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Gestão de Defeitos no Teste de Software - Revista Java Magazine 94
Neste artigo veremos os conceitos, melhores práticas, ferramentas, vantagens do gerenciamento de defeitos e como ele é fundamental no processo de teste de software.
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Há quem diga que encontrar defeitos é a finalidade exclusiva
do Teste de Software, mas não é bem assim. O grande
objetivo do Teste é garantir qualidade ao sistema, o que não quer dizer que o
mesmo vai ser entregue ao cliente sem nenhum problema. Garantir qualidade
significa minimizar os riscos e deixar o produto final com o menor número de
erros possível. Risco é a probabilidade de insucesso, em função de algum
acontecimento eventual, incerto, cuja ocorrência não depende exclusivamente da
vontade dos interessados. Para evitar os defeitos, diminuir os riscos torna-se
fundamental. Afinal, quanto menor o risco, menor a probabilidade de encontrar bugs. Essa afirmação deve ser aplicada
tanto para o projeto de desenvolvimento de software,
como para o de Teste.
Seria perfeito se os defeitos não existissem, e os bugs jamais impedissem o bom funcionamento de um software. No entanto, enquanto não chegamos a essa situação ideal, gerenciar os defeitos produzidos torna-se essencial.
Mudanças no processo de desenvolvimento de software ocorrem a todo o momento, por
inúmeras razões, como restrições de tempo e custo, novas possibilidades de
negócios e alteração nas necessidades de clientes. Em
função disso, saber identificar a importância dos defeitos é fundamental para
entender o impacto que eles causarão no sistema e nos negócios da empresa.
Por isso, é importante que a gestão de defeitos seja realizada, pois a mesma possibilita uma visão geral e consequentemente um melhor acompanhamento do andamento do projeto, através da verificação dos bugs registrados.
Neste contexto, a qualidade do sistema
pode ser medida a partir dos bugs encontrados
durante todo o seu ciclo de vida, desde a fase de projeto, até ser colocado
efetivamente em produção. E para que os bugs
sejam gerenciados com sucesso, é necessário que a gestão de defeitos seja
utilizada de maneira simples, tornando-se de fundamental importância dentro de
um processo de Teste de Software.
Processo de Gestão de Defeitos
Para facilitar o entendimento da
gestão de defeitos, é necessário, antes de tudo, esclarecer alguns conceitos.
Muitas pessoas confundem o significado de defeito, erro e falha. Mas afinal,
qual a diferença entre eles?
Segundo o Syllabus, livro base para obtenção da Certificação Foundation Level, da International Software Testing Qualification (ISTQB), a diferença pode ser representada através da Figura 1.
·
Erro (engano):
ação humana que produz resultados incorretos, como por
exemplo, a implementação errada de um algoritmo;
·
Defeito (bug): falha em um sistema que pode ocasionar
uma anomalia ao tentar desempenhar sua devida função. Por
exemplo, omissão
de informações e cálculos incorretos;
·
Falha:
ação inesperada no software. Por exemplo, o sistema apresenta resultados diferentes do
planejado.
Além da definição do que é um bug, outras questões devem estar bem claras para toda a equipe:
·
O problema encontrado é um defeito ou uma melhoria? Para responder a esse questionamento, lembre-se sempre que
a melhoria deve ser sugerida para proporcionar algum benefício no software, enquanto o erro impactará na
obtenção de um resultado diferente do esperado;
·
O quão crítico é o bug? Cada bug
encontrado deve ser classificado de acordo com a sua criticidade. Para isso, é
essencial definir qual será o impacto no projeto caso o problema não seja
resolvido;
· "
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