Artigo Java Magazine 65 - Mashups com Google Maps API

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Utilize o poder da API de mapas do Google na criação de simples, porém interessantes mashups na Web.

Esse artigo faz parte da revista Java Magazine edição 65. Clique aqui para ler todos os artigos desta edição

Mashups com Google Maps API

Uma breve introdução à poderosa API de manipulação de mapas do Google

Utilize o poder da API de mapas do Google na criação de simples, porém interessantes mashups na Web

De que se trata o artigo:

Demonstração do uso da API de manipulação de mapas da Google – Google Maps API. Neste artigo é apresentada uma introdução sobre o conceito de mashups na web e como utilizar a API que mais vem sendo utilizada nesses tipos de aplicações através de códigos-exemplo.

 

Para que serve:

Introduzir o conceito de mashup na web e desmistificar o uso da API de mapas da Google mostrando exemplos básicos. Também é um facilitador para que novas idéias de mashups venham a ser criadas após conhecer as possibilidades que a API oferece.

 

Em que situação o tema é útil:

Para os interessados na Web 2.0 e suas aplicações colaborativas e também para desenvolvedores que planejam incluir em suas aplicações as funcionalidades de manipulação de mapas do Google Maps.

 

Mashups com Google Maps API:

Mashups tratam-se de aplicações que combinam outras aplicações ou fontes de dados externas para fornecer um novo serviço completo. A Web 2.0 com seu viés colaborativo contribui para o surgimento de diversas novas aplicações com esse conceito. Combinar vídeos do YouTube com mapas do Google Maps e informações de locais de crimes, por exemplo, se encaixam perfeitamente no conceito de mashup. A API de manipulação de mapas do Google facilita esse processo ao disponibilizar diversas de suas funcionalidades para que outras aplicações se integrem e se beneficiem de suas características. Tudo que precisamos é aprender a utilizá-la e um pouco de criatividade.

 

Uma nova geração de serviços disponíveis na web está revolucionando a forma de desenvolver e criar novas aplicações. Existe hoje uma tendência que reforça a troca de informações e colaboração entre as pessoas. A cultura do compartilhamento e os sistemas que dela fazem parte como wikis, blogs, fotologs, redes sociais vêm atraindo a atenção desde pequenas empresas com pouco tempo de “vida” (startups)[1] a até grandes corporações, como Yahoo, Google, Microsoft, etc. É a Web 2.0 mostrando para o que veio. Neste artigo, vamos fazer uma breve introdução aos conceitos de mashups e da Web 2.0 e mostraremos como os mapas na web vêm se popularizando com o conceito de mashups. Também vamos mostrar exemplos de códigos utilizando a API de mapas do Google e fontes de consulta para que soluções mais complexas possam ser implementadas. A API possui diversas funcionalidades como tratamento de dados, geocoding, clustering, rotas, buscas entre outros. Agora, vamos apresentar exemplos de plotagem de marcadores em mapas georeferenciados e a interação com esses marcadores através da associação com alguns eventos pré-definidos nos mapas do Google Maps.

Web 2.0

A Web 2.0 se caracteriza muito mais por uma mudança de postura por parte dos usuários do que uma infra-estrutura tecnológica inovadora. O que vem ocorrendo é que o público está deixando de ser apenas consumidor de informação, mas também produtor. Ou seja, na (agora) denominada Web 1.0, os usuários tinham um papel mais passivo, apenas “consumindo”: ações relacionadas a consultas de informações, baixa interatividade e colaboração. Na Web 2.0, a cultura de compartilhamento da informação passou a predominar. Concomitante a essa mudança de postura, veio também uma mudança no foco das aplicações (veja na Tabela 1).

 

Web 1.0

Web 2.0

Sites Pessoais

Blogs

Britannica On Line

Wikipedia

Gerenciador de Conteúdo

Diretórios Wiki

Mp3

Rádios Personalizadas

Mailing lists

Redes sociais

Tabela 1. Aplicações típicas da Web 1.0 e da Web 2.0.

Alguns autores diferenciam que enquanto a infra-estrutura da Web 1.0 se caracteriza pela conexão entre computadores para disponibilizar informações, na Web 2.0 caracteriza-se por uma conexão entre pessoas para amplificar o poder do trabalho colaborativo entre elas.

Tim O´Reilly define em What is Web 2.0 alguns de seus princípios, por exemplo:

·         Ofertas de serviços e não pacotes de softwares;

·         Mistura de variadas fontes de dados;

·         Serviços que atuam como potencializadores da inteligência coletiva;

·         Arquitetura focada em participação.

Mashups

Dentro desses princípios da Web 2.0 surgiu o conceito de mashup. Esse termo é originado do seu análogo no cenário musical: canções criadas por DJs, compostas por duas ou mais músicas já existentes, muitas vezes de estilos musicais totalmente diferentes. 

No contexto da Web, um mashup trata-se de “um website ou uma aplicação web que combina conteúdo de mais de uma fonte para criar um novo serviço completo” [2].

Ou seja, são aplicações que se utilizam de diferentes fontes de dados, sejam elas de outras aplicações ou não, e que ao combinar essas fontes e, fazendo algum tipo de tratamento ou não, geram como resultado um novo serviço completo. Algumas vezes os serviços oferecidos pelos mashups nada têm a ver com as propostas originais das fontes de dados externas que utilizam.

Apesar de não existir um padrão formal para a arquitetura de um mashup, a grande maioria dos mashups segue a estrutura proposta por Duane Merrill, que é constituída pelos seguintes elementos:

·         Provedores de conteúdo (ou de APIs) – são as fontes dos dados. Provedores os quais publicam conteúdo geralmente através de protocolos (RSS, Atom, SOAP, etc.) e que servem como fonte de “alimentação” para o mashup;

·         Aplicação cliente – é a interface do usuário com o mashup. Tipicamente, um navegador web onde possui a lógica para apresentação e alguma composição simples de conteúdo;

·         Mashup site – Onde reside a lógica da aplicação. Não necessariamente a execução (ou parte dela) ocorrerá no servidor do mashup site. A combinação dos dados resultantes é o que se chama de Mashup.

 

O exemplo mais clássico de mashup é o site chamado de Housing Maps (http://www.housingmaps.com) que utiliza as informações cartográficas do Google Maps (http://googlemaps.com) combinado com as informações do Craig List (http://www.craigslist.org) uma espécie popular de classificados. O resultado é que anúncios sobre venda e aluguel de imóveis são “plotados” em mapas digitalizados, agregando valor aos mesmos (ver Figura 1).

 

Figura 1. Exemplo Mashup – Google Maps + Craig List.

Outro exemplo de mashup é o site WikiCrimes (www.wikicrimes.org) na qual combina informações de crimes, mapas do Google Maps e até vídeos do YouTube. Nele é possível que seus usuários relatem locais de ocorrências de crimes para alertar outras pessoas sobre o perigo de uma região. Esse relato pode incluir textos, reportagens de jornais on-line e até mesmo vídeos, como pode ser visto na "

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