Análise do PalmCentro

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Uma análise do Palm Centro e da revisão sobre a PalmOS. Com direito a um puxão de orelha na Palm. Conteúdo meramente de articulista, sem tutoriais...

Fui com um amigão meu ao shopping, ele queria saber se tem direito a retirar um aparelho da operadora dele, TIM, em cortesia pelo tempo de assinatura e fidelidade canina à mesma. Não tinha, mas a vendedora, boazinha, perguntou se eu também não queria consultar o mesmo direito. FAlei para ela que eu ainda estava na carência, e o que era pior, tinha tido meu carro roubado, junto com meu telefone, e não tinha incluido o aparelho no primeiro BO que havia feito, como o processo era um tanto burocrático e eu não tinha lá muito tempo, optei por nem fazer um novo BO e ia esperar pacientemente minha vez. Eis que a vendedora consulta aqui, consulta alí e descobre um jeito de eu pegar um Centro ou um Samsung i710 grátis. Espetacular.

Confesso que cheguei a pedir primeiro pelo Samsung, dois colegas da empresa usam e eu acho o aparelho lindo, mesmo com minha má experiência em aparelhos sem teclados físicos, sou menos mobile do que pensei, mas o aparelho estava em falta e levei o Centro mesmo, feliz por não ter que sair do Palm OS que potencializa minha vida. Depois descobriria ainda que os Samsungs de meus colegas, além de extremamente fáceis de arranhar, as duas baterias que acompanham o aparelho, assim como seu antecessor SGH i321n, não duram um dia inteiro juntas! Fiz realmente melhor negócio.

De Centro na mão, o jeito foi partir para os meus velhos livros sobre PalmOS estocados em casa e no trabalho e explorar melhor ainda os bichinhos. De fato o PalmOS está em baixa, um sistema que já representou 90% dos sistemas operacionais móveis, lá pelos tempos da Pilot III e Palm V e IBM e afins, hoje representa modestos 2,5% dos SO´s, e olha que o Centro vendeu seus 2 milhões de aparelhos até agora.

Se depender de mim, o sistema operacional volta aos bons patamares, mas acontece que a própria Palm joga contra. Como falei, os demais aparelhos também têm seus reveses, mesmo o aclamado iPhone não conta com recursos modestos como MMS e filmadora, os aparelhos com Windows Mobile vivem em conflito eterno entre o multi-tarefa devorador de memória e a bateria que não sustenta uma tela imensa de toque por mais de 4 horas de uso mediano, excessão louvável à HTC, que parece ter reescrito o WM para seus próprios aparelhos, mas o Centro não é isento de defeitos, e defeitos inexplicáveis: o aparelho eventualmente trava ao receber ou executar ligações. Por que? A memória não é preenchida por programas em execução como os multi-task da WM. A tela é pequena em relação aos demais Smarts do mercado, mas principalmente, a Palm parece não entender que o grande lance de um smartphone é ter programas legais para ele, diversos, e o lançamento de programas para seu velho PalmOS nem de longe é motivado pela desenvolvedora. E olha que seu concorrente mais direto, o WM de novo, a cada novo release, seus programas precisa de um novo CompactFrameWork, eventualmente precisam ser reescritos totalmente.

Outra coisa é o material de suporte, os acessórios que acompanham o aparelho. Que fim levou a película de plástico que proteje o visor do aparelho? O meu ganhou um belo risco na tela por que minha caixa ao menos, veio sem. A caneta é mais lazarenta da história da Palm, muito pior que a Zire22, que já era ruim a ponto de riscar o próprio aparelho, esta chega a entortar a cada toque na tela, a ponto de escorregar e clicar o ícone ao lado. E cadê o WiFi? Como que o TungstenW de 2000 ou antes tinham WiFi embarcado e agora, depois de 8 anos, apenas um aparelho topo de linha como o TreoPró volta a ter esse recurso?

Mas como falei, apesar deste desabafo, estou mais feliz que triste com meu aparelhinho. O PalmOS é fantástico e o Software telefone, se ainda não amarra o sistema operacional a um telefone como um único e real sistema operacional, ao menos disfarça bem a brecha entre os dois mundos, a casinha no teclado física ainda lhe remete ao sistema operacional do Tungsten E, sem direito sequer a papel de parede nos programas e na agenda, mas o botão Telefone lhe remete a uma intuitiva agenda, que aceita a digitação de qualquer nome (primeiro, segundo, do meio) de pessoas ou empresas para filtrar, registra chamadas realizadas e ainda tem uma telinha de Today com direito, ai sim, a papel de parede. O SMS vem com a função Papo, que acumula o histórico de SMS trocados num ambiente que parece uma sala de Chat (com longos intervalos entre cada fala, é verdade), e o teclado QWERTY, apesar de minúsculo, mesmo para mim, homem e grande (sem mencionar levemente de sobre peso, como faz questão de frisar o software Saúde na Certa), uso o teclado sem maiores problemas.

Agora é fazer um trabalho descente junto aos usuários para fidelizá-los e voltar a investir neste sistema operacional, por que depois de 8 anos esperando pelo aclamado sucessor, não dá mais para esperar, e o público tem ido embora. A Palm chegou a criar uma comunidade virtual estilo Orkut ao redor do Centro, chama-se www.palmcentro.com.br e você adiciona fotos, participa de um forum, convida amigos (para que?) e troca mensagens com a comunidade, tendo espaço até para um micro-blog, mas acabou relegando a página e seus usuários à própria sorte que, se não fossem os missionários da PalmOS que lá estão, veteranos dispostos a ajudar a legião de novatos que se aproxima, a página teria sido um fracosso ainda maior (ainda maior sim, pois apesar de existir, nem na documentação da caixa da Palm ela é mencionada, as pessoas têm que tropeçar nela pelas buscas da internet para encontrá-la).

Ah sim, este belo programa que você vê na imagem superior, é ficção ou exclusividade da Sprint, por que no meu aparelho ao menos, não veio...

 
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