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Artigo Java Magazine 59 - Grails: mais inspiração, menos transpiração

Artigo da Revista Java Magazine Edição 59.

BRK##: 26 - 30

Esse artigo faz parte da revista Java Magazine edição 59. Clique aqui para ler todos os artigos desta edição

Grails: mais inspiração, menos transpiração

Programação web em Java nunca foi tão fácil

Convenção por configuração. Esse é um dos lemas que leva o Grails a ser um dos mais atraentes frameworks MVC

 

De que se trata o artigo:

Criado em 2006, o Grails é um recurso de desenvolvimento ágil usado de maneira mais ampla na Inglaterra e na Alemanha e que hoje tem se tornado um dos temas que despertam curiosidade nas comunidades brasileiras de Java. Aos poucos este framework vai ganhando mais adeptos no país por ser uma ferramenta que oferece velocidade na programação de aplicações para Web.

 

Para que serve:

Lidar com o Grails serve como diferencial para elaborar desde projetos complexos aos mais simples. E significa também estar integrado a uma tendência de mercado cuja exigência é de alta capacidade de dinamismo. O uso do Grails como solução faz com que o programador possa otimizar seu tempo e distribuí-lo melhor em tarefas qualitativas. 


Em que situação o tema é útil:

 Por ser uma ferramenta de alta produtividade que prima por uma linguagem mais enxuta, aprender a trabalhar com o Grails representa uma vantagem competitiva no momento de oferecer ao cliente soluções e prazos. Sua grande utilidade é a de ditar ao trabalho um ritmo que supera os recursos tradicionais, justamente por ter códigos mais integrados e inteligíveis.

 

Grails: mais inspiração, menos transpiração – Resumo DevMan:

O conjunto de facilitadores que compõe o Grails torna o cotidiano dos desenvolvedores menos sacrificado no que diz respeito ao desgaste com complexidade de detalhes e codificações. Para detalhar melhor seu uso, este artigo traz um demonstrativo prático com a criação de um blog construído com emprego da ferramenta.

 

O Grails é uma ferramenta da era do desenvolvimento ágil e faz parte de uma nova geração de frameworks MVC para linguagens dinâmicas, como o Rails (do Ruby) ou o Django (do Python). Os “agilistas” trazem mandamentos curiosos de filosofia de programação, como KISS - Keep It Simple, Stupid! (mantenha simples, estúpido!), DRY - Don’t Repeat Yourself (não se repita), You Ain’t Gonna Need It (você não vai precisar disso) ou Build Less (desenvolva menos), entre muitos outros que pregam um modelo de trabalho com menos transpiração e mais inspiração.

O Grails é uma mistura de tecnologias integradas que utiliza como seu principal agente o Groovy, linguagem de scripting e dinamicamente tipada, orientada a objetos, que roda de forma nativa na JVM. Uma das maiores vantagens do Grails é a convenção por configuração (troca da configuração explícita, ex.: via código ou descritores, por convenções).

O Grails imprime um jeito simples de programar e faz com que o profissional esteja mais livre para se dedicar às regras de negócio. Tudo leva a crer que este não seja apenas mais um concorrente no espaço já bastante saturado de frameworks web para Java.

Mas qual é a diferença entre o Grails e um framework MVC qualquer?

De um modo geral grande parte dos sistemas desenvolvidos para web precisa efetuar conexão com banco de dados, utilizar um container IOC para injeção de dependências, fazer uso de taglibs na camada de visualização, configurar o mapeamento objeto-relacional e ter um controlador para o MVC. E existe um framework específico para cada situação destas: Hibernate para conexão com banco de dados e Mapeamento Objeto-Relacional, o Spring para MVC e IOC, SiteMesh para definição de layouts e alguma biblioteca para as taglibs.

Com o Grails a integração desses frameworks é feita de forma transparente, evitando configurações desde a edição de arquivos XML até a criação de estruturas de diretórios (isso para cada framework!).

No decorrer deste artigo serão visualizadas as vantagens de trabalhar com essa ferramenta. O objetivo final é criar uma pequena aplicação web, um blog, permitindo a criação de posts e comentários. Tudo será visto no passo a passo a seguir.

Arquitetando o Framework

O Grails é composto por tecnologias open source já conhecidas no mercado, como o Hibernate, o Spring e o SiteMesh. Para facilitar ainda mais o desenvolvimento, como padrão, o servidor web Jetty já vem configurado para qualquer aplicação, além do HSQLDB, um banco de dados totalmente escrito em Java. O Grails abstrai toda a complexidade necessária para manter essa infra-estrutura, focando no desenvolvimento ágil e na convenção por codificação.

Configuração do ambiente

Antes de dar início ao tutorial, é preciso configurar o ambiente para que os scripts do Grails funcionem corretamente. Efetue o download do Grails em



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    2 COMENTÁRIOS

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Vinicius Oliveira Da Silva
Ola, muito bom o artigo, tudo correu como dito, porém estou com duvidas quando parti para a questão do banco, na verdade fica uma ideia de continuação, pois acaba sem muitos detalhes. Então se puder dar uma ajuda fico grato.
1-para criar as tabelas mysql, precisa criar chave primaria (id)?
2-como os comentarios vão ficar vinculados aos post? q campo faria isso?
3-se os campos do banco tem o mesmo nome das classes, o hibernate faz o mapeamento e a persistencia automaticamente? 
 
Agradeço qualquer ajuda, pois gostei muito do grails e quero continuar meus estudos.


em 18/9/2009 08:39 - Responder

 

  Devmedia - Equipe De Moderação
Olá Vinicius,

Segue abaixo a resposta:

"1-para criar as tabelas mysql, precisa criar chave primaria (id)?

R-> não, o grails cria automaticamente para você.


2-como os comentarios vão ficar vinculados aos post? q campo faria isso?
R-> 
Existe um padrão para isso. Por exemplo, se uma classe do tipo Pessoa

possuir um relacionamento 1xn com Endereço, será criada na tabela
Pessoa uma coluna endereco_id que representa esse relacionamento.



3-se os campos do banco tem o mesmo nome das classes, o hibernate faz
o mapeamento e a persistencia automaticamente?

R-> Sim, a não ser que você queira de modo diferente, então é preciso
efetuar algumas configurações. Eu nunca utilizei nada relacionado a
isso fora dos padrões, mas é perfeitamente possível.

Um abraço!

Glaucio Guerra"


em 23/9/2009 11:21 - Responder
 



Autor
Glaucio Guerra

Há cinco anos atuando com desenvolvimento de software, Glaucio Guerra (glaucioguerra@gmail.com) trabalha como Analista de Sistemas no ambiente Petrobras, no Rio de Janeiro, sendo bacharelando em Ciência da Computação. Atualmente, concentra seus projetos com foco em aplicações JEE voltadas para o ger...


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