Com seis anos de discussão para chegar a uma definição sobre a adoção do novo DNS levaram a  ICANN, autoridade máxima em termos de nomes de domínios para a internet mundial, a autorizar que os websites tenham terminações diferentes dos habituais .com ou .com.br que nós estamos acostumados a ver.
E a mudança começa a valer a partir dessa semana, mais precisamente na quarta-feira à meia-noite.


“Essa é certamente a maior mudança no sistema de nome de domínio deste o ponto-com”, afirma o presidente do ICANN, Rod Beckstrom em entrevista à revista americana “Wired”. De acordo com o executivo, a abertura do ICANN dependeu de um documento com mais de 1.400 páginas. A instituição também demonstrou o funcionamento do novo sistema de TLD (domínio de nível máximo) em 36 países. Ou seja, a coisa é grande mesmo.

Com os novos TLDs qualquer empresa ou instituição fica livre para criar a finalização .google ou .globo, apenas para dar exemplos. Com isso, a organização controla e assegura a presença de sua marca na rede bem como de seus domínios. No futuro, o Google poderá registrar o domínio http://search.google.com/ para centralizar o serviço de busca ou a Globo.com poderia utilizar http://bbb.globo/ como local onde se encontram todas as informações sobre o reality show Big Brother Brasil.

Na sexta-feira o ICANN começa a receber os pedidos para registrar novos TLDs. Não é garantido que as organizações vão consegui-los, embora alguns medalhões da internet mundial, como o próprio Google, a Microsoft e a Amazon, certamente terão espaço privilegiado nessa história. O ICANN promete para maio a primeira lista com os TLDs aprovados.

A grande mudança no DNS também será uma das mais caras — especialmente para as empresas interessadas nos TLDs. Apenas para requerer um TLD será preciso desembolsar US$ 185 mil. Além dessa quantia, as empresas terão que gerenciar os domínios internamente, o que pode trazer custos de mais US$ 500 mil anuais.

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