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Analisando a gerência de configuração - Revista Engenharia de Software Magazine 49

Apresenta o gerenciamento de configuração de software como atividade crucial no desenvolvimento e manutenção de software e destaca aspectos técnicos e organizacionais observados em pesquisa realizada junto a empresas do setor.

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Engenharia de Software Magazine 49

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Por Antonio Mendes da Silva Filho e Eduardo Jorge Vieira Rocha

Você já percebeu que o software está presente no seu cotidiano? Um exemplo simples ocorre quando você telefona para outra pessoa. O controle da operação das centrais telefônicas é todo feito por software. E, você já foi a alguma casa lotérica para efetuar um pagamento? Ou já arriscou jogar na loteria? Quando você vai à casa lotérica por qualquer um dos motivos acima, você está usando o sistema que tem todo seu controle feito por software. O mesmo acontece quando você utiliza o caixa eletrônico de um banco. Perceba que quase todos os sistemas hoje em dia têm seu controle operacional sendo feito por software. Observe que o software tem se tornado um companheiro e sido uma ferramenta fundamental de nosso dia-a-dia.

Agora, se você ‘olhar’ para trás, poderá perceber que há, aproximadamente cinco décadas atrás, software constituía uma pequena, senão ínfima, parcela dos sistemas computacionais quando comparado ao hardware. Naquela época, os custos de desenvolvimento e manutenção de software eram desprezíveis. Hoje, porém, software é responsável por significativa porção dos sistemas computacionais. Encontramos software nas mais diversas aplicações. Para obter qualquer software, há necessidade de um processo para guiar o desenvolvimento que é apoiado pelas ‘boas’ práticas da Engenharia de Software.

De acordo com o IEEE Std 610.12-1990, que contém o IEEE Standard Glossary of Software Engineering Terminology (http://standards.ieee.org/findstds/standard/ 610.12-1990.html), Engenharia de Software é definida como “The application of a systematic, disciplined, quantifiable approach to the development, operation, and maintenance of software; that is, the application of engineering to software.”

A engenharia compreende o uso de princípios e conhecimentos empírico e científico obtidos a partir de estudos, investigações e experiências visando o desenvolvimento de um produto, que dependendo da área pode ser um motor, um dispositivo eletrônico, um prédio ou um sistema de software. Para tanto, três aspectos essenciais devem ser considerados: custo (orçamento de desenvolvimento), tempo (cronograma de execução) e qualidade. Dentro deste contexto, a engenharia de software (a exemplo de outras engenharias) também visa o desenvolvimento de um produto (software) que pressupõe satisfazer aos requisitos de qualidade, dentro do prazo e sem estourar o orçamento.

Sabe-se que software não é uma entidade física e, portanto, não sofre qualquer tipo de desgaste (físico) como geralmente acontece com o hardware. Todavia, apesar de não sofrer desgaste (físico) como o hardware, o software está sujeito a modificações que ocorrem durante o ciclo de vida. Essas modificações podem acontecer devido à inserção de defeitos decorrentes do desenvolvimento os quais são geralmente corrigidos antes da entrega do produto. Mas, observe que novos defeitos ainda podem ser (e, geralmente, são) inseridos devido às modificações que o software sofre devido a sua evolução. Por exemplo, toda vez que uma nova funcionalidade é desejada ou solicitada pelo cliente, torna-se necessário adicionar e/ou modificar as instruções já existentes no software. Como resultado dessas mudanças, novos defeitos podem ser introduzidos e, portanto, pode também causar a deterioração na qualidade do software. Dentro desse contexto, pergunta-se: Afinal, qual o problema com o software?

Software é (quase) sempre modificado, resultando num produto quase sem garantia. Isso resulta na falibilidade de software (ou possibilidade de existência de falhas) e a consequente falta de confiabilidade. Observe que a única certeza que se tem é a de que o software será modificado e, portanto, a documentação do projeto é essencial para permitir a rastreabilidade e, mais importante, a manutenibilidade. Para lidar com essa demanda, tornam-se necessários mecanismos que auxiliem o engenheiro de software registrar, controlar e rastrear os artefatos produzidos no desenvolvimento de um sistema de software. Para tanto, a Engenharia de Software dispõe da Gerência de Configuração, ou Configuration Management (CM).
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Diego Aguir Selzlein
Muito bom o artigo. Muito bem escrito, claro, organizado e bem ilustrado. Está sendo de grande valia ao meu conhecimento.
[há +1 mês] - Responder

 
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