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Artigo Java Magazine 24 - Tag Files no JSP 2.0

Artigo publicado pela Java Magazine

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Esse artigo faz parte da revista Java Magazine edição 24. Clique aqui para ler todos os artigos desta edição

 

 

Atenção: por essa edição ser muito antiga não há arquivo PDF para download.Os artigos dessa edição estão disponíveis somente através do formato HTML.

 

Tag Files no JSP 2.0

Reutilize código de interface em aplicações web

Aprenda a criar com facilidade seus próprios tags customizados, sem precisar aprender novas APIs

 

Nas Edições 18, 19 e 20 da Java Magazine foram publicados vários artigos ensinando o essencial sobre o desenvolvimento web em Java, concentrando-se nos recursos das novas especificações de Servlets 2.4 e JSP 2.0 e em frameworks MVC como o Struts e JSF. Mas ainda falta apresentar um dos recursos mais úteis e simples das novas especificações: Tag Files.

Os Tag Files oferecem uma maneira simplificada de criar tags JSP customizadas, sem a necessidade de desenvolver classes Java ou descritores de taglibs (TLDs). Mas o seu verdadeiro potencial é alcançado quando utilizados em conjunto com expressões EL (Expression Language) e taglibs JSTL (ou outras biblioteca de tags de sua preferência, como as fornecidas pelo Struts). Assim se torna possível criar tags complexos e poderosos, sem necessidade de usar extensos trechos de código Java dentro de scriptlets JSP.

Primeiro tag file

Um tag file é um fragmento de código JSP armazenado como um arquivo na pasta WEB-INF/tags do pacote war de uma aplicação web. Tag files seguem basicamente a mesma sintaxe de uma página JSP. O arquivo recebe a extensão .tag. Veja um exemplo básico:

 

<%@ tag pageEncoding="UTF-8" %>

<b>Cabeçalho Padrão</b>

 

Note que é incluído apenas código HTML e JSP. A única novidade é o elemento <%@ tag %>, que cumpre as mesmas funções do elemento <%@ page %> em páginas JSP. No exemplo, usamos o elemento para indicar que o tag file foi digitado com a codificação de caracteres UTF-8, que é o utilizado como default em arquivos XML e nas distribuições recentes do Linux. Usuários Windows em geral irão especificar “ISO8859-1" em vez de “UTF-8", o default para aquele sistema. Mas não se preocupe, editores especializados para programação (como os inclusos em IDEs Java) saberão lidar corretamente com as duas alternativas.

Supondo que o trecho anterior seja salvo com nome header1.tag, a página exemplo1.jsp a seguir demonstra o uso do tag file.

 

<%@ taglib prefix="t" tagdir="/WEB-INF/tags" %>

<html><body>

<t:header1 />

<p>Página de teste do tag file header.

</body></html>

 

Esta página pode ser vista, juntamente com os exemplos seguintes, na Figura 1.

Não é necessário especificar o atributo pageEncoding nas páginas JSP porque ele pode ser definido no descritor web.xml da aplicação, que é apresentado na Listagem 1 (observe o trecho em negrito). Infelizmente não existe facilidade similar para tag files na versão 2.0 da especificação JSP.

A diferença entre a declaração do tag file e um tag customizado tradicional está na diretiva taglib. Em vez de indicar uma URI para uma biblioteca de tags, indica-se o diretório onde os tags são armazenados. A versão atual da especificação estabelece que esse diretório seja sempre WEB-INF/tags (ou subdiretórios deste). Note ainda que usamos o prefixo "t" para o tag; mas poderia ser usado qualquer outro.

 

Tags customizadas JSP seguem a sintaxe XML, portanto tags simples como este têm que ser fechados com “/>".

 

Podem ser inseridos vários arquivos .tag na pasta WEB-INF/tags ou em seus subdiretórios. Cada um corresponde a um tag personalizado cujo nome será igual ao do arquivo, sem a extensão. Todos os tag files no mesmo diretório receberão o mesmo prefixo. Por exemplo, tags em WEB-INF/tags/html podem receber o prefico “h”e tags em WEB-INF/tags/img terem o prefixo “i”.

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Fernando Lozano
é consultor independente, ativista do software livre e professor da Faculdade Metodista Bennett, além de autor do livro “Java em GNU/Linux” (Editora Alta Books). É detentor de certificações da Sun, IBM, Microsoft e Red Hat, sendo uma espécie de “agente duplo” nas várias tribos.
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