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artigo SQL Magazine 04 - A Nova Era do SQL

Artigo da Revista SQL Magazine -Edição 4.

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A Nova Era do SQL

 

Em 1999 foi publicado o atual padrão SQL, conhecido como SQL:1999 ou SQL3, e uma nova versão já está prevista para este ano. Neste artigo apresentaremos uma descrição resumida dos recursos incluídos no SQL:1999.

Histórico do SQL

A tecnologia de bancos de dados relacional se baseia na teoria de conjuntos e foi proposta pelo matemático Edgar F. Codd, no início da década de 1970, enquanto ele trabalhava para a IBM. Essa tecnologia é uma das mais bem sucedidas na área da computação e deu a Codd, em 1981, o equivalente ao Prêmio Nobel nesta área, o ACM Turing Award .[1]

A teoria relacional foi amplamente aceita e logo suplantou os modelos de dados em rede e hierárquico. Surgiram novos SGBDs, onde os usuários visualizam seus dados como tabelas bidimensionais ou relações (daí o nome relacional). Um desses SGBDs relacionais, o System R, foi desenvolvido pela IBM e utilizava uma linguagem de consulta denominada SEQUEL. Essa linguagem é conhecida como a ancestral do SQL.

Em 1984, apenas 20% dos gerenciadores de bancos de dados seguiam o modelo relacional. Em 1990, já contabilizavam 80% do market-share. Com a consolidação da tecnologia relacional, o comitê ANSI H2 se tornou responsável, ao longo dos anos, pela definição de um padrão para uma linguagem de consulta a SGBDs relacionais. O primeiro padrão foi publicado em 1986 e por conta disso acabou denominado SQL-86. Entre 1986 e 1989 outras características foram adicionadas, dando origem ao SQL-89. Três anos depois foi lançado o SQL-92.

Com o passar do tempo, as exigências das aplicações começaram a exceder a capacidade dos SGBDs relacionais. Na metade dos anos 80 surgiu um novo modelo de dados, onde, ao invés de tabela, o conceito principal é o de classe. Era a orientação a objetos entrando no mundo dos bancos de dados. A teoria desse modelo ganhou importância e, no início da década de 90, havia diversos SGBDs orientados a objetos comerciais. Alguns exemplos são: ORION (MOC), OPENOODB (Texas Instruments), Iris (HP), GEMSTONE (GEMSTONE Systems), ONTOS (Ontos), Objectivity (Objectivity Inc.), ARDENT (ARDENT software) e POET (POET Software).

Em 1991 foi formado um grupo para padronizar as funcionalidades dos bancos de dados orientados a objetos (BDOOs), o ODMG (Object Database Management Group). O consórcio é constituído por fabricantes de SGBDs e empresas que trabalham na criação de padrões para esse segmento. Dentre outras coisas, o ODMG definiu um modelo de dados e uma nova linguagem de consulta.

O modelo de dados, denominado ODL (Object Definition Language), define estruturas arbitrariamente complexas (classes). Nesse modelo, os atributos de um objeto podem conter tipos de dados estruturados, ao contrário do modelo relacional, onde as tabelas só podem armazenar itens atômicos. A ODL também define a herança entre classes. Se for utilizada uma linguagem OO para construção do sistema, o uso deste modelo permite um mapeamento mais direto entre a aplicação e o banco de dados.

A linguagem de consulta definida pelo ODMG se baseou fortemente no padrão SQL-92 e foi chamada de OQL (Object Query Language). Entre os principais recursos, a OQL permite recuperar e manipular objetos armazenados e possui extensões para identidade de objetos, objetos complexos, expressões de caminho, métodos e herança.

Algumas pessoas pensaram que os bancos de dados orientados a objetos (BDOOs) suplantariam a tecnologia relacional de Codd. Afinal, esse novo conceito estava em perfeita sintonia com o paradigma da orientação a objetos que, no contexto das linguagens de programação, vinha ganhando mais força. No entanto, a reação dos principais fabricantes de SGBDs relacionais da época foi incorporar características OO em seus produtos. Pode-se dizer que esses sistemas sofreram uma espécie de metamorfose, adotando o conceito objeto-relacional, nome dado ao modelo relacional adicionado de características da orientação a objetos. Atualmente, os BDOOs são pouco utilizados. Há pouca ou nenhuma dúvida que os SGBDs objeto-relacionais (SGBDORs) venceram a batalha. Dois dos principais representantes dessa geração de SGBDORs são o Oracle 9i e o DB2 Universal Server.

Os SGBDORs se livraram de uma das principais limitações do modelo relacional: a primeira forma normal (1FN). Na prática, a 1FN limita o conteúdo de qualquer campo a armazenar somente valores atômicos. Em um SGBDOR, um campo pode armazenar um valor estruturado.

De forma geral, um SGBDOR possui capacidade de gerenciar tanto dados relacionais quanto objetos, sendo ideal para manipular dados de aplicações como CAD/CAM (Computer Aided Design/Computer Aided Manufacturing) e Multimídia.

Com o passar do tempo, os fornecedores de SGBDORs passaram a incluir diversas extensões, cada um com sua implementação, que possuíam o mesmo objetivo. O comitê ANSI H2 surgiu novamente em cena, com a ajuda de um comitê ISO (ISO/IEC JTC 1/SC 32/WG 3), para definir uma nova linguagem padrão."



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