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Azure Storage Emulator - Revista .net Magazine 94
O objetivo deste artigo é apresentar uma visão clara e objetiva sobre o uso do Microsoft Azure Storage Emulator, para desenvolvimento de sistemas em Cloud Computing.
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A ideia de computação das nuvens se tornou uma realidade
presente nos últimos anos. Iniciada em 1999 pelo estudante sueco Fredrik Malmer,
visava oferecer uma série de recursos através da Internet, utilizando um
sistema de compartilhamento de recursos de memória e processamento baseado na
computação em grade (Grid Computing).
A computação nas nuvens de maneira resumida seria uma forma de
disponibilizar recursos de processamento e armazenamento utilizando como porta
de entrada e saída a Internet. Dessa forma, seria possível acessar informações
de qualquer parte do mundo utilizando um computador.
Pensando de forma visual, podemos imaginar uma grande nuvem que
representaria a rede mundial, onde todos os servidores estariam conectados e
compartilhando recursos. Imagine grandes datacenters espalhados por todo o
mundo, com a incrível capacidade de processamento paralelo, unidos a uma grande
quantidade de discos para armazenamentos de informações – isso seria a forma
visual da computação das nuvens.
Vamos
pensar de forma prática qual o ganho de utilizarmos tudo isso. Hoje, todos nós
gastamos muito dinheiro trocando nossos computadores, que rapidamente ficam
desatualizados. É necessário comprar novas versões de softwares e tempo para
instalá-las. Imagine que você tenha que preparar um documento importante para o
trabalho, e o mesmo foi criado em sua casa. Ao final, você conclui o mesmo e compartilha
este arquivo via e-mail.
Imagine agora a seguinte situação: você não precisa ter o computador
mais robusto ou uma grande quantidade de memória (ou até mesmo HD’s com mais
capacidade de armazenamento). Você precisa apenas de uma conexão com a Internet
e um browser. Aqui entra a computação nas nuvens.
Você utiliza um editor on-line e, salva seu documento em um
sistema de Cloud Computing. O próprio editor online já é um sistema baseado nas
nuvens e oferece todos os recursos que você possui hoje em seu “supercomputador”.
Em sua casa, você pega o controle remoto de sua TV (com acesso a
internet) e acessa o mesmo editor online que usou para escrever seu documento e,
recebe acesso ao arquivo criado anteriormente.
Grandes empresas como Microsoft e Google estão investindo cada
vez mais em recursos para tornar essa realidade mais presente.
A Azure Plataform é uma plataforma de execução de aplicativos,
serviços e armazenamento de dados criada pela Microsoft e apresentada em 2008
no PDC em Los Angeles. Trata-se de uma plataforma de aplicações que funciona no
modelo de computação em nuvens, portanto, não é um sistema operacional comercializado
para ser instalado em desktops.
O Windows Azure é composto por três componentes principais:
Compute, Storage e Fabric Controller, que serão detalhados nos próximos tópicos.
O Azure Plataform utiliza um sistema operacional especialmente desenvolvido
para esse fim, denominado de Windows Azure. Esse “S.O.” provê todos os recursos
de comunicação e armazenamento de dados entre servidores localizados nos
datacenters da Microsoft, que compõem a grande plataforma.
O “S.O.” é também responsável por todo o sistema de virtualização
e divisão de tarefas que torna a plataforma um ambiente de cluster.
Na Figura 1, você confere a distribuição
de servidores da plataforma Azure.
A plataforma pode executar aplicações desenvolvidas com a
plataforma .NET framework compiladas para CLR e aplicações desenvolvidas com
PHP. Em paralelo, outros dois SDKs foram lançados para permitirem a
interoperabilidade entre plataformas: Java SDK for AppFabric e Ruby SDK for
AppFabric. Ambos possibilitam aos desenvolvedores criarem aplicações para a
Azure Plataform em suas respectivas linguagens.
Azure Plataform –
Compute
Essa divisão é responsável por prover o sistema de hosting e
execução das aplicações sobre o sistema de computação distribuída. Compute
possibilita aos desenvolvedores criar suas aplicações para a nuvem, utilizando
as linguagens do .NET framework. É neste componente que estão os recursos para
possibilitar que outros desenvolvedores criem suas aplicações usando outras
linguagens que possuem os SDKs para a plataforma.
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Max Mosimann Netto
Max é apreciador da tecnologia e como bom entusiasta vive atrás de novos conceitos de desenvolvimento, novas formas de codificação e novos paradigmas da programação. Com mais de 12 anos de experiência, vive em Berlin/Alemanha onde trabalha como desenvolvedor sênior em uma software house e como consu...



