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Artigo Clube Delphi 81 - Uma abordagem prática no desenvolvimento de aplicações OO no Delphi
Artigo da Revista Clube Delphi Edição 81.
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POO
Uma abordagem prática no desenvolvimento de aplicações OO no Delphi – Parte 1
Com o passar dos anos, o paradigma Orientado a Objetos tem sido extensivamente utilizado na construção de sistemas de software e tornou-se um dos padrões no desenvolvimento de aplicações. São vários os benefícios que esse paradigma traz à equipe de desenvolvimento e talvez a isso se deva o seu sucesso.
No entanto, para realmente fazer uso dos benefícios da Orientação a Objetos, como reutilização de código, manutenibilidade do sistema, entre outros, é necessário que a equipe tenha domínio de assuntos co-relacionados como padrões de projeto, da linguagem de programação utilizada, persistência e principalmente entender os conceitos da Orientação a Objetos.
Atualmente, um dos obstáculos no desenvolvimento de aplicações OO é a persistência de objetos. Os bancos de dados puramente Orientados a Objetos são de fato os mais adequados para a persistência, mas a indisponibilidade atual desses, seja devido ao custo, diversidade e principalmente amadurecimento, faz com que seja necessária uma busca por alternativas para a realização dessa tarefa.
Uma das soluções encontradas para o problema é a utilização de camadas de persistência para manipulação dos objetos utilizando bancos de dados relacionais. Essa abordagem vem sendo amplamente utilizada no mercado, principalmente para o desenvolvimento de sistemas de médio a grande porte.
Basicamente une a rapidez e o amadurecimento das bases de dados relacionais com os benefícios da Programação Orientada a Objetos (POO). A função principal de uma camada de persistência é portar transparentemente os objetos de uma aplicação para uma base de dados relacional de forma genérica.
Para isso, são utilizadas principalmente técnicas de mapeamento objeto-relacional com o intuito de mapear as classes e associações para tabelas e relacionamentos. A utilização de uma camada de persistência, embora pareça trivial inicialmente, se mostra complexa na prática, uma vez que são várias as configurações que devem ser feitas para que a camada funcione corretamente, além de outros fatores que dificultam sua utilização.
Utilizando esse mesmo raciocínio, uma outra solução a abordada neste artigo, é a própria aplicação acessar o banco de dados relacional e realizar o mapeamento objeto-relacional, persistindo seus objetos. Com isso, a aplicação é capaz de persistir e manipular os objetos em bancos de dados relacionais de forma rápida e transparente, não necessitando de uma camada de persistência desenvolvida por terceiros.
Buscando entender essa abordagem, o objetivo deste artigo é exemplificar o uso prático do paradigma Orientado a Objetos no desenvolvimento de uma aplicação no ambiente Delphi 7, utilizando persistência em um banco de dados relacional.
Para isso, são apresentados alguns padrões de desenvolvimento que buscam maximizar os benefícios da utilização do paradigma e facilitam a tarefa de persistência de objetos.
Este artigo está dividido em duas partes. Na primeira é apresentado um estudo de caso utilizado para exemplificar o desenvolvimento de software orientado a objetos utilizando os padrões de desenvolvimento, além da definição das classes, métodos e atributos do modelo. É apresentado ainda o conceito de mapeamento objeto-relacional e como utilizar esta abordagem no escopo do estudo de caso apresentado. Por fim, ainda na primeira parte é definida a estratégia de conexão com o banco de dados e das classes responsáveis pela persistência a manipulação dos objetos.
Na segunda parte será implementada a estratégia de persistência de objetos utilizada, além de exemplos e codificação de persistência e manipulação dos objetos.
Estudo de Caso
No escopo deste artigo é apresentado um estudo de caso para exemplificar o desenvolvimento de um software Orientado a Objetos utilizando padrões de desenvolvimento no ambiente Delphi 7. Com ele é possível verificar e exemplificar a utilização de padrões de projeto que auxiliam o desenvolvimento da aplicação, de técnicas de Programação Orientadas a Objetos e de persistência de objetos.
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João Carlos Da Silva
Graduado em Sistemas de Informação pela Faculdade Metodista Granbery e Pós-Graduando em Ciência da Computação pela Universidade Federal de Viçosa.



