiplica o problema.

 

Segundo Laudon (2001), os principais benefícios gerados por um DW são:

·        Possibilidade de obterem dados rapidamente, visto que se encontram num único banco de dados;

·        Modelagem e remodelagem dos dados;

·        Informação qualitativa e

·        Interação com a Web.

 

Turban (2004) ainda cita outros benefícios:

·        Amplia o conhecimento do negócio;

·        Aumenta a vantagem competitiva;

·        Melhora o atendimento ao cliente;

·        Facilita a tomada de decisão;

·        Racionaliza os processos de negócio e

·        Fornece uma visão consolidada dos dados da empresa.

 

3.2 CARACTERÍSTICAS

Segundo Turban (2004) as principais características do DW são:

·        Organização – os dados são organizados por assunto específico (cliente, fornecedor, produto).

·        Consistência – os dados são consistentes, seguindo uma padronização, não importando de qual base de dados sejam provenientes.

·        Variante de tempo – os dados são armazenados por um período longo, geralmente em torno de 5 a 10 anos, sendo utilizados para avaliar tendências e fazer previsões.

·        Não-volatilidade – os dados armazenados no DW não podem ser alterados, apenas consultados.

·        Relacional – Normalmente utilizam estrutura relacional.

·        Cliente/servidor – Utiliza a arquitetura cliente/servidor facilitando o acesso do tomador de decisão aos dados.

 

4. CUSTO

“O custo de construção e manutenção do data warehouse pode ser bastante alto. Além disso, incorporar dados de sistemas legados obsoletos pode ser difícil e caro.” (TURBAN, 2004, p.403). irtual, mas um cliente real, com endereço, morando a longas disteira reira sensata uma sinergia nesse processo.

tros.

 

Entender o conceito de DW é relativamente simples, mas a implantação exige uma equipe de TI capacitada e ajustada com o Core Business da empresa.

 

“Os sistemas de apoio à gestão são difíceis de justificar porque geram basicamente apenas benefícios intangíveis, como a capacidade de solucionar os problemas mais rapidamente.” (TURBAN, 2004, p.387).

 

Um dos grandes obstáculos a serem superados pela organização é o alto investimento inicial necessário para a construção de um DW. O mercado tem um referencial, visto que os exemplos bem sucedidos citados nos órgãos federais demonstram que o investimento, se feito de forma planejada e com envolvimento de toda a organização, trará resultados positivos.

 

Outro obstáculo é o trabalho árduo e dispendioso que será executado para a empresa usufruir, no futuro, dos dados e conhecimento armazenados durante anos, gerando assim a vantagem competitiva e os frutos de um DW bem planejado e construído.

 

5. CONCLUSÃO

Prescott (2007) afirma que das 500 maiores organizações do Brasil, em 1973, apenas 23% ainda estão nessa lista conforme pesquisa realizada pela Fundação Dom Cabral em 2006, o que demonstra a competitividade e mudanças do mercado.

 

“Apenas inovar não basta. Entender as mudanças do mercado para antecipar tendências é uma maneira de criar mecanismos para evitar o desaparecimento.” (PRESCOTT, 2007, p.5).

 

Algumas empresas públicas do Brasil têm se destacado no desenvolvimento de DW, inclusive com acesso pela Web, caminho que necessariamente deverá ser percorrido pelas grandes companhias para que não se embaracem em seus bancos de dados e percam produtividade e mercado.

 

Segundo a Info Abril (2007), um levantamento realizado em 2006 pela IDC Brasil, com 800 empresas de grande porte instaladas no país mostrou que 57% delas pretendiam investir em soluções de Business Intelligence, com ênfase nas áreas de geração de relatórios e data warehouse.

 

O data warehouse é um caminho que deve ser percorrido com competência e naturalidade, agilizando o acesso dos tomadores de decisão ao conhecimento armazenado, propiciando o crescimento da empresa e sua manutenção no mercado altamente competitivo da atualidade.

 

BIBLIOGRAFIA

1 CAMARA, Fabio. Informática Corporativa, Conceitos, Termos e Siglas. Florianópolis: Visual Books, 2001.

 

2   LAUDON, Kenneth C.; LAUDON, Jane Price. Gerenciamento de Sistemas de Informação. 3 ed. Rio de Janeiro, 2001.

 

3 TURBAN, Efrain; MCLEAN, Ephraim; WETHERBE, James. Tecnologia da Informação para gestão. 3 ed. Porto Alegre: Bookman, 2004.

 

4 Revistas

 

INFORMATIONWEEK. Qualidade da Informação é Questão de Negócios. InformationWeek, São Paulo, ano 8, n.177, 2007.

 

PRESCOTT, Roberta. Sobrevivência Passa por TI. InformationWeek, São Paulo, ano 9, n.179, 2007.

 

VIOTTO, Jordana. Em Busca da Precisão. InformationWeek, São Paulo, ano 8, n.177, 2007.

 

5 Sites

 

INFO ABRIL. BI é Meta das Empresas em 2006. Disponível em:

<http://info.abril.com.br/corporate/noticias/conteudo_126879.shtml>.

Acesso em: 07 Jun. 2007.

 

 


[1] Cursa o 3º período de sistemas de informação na Unilinhares, profissional da área de TI desde 2003.

[2] “Um sistema de informação pode ser definido tecnicamente como um conjunto de componentes inter-relacionados que coleta (ou recupera), processa, armazena e distribui informação para dar suporte à tomada de decisão e ao controle da organização.” (LAUDON, 2001, p.4).

[3] Considerado o pai dessa tecnologia, publicou mais de 36 livros e mais de 350 artigos em revistas e jornais especializados sobre o tema DW.

[4] 1 Terabyte é equivalente a 1.000 Gigabytes.

[5] Tecnologia da Informação.





    6 COMENTÁRIOS

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Mª Aparecida M.cristo
GUSTAVO, SEU ARTIGO É MUITO,PARABÉNS..


em 22/6/2007 10:58 - Responder

 

Mª Aparecida M.cristo
GUSTAVO! seu artigo é muito bom,parabéns...


em 22/6/2007 11:01 - Responder

 

Rodrigo Smarzaro
Gustavo, parabéns pelo artigo.


em 22/6/2007 15:26 - Responder

 

Paula Mara Dos Reis Ferraz
Gustavo, parabéns pela realização!


em 24/6/2007 12:38 - Responder

 

Gladson Mota Costa
parabéns meu amigo isso é merito do seu grande esforço vc merece


em 26/6/2007 22:43 - Responder

 

Tayná
Parabéns, vc escreve e expõe suas opiniões muito bem. Foi claro e coeso.


em 24/8/2007 14:18 - Responder

 



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Autor
Gustavo Andre De Freitas

Residente em Linhares - ES, aluno do curso superior de Sistemas de Informação, cursando atualmente o 5º Período. Casado há 13 anos, tendo como fruto dessa união duas filhas. Trabalha na área de Tecnologia da Informação do Hospital Geral de Linhares, como Coordenador de TI. contato: www.gfsolucoe...


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