A administração de dados não é um mero prestador de serviços

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Conheça mais sobre administração de dados.

A administração de dados não é um mero prestador de serviços

 

Em grande parte das organizações que possui uma área especifica para administração de dados, esta é a responsável direta pela definição, geração e manutenção das estruturas de dados utilizadas nos sistemas de informática. Daí, surgiu a tendência de considerar  estas suas  principais atividades, e infelizmente muitas vezes  as únicas atribuições desta área. Tratando-a como mero coadjuvante da equipe de desenvolvimento de Software.

Não há dúvida que compete à administração de dados garantir a qualidade das definições e conteúdo dos dados processados nos sistemas de informação, tendo em vista que esses dados constituem uma parte cada vez mais significativa do conjunto dos dados corporativos e estão sujeitos às regras de gestão idênticas às que regulam a produção e distribuição dos mesmos. Se esta for a melhor forma de assegurar a qualidade desejada, então, que seja a administração de dados a proceder à definição e manutenção dos elementos e estruturas de dados, fornecendo-as depois às equipes de desenvolvimento e de administração de bases de dados.

Outras razões poderão justificar este tipo de cenário. Por exemplo, considerar-se que assim se estabelece um meio privilegiado de implantação de procedimentos normalizados, de contágio e de sensibilização para a qualidade; ou que o nível de desenvolvimento da organização não aconselha a transferência dessas atividades para outras entidades.

Em qualquer caso, é preciso não esquecer que se trata de uma solução de contingência e, como tal, deveria ser transitória em organizações de grande dimensão. Para um melhor planejamento e controle de capacidades pode ser preferível adotar uma divisão de funções diferente, na qual sejam a equipes de desenvolvimento de aplicações a proceder diretamente à expansão dos modelos de dados e a realizar as respectivas ações de manutenção, no âmbito dos sistemas de informação, dentro de limites geridos pela administração de dados. A este departamento ficaria a responsabilidade sobre o acompanhamento desses processos, a coordenação e a validação de resultados, de acordo com os requisitos globais previamente definidos. Neste caso, é indispensável que este departamento tenha uma configuração institucional que lhe permita aprovar, rejeitar ou promover a retificação das estruturas de dados propostas, de modo a garantir a consistência e integridade global dos dados.

Além disto, em algumas organizações, a expectativa sobre a administração de dados é demasiadamente moderada, tendo em vista que, as primeiras aplicações da tecnologia da informação foram, sobretudo orientadas para a automação de procedimentos de rotina visando aumentar a produtividade das tarefas, tal abordagem proporcionava benefícios quase imediatos. A informática das organizações começou então por ser sinônimo de mecanização de operações, sem que da sua utilização tivessem decorrido mudanças significativas nos sistemas de governo e de operação das empresas.

Nas organizações em que ainda subsistem abordagens desta natureza, os dados corporativos não são vistos como ativos cuja gestão mereça ser considerada com cuidado. E, por estas  razões, a administração de dados , quando subsiste nessas condições, é quase sempre amputada de atividades que não sejam meramente supletivas dos processos de desenvolvimento de software e relegadas para a lista dos órgãos prestadores de serviços , sejam estes de apoio a projetos de informatização, de gestão do dicionário de dados, ou de colaboração na reorganização dos dados físicos.

Estas implantações das funções de administração de dados é em toda a sua evidência, muito pobre, e não é de se esperar que acrescente valor significativo às organizações que se tenham inspirado nessa visão do problema. Uma organização que se limite a manter um inventário de variáveis ou de nomenclaturas passará ao lado da preocupação última dos clientes de informação, a da significação e consistência dos dados, e não tirará todo o partido possível das novas tecnologias.

 No entanto, quando na implementação da administração de dados não ocorrem estes erros, e há envolvimento e supervisão da administração de dados no provisionamento, produção e distribuição de dados corporativos, que é tratado como parte ativa do negócio da organização, esta proporciona uma utilização muito mais equilibrada das tecnologias da informação e comunicação e beneficia a organização no seu conjunto através da obtenção de ganhos de eficiência e de eficácia e da redução dos custos de satisfação de necessidades de informação.

 

 

 

 

 

 

 

 
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