BugZilla - Gerenciamento de Defeitos em Projetos de Software

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O artigo apresenta a utilização da ferramenta BugZilla para rastrear defeitos, desde a sua identificação feita pelo usuário até a sua correção.

Esse artigo faz parte da revista Engenharia de Software 22 edição especial. Clique aqui para ler todos os artigos desta edição


Validação, Verificação & Teste

 

Gerenciamento de Defeitos em Projetos de Software

Introdução à Ferramenta BugZilla

 

De que trata o artigo: Gestão de bugs de software com a utilização da ferramenta BugZilla. O artigo apresenta a utilização da ferramenta para rastrear defeitos, desde a sua identificação feita pelo usuário até a sua correção. Aspectos gerenciais da ferramenta também são apresentados, desde a instalação, configuração de um novo produto de software e a evolução do defeito observada pela equipe de desenvolvimento.

 

Para que serve: Fornecer conhecimentos para verificar, na prática e de forma organizada, bugs de software rastreados pela ferramenta BugZilla. Estabelecer uma visão crítica sobre a necessidade de se desenvolver software com qualidade e a relação do controle e identificação de bugs na busca por qualidade.

 

Em que situação o tema é útil: O rastreio de defeitos fornece à equipe de desenvolvimento um importante diferencial para buscar qualidade em seus produtos. Esta técnica permite que os defeitos sejam catalogados, desde sua identificação até sua resolução. Para este fim, a ferramenta BugZilla é utilizada para controlar e automatizar o processo de rastreio dos defeitos, o que diminui o tempo de resposta para a correção, deixando o processo de verificação de bugs mais organizado, aumentando assim a qualidade do produto de software e satisfação dos usuários, auxiliando a organizar a fase de manutenção de software.

 

 

Um dos primeiros grandes marcos da história da qualidade foi a revolução industrial, iniciada em meados do século XVIII, quando houve um grande crescimento no número de indústrias substituindo o processo de fabricação manual pelo industrial. Esse processo permitiu a criação de produtos iguais, já que no processo manual manter este padrão nem sempre era possível. Com os avanços tecnológicos e culturais, motivados pelo fenômeno da revolução industrial, houve a necessidade da criação de produtos com algum diferencial, já que nascia ali a concorrência entre empresas, serviços e produtos. Muitas empresas buscaram então aprimorar seus métodos de produção, para que minimizassem as despesas e maximizassem os lucros. Nascia ali um conceito hoje chamado de processo de melhoria contínua de produtos. Mais tarde, a partir da década de 20, a produção industrial passou a se preocupar mais ainda com a qualidade dos produtos, com a finalidade de impedir que produtos com qualquer tipo de defeito chegassem às mãos dos clientes. Nos dias atuais, a qualidade é o grande diferencial para qualquer produto ou serviço que uma empresa possa produzir ou oferecer.

No atual contexto de desenvolvimento de software a qualidade já não é mais um fator de diferenciação no mercado, mas sim, uma condição essencial para que as empresas e profissionais sejam bem-sucedidos. As empresas de software vêm buscando certificações ISO (International Organization for Standardization) e certificações dos modelos de maturidade CMMI (Capability Maturity Model Integration) e MPS.BR (Melhoria de Processos do Software Brasileiro) como meio de comprovar sua qualidade no processo de desenvolvimento de software (ler Nota 1). Assim, torna-se importante a utilização de métodos e técnicas que permitam avaliar de maneira abrangente a qualidade dos processos e dos produtos de software, garantindo que o usuário receba produtos dentro das especificações definidas e esperadas por ele.

Desde o surgimento da tarefa de desenvolvimento de software, grande parte dos recursos, seja financeiro ou esforço, são gastos na fase de manutenção do software. Segundo Roger Pressman, autor de um dos livros mais famosos de Engenharia de Software, a fase de manutenção pode ser responsável por mais de 70% de todo o esforço despendido para a produção do software. Outros autores, e a experiência de algumas empresas, taxam números semelhantes, o que nos fazem refletir sobre a importância de padrões e processos nas fases anteriores para minimizar esses gastos e esforço com manutenção.

Na fase de manutenção é onde são feitas melhorias e otimização de um software já finalizado. Nessa fase são feitos os reparos de defeitos / bugs encontrados. Segundo Pressman, o custo da manutenção de software tem aumentado firmemente durante os últimos 20 anos. Durante a década de 1970, a manutenção era responsável por um índice entre 35% e 40% do orçamento de Software para uma organização de sistemas de informação. Esse valor pulou para aproximadamente 60% durante a década de 1980. O autor ainda estima que, se nada for feito para minimizar os problemas nos software e conseqüentemente minimizar os custos na fase de manutenção, muitas empresas gastarão 80% de seus orçamentos de software "

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