Artigo Engenharia de Software 4 - Avaliação e Melhoria do Processo Organizacional (AMP)

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Artigo da Revista Engenharia de Software edição 4.

Esse artigo faz parte da revista Engenharia de Software 4 edição especial. Clique aqui para ler todos os artigos desta edição

 

Processos

Avaliação e Melhoria do Processo Organizacional (AMP)

Alinhada ao MPS.BR e PGQP

 

De que se trata o artigo:

Processo de Avaliação e Melhoria do Processo Organizacional (AMP) alinhado ao MPS.BR e PGQP.

Neste artigo apresenta-se o alinhamento e a possibilidade de implementar este processo de forma integrada com estes modelos de qualidade.

 

Para que serve:

Fornece uma visão geral do processo de AMP sob o ponto de vista do MPS.BR e do PGQP e orientações que podem servir como referência para organizações, que possuem iniciativas de melhoria de processo e desejam implementar este processo.

 

Em que situação o tema é útil:

Na definição e avaliação de melhorias dos processos organizacionais, para fins de melhoria contínua e alinhamento com os objetivos de negócio da organização.

 

 

A partir da aplicação dos processos padrão da organização e outros ativos de processo organizacional na definição, planejamento e estimativa de processos para os projetos e da execução dos processos definidos, podem ser identificadas oportunidades de melhoria nos processos padrão para identificar pontos de ajustes nos processos de acordo com as necessidades de negócio da organização. A realização sistemática de revisões nos processos, planejamento e implementação de melhorias identificadas, a partir dessas revisões e da experiência em utilizar os processos padrão da organização, é o objetivo do processo Avaliação e Melhoria do Processo Organizacional (SOFTEX, 2007b).

Diante deste contexto, as organizações têm se preocupado em alocar recursos e definir um mecanismo de definir, manter, disseminar e aprimorar seus processos principais de negócio e de apoio, normalmente, tendo como base modelos e normas nacionais e/ou internacionais de qualidade.

Este artigo está organizado da seguinte forma: a seção 2 apresenta uma visão geral sobre o programa de Melhoria de Processo do Software Brasileiro (MPS.BR); a seção 3 descreve o Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade (PGQP); a seção 4 apresenta o processo de Avaliação e Melhoria do Processo Organizacional (AMP) sob o ponto de vista do MPS.BR e PGQP; a seção 5 trata da implementação da AMP numa organização; e por fim, a seção 6 trata das considerações finais.

MPS.BR

Criado em dezembro de 2003 com base em lições aprendidas de outros programas mobilizadores, como o Programa de Desenvolvimento Estratégico em Informática no Brasil (DESI-BR), o programa Melhoria de Processo do Software Brasileiro (MPS.BR) visa a melhoria de desenvolvimento de software em micros, pequenas e médias empresas em todas as regiões do País. Além disso, busca o reconhecimento nacional e internacional como um modelo aplicável à indústria de software.

Conforme SOFTEX (2007a), o MPS.BR é composto pelo Modelo de Referência (MR-MPS.BR) destinado à melhoria de processo e o Método de Avaliação (MA-MPS.BR), para a avaliação de melhoria de processo de software. Para isso, possui como base técnica as normas ISO 12207, ISO 15504 em conformidade com Capacity Maturity Model Integration (CMMI), como ilustra a Figura 1.

O MR-MPS é composto pelo: (i) Guia Geral que contém a descrição geral do programa MPS.BR, detalha o MR-MPS e apresenta as definições comuns necessárias para seu entendimento e aplicação; (ii) Guia de Aquisição que contém as melhores práticas de aquisição de software e serviços e descreve o processo de aquisição destinado a empresas que queiram adquirir ou subcontratar software e serviços de terceiros; (iii) Guia de Implementação que se divide em sete partes e possui orientações de como os requisitos do MR-MPS podem ser implementados pelas organizações.

  Já o MA-MPS possui um Guia de Avaliação que contêm o método e o processo de avaliação do programa MPS.BR e características de qualificação dos avaliadores, destinando-se às Instituições Avaliadoras (IA), avaliadores líderes e adjuntos.

 

Figura 1. Componentes do MPS.BR (SOFTEX, 2007a)

 

O programa MPS.BR também conta com o Modelo de Negócio (MN-MPS), o qual descreve regras de negócio para: (i) tipos de implementação do MR-MPS que as instituições implementadoras podem conduzir, (ii) as avaliações com base no MA-MPS, (iii) organização de grupos de empresas para implementação do MR-MPS, (iv) avaliação do MA-MPS através de Instituições Organizadoras de Grupos de Empresas, (v) certificação de consultores de Aquisição (de acordo com o Guia de Aquisição) e (vi) da realização de curso, provas, workshops do MPS.

Os tipos de contratação atuais são: Modelo de Negócio Cooperado (MNC) para grupos de micro, pequenas e médias empresas que visam compartilhar custos na implementação do MR-MPS e a avaliação no MA-MPS; Modelo de Negócio Específico (MNE), que corresponde ao modelo de negócio personalizado a uma única empresa que visa a implementação do Modelo MPS.

O MPS.BR caracteriza a maturidade de processos através da combinação de processos e capacidade, de acordo com a maturidade é necessário obter determinado nível de capacidade para a execução de um processo. O processo possui propósitos e resultados. Então, é necessário capacidade para atingir o propósito e resultados esperados do processo. Quanto mais complexo o processo, maior deve ser a capacidade para sua realização.

Além da capacidade e processos, o MPS.BR está distribuído em sete níveis de maturidade: G – Parcialmente Gerenciado, F – Gerenciado, E – Parcialmente Definido, D – Largamente Definido, C – Definido, B – Gerenciado Quantitativamente e A – Em Otimização.

PGQP

Com o intuito de melhorar produtos e serviços, economizar tempo e aperfeiçoar recursos no estado do Rio Grande do Sul (RS), em 1992 surgiu o Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade (PGQP), oriundo do Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade. Esta iniciativa alavancou um avanço significativo no desenvolvimento e crescimento nesta região e que vem ganhando espaço cada vez mais.

Através da parceria formada entre o setor público e iniciativas privadas, o PGQP permitiu a divulgação de forma democrática da filosofia e dos princípios da qualidade no estado e também a identificação e aprimoramento dos produtos e serviços das empresas gaúchas.

A competitividade e a qualificação nos serviços públicos e privados no RS demonstram o quanto o PGQP contribuiu para sua melhoria. O aprimoramento cada vez maior dos sistemas de gestão se dá também com o comprometimento do governo, empresários, trabalhadores e consumidores. Isto pode ser observado pelo reconhecimento que o RS tem em todo o Brasil como o estado que mais avançou na disseminação dos conceitos e na aplicação permanente das técnicas e ferramentas de qualidade, melhorando os resultados das organizações gaúchas (PGQP, 2008a).

         O PGQP adota como referência o Modelo de Excelência da Gestão (MEG) e participa através de representantes da Rede Nacional da Gestão Rumo a Excelência da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ). Além disto, o Sistema de Avaliação (SA) do PGQP está alinhado ao Prêmio Nacional da Qualidade (PNQ) e consiste num instrumento de diagnóstico organizacional que verifica o estágio de desenvolvimento gerencial das organizações, identifica lacunas e possibilita a elaboração do Plano de Ação do Sistema Gerencial – PASG (PGQP, 2008b).

         O MEG possui níveis de maturidade, conforme Figura 2 e constitui-se por oito critérios: 1 Liderança, 2 Estratégias e Planos, 3 Clientes, 4 Sociedade, 5 Informações e Conhecimento, 6 Pessoas, 7 Processos e 8 Resultados."

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