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artigo java magazine 51- No mundo da internacionalização

Artigo da java magazine 51.

Esse artigo faz parte da revista Java Magazine edição 51. Clique aqui para ler todos os artigos desta edição.

 

 

No mundo da internacionaliozação

Construindo aplicações para vários idiomas e culturas.

 

Uma aplicação internacionalizável tem seu código escrito de modo que seja adaptável a diferentes idiomas e a diferentes culturas, sem que para isso seja necessário modificar os fontes ou mesmo recompilar a aplicação. Muitas vezes a palavra “internacionalização” é abreviada para i18n, que vem do termo inglês internationalization (representando a primeira e última letra, com 18 caracteres entre elas). No mundo globalizado, onde várias empresas brasileiras atuam fortemente em países diversos, é importante desenvolver desde o início aplicações internacionalizáveis. Também é comum que sistemas inicialmente desenvolvidos internamente por filiais no Brasil de empresas multinacionais sejam posteriormente adotados em outras filiais e até mesmo pela matriz. Por isso é fundamental saber como desenvolver aplicações i18n. A plataforma Java foi o primeiro ambiente de desenvolvimento de uso amplo a trazer funcionalidades voltadas para a internacionalização de aplicações. Estas funcionalidades têm várias formas, sendo duas de interesse especial para o desenvolvedor de aplicações:

1- A possibilidade de se obter automaticamente versões específicas de recursos (arquivos de dados) para as configurações regionais1 do usuário, em tempo de execução.

 

1 Estamos usando o termo “configurações regionais” para indicar as preferências do usuário em relação a idioma, fuso horário, formato de datas, números e quaisquer outras características culturais que possam ser configuradas pelos mecanismos padrões do sistema operacional nativo ou pelo navegador web.

 

2- A capacidade de várias classes da biblioteca padrão do Java SE modificar seu comportamento de acordo com as configurações regionais do usuário. A primeira funcionalidade torna fácil exibir mensagens (strings) diferentes de acordo com o idioma do usuário. Já a segunda faz com que operações como formatação de datas para exibição assumam as configurações corretas, sem intervenção do usuário ou do programador. Em uma avaliação superficial, o processo de internacionalização2 de uma aplicação pode parecer trivial, o que pode levar o desenvolvedor a não valorizar tanto as facilidades embutidas na plataforma Java. Afinal, bastaria fazer coisas simples como trocar “arquivo” por “file” em todo o código, ou exibir datas em formato mês/dia/ano em vez de dia/mês/ano, para se ter uma aplicação internacionalizável.

 

2 É importante não confundir o processo de internacionalização, que é responsabilidade do programador, com o processo de localização. Este último é a tradução de uma aplicação para um idioma e uma região específicos que em geral é realizado por profissionais sem conhecimentos de programação de computadores.

 

Entretanto, ao se levar em conta problemas como a correta ordenação de strings acentuadas, diferenças gramaticais e máscaras para entrada de dados, a questão deixa de ser simples. Por exemplo, “maçã” deve vir antes ou depois de “maca”? Ou então, as mensagens devem seguir a forma verboquantificador- substantivo, por exemplo “encontrados 3 registros”, ou devem seguir a forma quantificador-substantivo-verbo como em “3 records found”)? Muitas dessas questões são resolvidas pela plataforma Java sem intervenção do programador (simplesmente funciona!). Mesmo assim, o programador deve fazer sua parte para criar aplicações 100% internacionalizáveis. Por isso este artigo apresenta as principais funcionalidades para internacionalização oferecidas pelas plataformas Java SE e Java EE, exemplificando seu uso em aplicações Swing e web.

 

Sobre os exemplos

Os exemplos iniciais deste artigo serão compilados e executados diretamente pela linha de comando do sistema operacional, utilizando os comandos fornecidos com o

JDK. Já os exemplos mais complexos serão compilados e executados (ou, no caso daqueles para web, “deployados”) por meio de um buildfile do Ant. Todos os exemplos foram testados com o JDK 1.5.0 e o Tomcat 5.5, mas devem funcionar sem modificações em versões mais recentes do Java e em outros containers web aderentes às especificações Servlets 2.4 e JSP 2.0 ou superiores.

 

Localidades, idiomas e países

As funcionalidades para internacionalização do Java são baseadas no conceito de "



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Autor
Fernando Lozano

é consultor independente, ativista do software livre e professor da Faculdade Metodista Bennett, além de autor do livro “Java em GNU/Linux” (Editora Alta Books). É detentor de certificações da Sun, IBM, Microsoft e Red Hat, sendo uma espécie de “agente duplo” nas várias tribos.


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