Este é um post disponível para assinantes MVPPMI versus Scrum - Revista Engenharia de Software Magazine 45
O artigo trata da utilização em conjunto do PMI e do Scrum para o controle de projetos. O artigo é voltado mais para o ambiente de empresas que não são de TI, mas que a utilizam para atingir os seus objetivos.
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Quando falamos de melhoria da produtividade e qualidade na área de desenvolvimento de software, temos visto um embate entre duas grandes vertentes: defensores da gestão de projetos (com maior ênfase ao PMI), e defensores de métodos ágeis de desenvolvimento (mais fortemente, o Scrum).
Com o crescimento do número de empresas (e gerentes de projetos) utilizando-se de metodologias de desenvolvimento ágeis para ampliar o portfólio de ferramentas de gerenciamento, alguns voluntários do PMI criaram um grupo de pesquisas a respeito da utilização dessas metodologias em projetos.
Um dos subprodutos foi a criação de uma certificação voltada para os gerentes de projetos que buscavam se aproximar das práticas ágeis. Pode-se até questionar a criação de uma prova, mas isso demonstra o interesse que as metodologias ágeis têm despertado em toda a comunidade que lida com software.
Uma boa parcela das pessoas que atuam na área de TI já deve ter ouvido comentários de pessoas que dizem que ambos são incompatíveis, e que é apenas uma jogada de marketing. Outros comentários dizem que sim, eles são totalmente compatíveis, e que quem não consegue ver isso não entendeu nada de ambas. Mas afinal, dá ou não dá para integrar PMI e metodologias ágeis?
Neste artigo, iremos falar um pouco sobre PMI e Scrum, tentar encontrar semelhanças e diferenças, e verificar a possibilidade de construir um ponto de equilíbrio na busca de melhores processos de desenvolvimento.
Breve introdução ao Scrum
O Scrum é um processo interativo para o desenvolvimento de aplicações. Como características, podemos destacar:
· Integração com o cliente – A equipe deve estar sincronizada sempre com o proprietário do produto para não perder o foco;
· Priorização das atividades – Fazer o que é mais importante para o cliente;
· Desenvolvimento incremental – As entregas devem ser constantes e funcionais, para que o proprietário possa avaliar o que foi feito e obter valor rapidamente;
· Equipes auto gerenciadas – Cabe à equipe decidir como fazer e o ritmo que deve seguir.
No Scrum, o cliente (representado pelo papel do Product Owner) inicialmente define quais são as suas necessidades e monta uma lista chamada Product Backlog. Confira o fluxo do Scrum na Figura 1. O Product Owner reúne-se então com a equipe, e explica os itens para ela.
A equipe adiciona os itens necessários do ponto de vista técnico (por exemplo, demandas de segurança obrigatórios), e determina uma estimativa de tempo para a construção de cada item.
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Um dos raros à que eu tiro o chapéu.
Eu sempre disse que o Scrum seria um "braço" do PMI, pois ambos se complementam, mas já fui ridicularizado por isto.
E, em linhas gerais, voce não colocou, realmente, um 'versus' o outro, mas, pelo que entendi, voce aborda as propriedades de um "mais" as propriedades do outro.
Um abraço.
em 18/2/2012 16:47 - Responder

Luiz Carlos ViannaAgradeço pelo comentário.
A idéia do título foi mesmo para chamar a atenção de um certo conflito de ideologias que existe hoje entre os defensores radicais de um lado e de outro.
Na minha visão, qualquer forma de planejar/organizar o processo de desenvolvimento é válido, independente de títulos.
O PMBoK é válido? Completamente, e isso podemos demostrar pelas centenas de projetos de milhões que o utilizam. Ao mesmo tempo, TI pede uma organização mais flexível do que um projeto de engenharia típico. Sendo assim, não vejo porque não casar os dois em uma parceria de sucesso.
Um grande abraço,
em 27/2/2012 15:39 - Responder
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