Artigo SQL Magazine 8 - Entrevista Elizabeth de Almeida

Você precisa estar logado para dar um feedback. Clique aqui para efetuar o login
Para efetuar o download você precisa estar logado. Clique aqui para efetuar o login
Confirmar voto
0
 (0)  (0)

Artigo da Revista SQL Magazine - Edição 8.

Clique aqui para ler esse artigo em PDF.imagem_pdf.jpg

capaSQL12.JPG

Clique aqui para ler todos os artigos desta edição

Entrevista Elizabeth de Almeida

 

Elizabeth de Almeida Faria é gerente de consultoria da Oracle Brasil desde 1996 e atende a grandes clientes, como Companhia Vale do Rio Doce, Petrobrás, Furnas e Telemar. Formada em Matemática com ênfase em Informática pela UERJ, Elizabeth possui também algumas especializações em banco de dados e soluções Oracle. Nesta entrevista, ela comenta as novidades do recém-chegado Oracle 10g.

 

Quais as principais novidades do novo Oracle 10g? Quais as diferenças em relação à versão 9i?

O Oracle Database 10g oferece muitas vantagens, tais como aumento significativo na performance e escalabilidade para todos os tipos de cargas de trabalho. As empresas tendem cada vez mais a adotar tecnologias de grid empresarial para executar seus aplicativos de forma mais flexível e econômica em clusters de computadores de baixo custo. Dentre as centenas de novos recursos do banco de dados, podemos citar a instalação rápida e fácil, o gerenciamento automatizado de sistemas, o clustering aprimorado e a maior disponibilidade.

 

Em termos de velocidade, qual o desempenho do Oracle 10g em relação ao 9i?

Recentemente, a Oracle publicou no Transaction Processing Council (www.tpc.org) os resultados de um benchmark com o Oracle 10g, no qual foi utilizado o mesmo hardware do benchmark com o Oracle9i (publicado anteriormente). Além de obter o melhor resultado absoluto em um Intel 4-way, também comprovamos um aumento de 28% nos resultados obtidos pelo Oracle 10g em relação ao Oracle 9i.

 

Uma das principais características do novo Oracle 10g é a capacidade de gerenciar grids. O que seriam esses grids?

Grid Computing é uma nova arquitetura de computação que reúne servidores, storage e capacidade de processamento em uma estrutura mais econômica e flexível.

Estamos falando de um novo paradigma de computação, que otimiza a utilização de todos os recursos e evita desperdícios na infra-estrutura computacional. É importante mencionar que esta é uma tecnologia que pode ser usada com sucesso por empresas de todos os portes e de qualquer segmento.

 

Quais as vantagens de usar a arquitetura Grid Computing?

A Grid Computing elimina as “ilhas de computação”, já que monitora o uso de muitos servidores pequenos que atuam como um único computador de grande porte para executar aplicativos padrão. O software do Oracle Grid Computing faz o balanceamento de todos os tipos de cargas de trabalho em servidores commodity.

 

Sobre a questão da segurança: de forma genérica, como será mantida a integridade dos dados, do acesso e do processamento do Grid quando uma ou mais estações que fundamentam sua estrutura apresentarem falhas? Existe alguma customização proprietária da Oracle para evitar e/ou contornar tais problemas?

Uma das principais características do Grid Computing é justamente garantir a continuidade dos sistemas no caso de falha em algum de seus componentes. Como no Grid todos os recursos são compartilhados, se um dos componentes falhar (por exemplo, um servidor), os demais componentes assumirão automaticamente as tarefas desempenhadas por ele a fim de garantir a integridade dos dados e a continuidade e segurança de acesso.

 

Um dos principais fundamentos do Grid Computing é o “gerenciamento de muitos como se fossem um” . Como o 10g trabalha em relação à otimização do “gargalo” de entrada e saída das requisições no Grid, uma vez que as possibilidades de crescimento da estrutura do Grid são tão grandes quanto as das requisições de estações clientes?

Com os seguintes métodos:

·   Padronização em servidores e armazenamento modular de alta densidadee baixo custo, baseados em tecnologias como processadores Itanium, servidores blade e Linux;

·   Consolidação e virtualização de clusters de servidores compartilhados entre um ou mais data centers;

·   Automação de todas as tarefas de gerenciamento do dia-a-dia, possibilitando que um único administrador controle simultaneamente centenas de servidores em clusters.

 

Para uma empresa que não pretende implantar um grid, valeria a pena o upgrade para o Oracle 10g?

Certamente, e acreditamos que as empresas vão se convencer de que devem implementar uma malha de grid. Por que deveríamos esperar para obter os benefícios do Oracle Grid Computing se já podemos usufruir deles por um custo adicional muito pequeno? Com o Oracle Grid Computing, não há necessidade de adquirir um novo servidor para aumentar a capacidade computacional de uma empresa. Essa capacidade pode ser realocada por meio de servidores que passarão a compartilhar informações e infra-estrutura.

No caso de empresas de pequeno e médio portes, por exemplo, nunca foi tão fácil adotar uma tecnologia de ponta.

Por fim, a arquitetura de Grid Computing será a base da infra-estrutura de computação das empresas nos próximos cinco a dez anos. Então, por que esperar, quando o futuro da computação corporativa já está disponível hoje?

 

Outras empresas também estão apresentando seus produtos voltados para Grid Computing, como o IBM Grid ToolBox. Quais os diferenciais do Oracle com relação a essas ferramentas?

Somente a Oracle oferece hoje um software completo. O Oracle 10G é o primeiro e único software de infraestrutura projetado para Grid Computing. O Oracle Database 10G e o Oracle Application Server 10G oferecem recursos completos de clustering, gerenciamento de carga de trabalho e automação de data center para uma Grid Computing dinâmica e flexível.

A Oracle oferece hoje uma plataforma de software suficientemente madura e abrangente (Oracle Database 10g, Oracle Application Server 10g, Oracle Outsourcing, Oracle Grid Control) para gerenciar os recursos automaticamente e obter os resultados esperados:

·   É o software, e não o hardware, que controla o gerenciamento dos recursos em um esquema de Grid Computing;

·   Cada componente do Oracle Grid Computing é gerenciado individualmente. O Enterprise Manager 10g, por exemplo, gerencia um único servidor de aplicação/banco de dados. Além disso, a grid é gerenciada por inteiro (o Oracle Grid Control é o “cérebro” que administra toda a grid);

·   Outros fornecedores criaram sua solução de grid com base no hardware e alguns deles apresentaram apenas “remendos”, que não oferecem realmente a integração ou a colaboração necessárias para se obter um controle automatizado;

·   Por fim, outros fornecedores implementaram grid com um esquema que envolve aumento dos gastos - a aquisição de novos componentes ou de mais capacidade quando necessário.

 

Tendo em vista que a idéia da Grid Computing já existe e está solidificada há algum tempo, o que levou a Oracle a escolher o atual cenário para lançar a sua solução de Grid Computing?

Foram anos de estudos, pois o que existiam antes eram grids acadêmicas. Em geral, a grid acadêmica processa dados estáticos. Por exemplo, ela pode ser utilizada para realizar simulações científicas ou para processar dados de pesquisa que depois serão enviados de volta a um servidor central. Isso não é feito em tempo real e esse conceito contraria nossa visão de Grid Computing empresarial. Nas grids empresariais, os aplicativos são executados em tempo real por meio da otimização e alocação dos recursos de computação. Essa tecnologia possibilitou à Oracle posicionar-se como um fornecedor de infra-estrutura de software. O software deixa de ser apenas um programa, banco de dados ou aplicativo e passa a ser um serviço.

 

Quais as diferenças entre a Grid Computing e a clusterização de servidores?

Clustering é uma das tecnologias utilizadas para criar a infra-estrutura de grid. Os clusters simples possuem recursos estáticos usados para determinados aplicativos por determinados proprietários. Já as grids, que podem consistir em vários clusters, são pools de recursos dinâmicos que podem ser compartilhados por muitos aplicativos e usuários diferentes.

Um cluster tem um conjunto de servidores ligados por meio de interconexões de alta velocidade, e cada servidor tem uma configuração semelhante. O mesmo conjunto de aplicativos roda em todos os servidores e o cluster fornece balanceamento de carga, failover e alta disponibilidade a esses aplicativos. No cluster, todos os recursos são conhecidos, fixos e geralmente uniformes em sua configuração, já que se trata de um ambiente estático. Já uma grid não pressupõe que todos os servidores estejam executando o mesmo conjunto de aplicativos. Os aplicativos podem ser programados e migrados entre os servidores da grid.

 

Falando do mercado brasileiro, quais são as expectativas da Oracle com relação à penetração do Oracle 10g na realidade de nossas empresas? E quanto à utilização efetiva do Grid Computing como estrutura de trabalho?

Acreditamos que todas as organizações podem se beneficiar dessa tecnologia, pois os benefícios que ela oferece resultam em maior poder de processamento e armazenamento com menos equipamentos.

A Oracle espera que, até o meado de 2005, 10% a 20% dos clientes tenham adotado o novo banco de dados. A versão anterior foi lançada em junho de 2001 e, atualmente, cerca de 60% dos clientes a utilizam (no mundo todo).

 

Atualmente, quanto custa o banco de dados Oracle 10g?

Estamos definindo essas questões. Nossos produtos serão lançados em janeiro de 2004.

 

Muitas empresas, como a Borland, têm adaptado e lançado versões de seus produtos para oferecer suporte à plataforma .NET da Microsoft. Quais os planos da Oracle para esse novo cenário do mercado?

Ao contrário da Microsoft, a Oracle aposta no Java como plataforma padrão para desenvolvimento de aplicativos. Mesmo assim os produtos Oracle também oferecem conectividade à plataforma .NET.

 

Em entrevista à SQL Magazine, Bruce Momjian, principal desenvolvedor do PostgreSQL, declarou que os bancos de dados open source já alcançaram um nível de maturidade semelhante ao dos grandes SGBDs do mercado. Você acha que os bancos de dados open source já disputam o mesmo mercado que o Oracle?

A adoção de bancos de dados open source ainda é bastante incipiente, se comparada aos principais players do mercado. Isso pode ser comprovado em relatórios publicados por analistas de mercado como IDC e Gartner.

 

Qual o futuro do Oracle? O que podemos esperar dele daqui para frente?

Manteremos a liderança de mercado, certamente! Com o Grid Computing, a Oracle torna-se muito mais que um fornecedor de aplicativos de negócios. Como já disse antes, essa revolucionária tecnologia possibilitou à Oracle posicionar- se como um fornecedor de infraestrutura de software. É nesse modelo que podemos enxergar com clareza o valor agregado da Oracle e sua maior oportunidade de negócios.

 
Você precisa estar logado para dar um feedback. Clique aqui para efetuar o login
Receba nossas novidades
Ficou com alguma dúvida?