Android versus iPhone - Artigo WebMobile Magazine 30

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Nesse artigo faremos um comparativo entre o Android e o iPhone, duas das plataformas de smartphones mais populares do mercado, levantando e analisando os pontos positivos e negativos de cada uma em termos de hardware, software, desenvolvimento e disponibilidade de aplicações.

Atenção: esse artigo tem um vídeo complementar. Clique e assista!

[lead]De que se trata o artigo:

Nesse artigo faremos um comparativo entre o Android e o iPhone, duas das plataformas de smartphones mais populares do mercado, levantando e analisando os pontos positivos e negativos de cada uma em termos de hardware, software, desenvolvimento e disponibilidade de aplicações.

Para que serve:

Através de uma análise sobre vários aspectos e de uma aplicação de exemplo desenvolvida paralelamente em iPhone e Android, apresentar prós e contras de ambas as plataformas para que o leitor possa compará-las de maneira detalhada.

Em que situação o tema é útil:

Para aqueles que pretendem entrar no aquecido mercado de desenvolvimento para smartphones e gostariam de obter mais informações sobre as mais modernas opções desse segmento. [/lead]

O mercado de celulares vem sofrendo uma grande revolução nos últimos anos. O aumento do poder computacional dos aparelhos os fez ganhar diversas funcionalidades que estão cada vez mais atrativas para os usuários. Os smartphones, como são chamados os telefones celulares com recursos avançados, são aparelhos que agrupam um conjunto de funcionalidades que vão muito além de ligar e receber chamadas de voz e enviar mensagens de texto. Atualmente, os usuários desses dispositivos podem contar com telas sensíveis ao toque, câmeras de ótima qualidade, sensores de movimento, internet móvel Wi-Fi ou 3G, acesso a mapas e GPS, leitores de arquivos PDF ou do Microsoft Office, jogos 3D, grande quantidade de memória para armazenamento de arquivos, entre outros.

Podemos dizer que essa grande revolução inflamou-se com a chegada do iPhone em 2007. O aparelho da Apple vinha com uma configuração de hardware muito atraente comparado aos smartphones da época, e tinha duas características marcantes do seu fabricante: um design diferenciado, com foco na usabilidade, através de uma tela sensível ao toque e com apenas um botão físico.

Com o lançamento do iPhone, e posteriormente do iPhone 3G, a Apple vinha ganhando cada vez mais terreno onde até então reinavam absolutos os smartphones com o sistema operacional Symbian (a maioria da Nokia) e os Blackberries da fabricante RIM (Research In Motion). Foi quando, em novembro de 2007, a Open Handset Alliance (OHA), consórcio de grandes empresas de tecnologia liderada pela Google, lançou uma plataforma aberta para smartphones chamada Android. Baseada em Linux e distribuída sob a licença Apache, ela permite que qualquer fabricante a utilize e modifique sem a necessidade de compartilhar com os seus concorrentes, isso acirra uma competitividade entre eles, ao mesmo tempo em que estabelece uma plataforma padrão para o desenvolvimento de aplicações.

O primeiro fabricante a adotar a plataforma Android foi a HTC. Ela lançou em outubro de 2008 o G1 (nome utilizado nos Estados Unidos e na Europa) também conhecido como Dream. Esse smartphone vinha com o Android padrão, ou seja, sem nenhuma modificação feita pela empresa. A partir de então, outros fabricantes como Motorola, Sony Ericsson, Samsung e Dell, também lançaram seus aparelhos Android, inclusive personalizando-os com jogos, skins e aplicativos que acessam redes sociais, além de adicionar funcionalidades em aplicações já existentes na plataforma padrão. Isso agrega valor ao produto e traz um diferencial ao usuário final. Hoje já existem mais de 30 modelos no mercado utilizando a plataforma.

Nesse artigo faremos um comparativo entre as plataformas Android e iPhone sobre vários aspectos, comentando os prós e os contras de cada uma. Ao final, desenvolveremos paralelamente uma aplicação nos dois ambientes, analisando passo a passo as etapas de desenvolvimento.

[subtitulo]Hardware [/subtitulo]

Inicialmente faremos uma breve análise do hardware. Diferentemente do iPhone, que além de ser uma plataforma é também um aparelho, o Android é uma plataforma desenvolvida com o intuito de permitir que qualquer fabricante possa adotá-la em seus produtos. Sendo assim, compararemos o iPhone 3GS – última versão do telefone da Apple – com dois aparelhos que utilizam a plataforma Android: o Motorola Milestone (ou Droid em outros países) e o Motorola Dext (também conhecido como Cliq). A Tabela 1 apresenta as características técnicas de cada aparelho.

Característica

iPhone 3GS

Motorola Droid/Milestone

Motorola Cliq/Dext

Altura / Largura Espessura / Peso

115.5mm / 62.1mm 12.3mm / 135g

115.8mm / 60.0mm 13.7 mm / 165g

114mm / 15.6mm 15.6mm / 163g

Capacidade

16 ou 32 GB interna

Cartão de Memória de 2GB MicroSD incluído, suporta até 32GB

Cartão de Memória de 2GB MicroSD incluído, suporta até 32GB

Memória

256MB

256MB

256MB

Câmera

3 megapixels

5 megapixels

5 megapixels

Display

320x480 pixels

480x854 pixels

320x480 pixels

Multi-touch

Sim

Sim

Não

Conectividade

2G (GSM, GPRS, EDGE) , 3G (UMTS/ HSDPA), Wi-Fi e Bluetooth

2G (GSM, GPRS, EDGE), 3G (HSDPA, HSUPA), Wi-Fi e Bluetooth

2G (GSM, GPRS, EDGE), 3G (HSDPA, HSUPA), Wi-Fi e Bluetooth

Sensores

Acelerômetro, Proximidade e Luz Ambiente

Acelerômetro, Proximidade e Luz Ambiente

Acelerômetro e Proximidade

Bateria

300h stand by. 12h (2G) e 5h (3G) de conversação

350h stand by.

6,5h de conversação

325h stand by. 6h de conversação

Teclado QWERTY

Virtual

Virtual e Físico

Virtual e físico

Tabela 1. Comparativo de hardware Motorola Droid/Milestone, Cliq/DEXT e iPhone 3GS.

Como podemos verificar, os aparelhos têm características bem similares. Entretanto, há algumas diferenças interessantes. O iPhone é mais leve e fino em relação aos demais, isso porque os dois celulares Android contam com teclado físico, enquanto o iPhone possui apenas o teclado virtual. Por outro lado, no quesito câmera e tamanho da tela o Droid/Milestone leva a melhor. A capacidade de armazenamento padrão do iPhone é superior aos demais, no entanto, o fato dos dois celulares Android utilizarem cartão de memória traz uma flexibilidade maior, pois permite retirar e colocar qualquer cartão de memória MicroSD de até 32GB.

[subtitulo]Softwares [/subtitulo]

Não adianta nada termos um smartphone poderoso se não tivermos bons softwares para realizar as tarefas que desejamos com ele. Nesse aspecto, ambas as plataformas estão bem servidas.

O smartphone da Apple roda o sistema operacional iPhone OS, também conhecido como OS X para iPhone. Rápido e robusto, assim como o sistema operacional para o Mac, ele utiliza o Darwin, que é uma variante do POSIX, que por sua vez é do Unix.

O iPhone vem com diversas aplicações instaladas por padrão, como: iTunes (vídeos e música), calendário, calculadora e SMS/MMS. Além disso, os usuários também contam com a AppStore, loja virtual onde estão hospedadas mais de 100 mil aplicações para os mais diversos propósitos, podendo ser baixadas a preços que variam de US$ 0.00 a US$ 5.99.

Já a plataforma Android tem como base o kernel 2.6 do Linux. Sobre ele temos uma máquina virtual chamada Dalvik, que é responsável por executar as aplicações. O Android padrão (pois cada fabricante pode modificá-lo) vem com aplicações similares às do iPhone: media player, calendário, calculadora e SMS/MMS. Assim como no telefone da Apple, os usuários de aparelhos Android contam com uma loja virtual chamada Android Market, que no momento da escrita desse artigo possui aproximadamente 30 mil aplicações.

Um diferencial do Android é que ele permite a instalação de widgets: miniaplicativos que ficam na área de trabalho do aparelho exibindo informações como hora, previsão do tempo, cotação do dólar, entre outros. Outro ponto a favor da plataforma da Google é que ela permite a execução de aplicações em segundo plano, ou seja, é possível termos mais de uma aplicação executando paralelamente, entretanto apenas uma será exibida por vez na tela do aparelho.

Em ambas as plataformas contamos com aplicações para abrir documentos do MS-Office e PDF, mapas, utilizar o celular como webcam, jogos com suporte a 3D via OpenGL ES e muito mais.

Segundo uma pesquisa realizada pela empresa americana AdMob, uma das maiores do mundo em publicidade móvel, em fevereiro de 2010 os celulares Android e iPhone foram responsáveis por aproximadamente 86% dos acessos de internet móvel nos Estados Unidos – com 42% e 44%, respectivamente. O suporte à conexão de banda larga nos celulares (através de Wi-Fi e 3G), aliada à facilidade de utilização dos browsers (Safari no caso do iPhone e Chrome no Android) e o tamanho da tela do celular contribuíram bastante para esse impulso.

[subtitulo]Desenvolvendo suas próprias aplicações [/subtitulo]

Para a plataforma Android, a Google disponibiliza o Android SDK, que é um conjunto de ferramentas que provêm a infraestrutura necessária para a construção de aplicações, como: bibliotecas de classes e um simulador para que possamos testar nossos aplicativos sem a necessidade do aparelho real. Esse SDK está disponível para Windows, OS X e Linux.

Um recurso interessante do Android é que ele trata todas as aplicações da mesma forma. Isso quer dizer que se o usuário não gostar, por exemplo, do MP3 player que vem no dispositivo, ele pode baixar outro aplicativo ou ainda desenvolver o seu próprio e avisar ao Android para utilizá-lo como player padrão. Isto é similar ao que fazemos no Windows, por exemplo, onde associamos um programa para executar arquivos de um determinado formato.

No desenvolvimento de aplicações para iPhone, temos que utilizar o OS X (Leopard ou superior), pois o SDK do iPhone está disponível apenas para esse sistema operacional, e o SDK utiliza bibliotecas do framework Cocoa, que só está presente nos computadores Apple. Apesar de apresentar esse importante ponto negativo, hoje os computadores da Apple não custam tanto como no passado.

Um desafio para os desenvolvedores Android é tratar as diferentes configurações dos aparelhos, como: diferentes versões do sistema operacional, resoluções de tela, existência ou não de um teclado real, "

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