Na metade da década de 90, começaram a emergir modelos de desenvolvimento que iam contra aos métodos dirigidos a planos, como o modelo de desenvolvimento em “cascata”.
Nos modelos tradicionais, o foco é maior na análise de requisitos do software e projeto do que no desenvolvimento e testes. Sendo assim, em um cenário de um sistema de pequeno ou médio porte, a mudança repentina de requisitos causa mudança na especificação e no projeto, fazendo que voltem a “estaca zero”, ou seja, um grande retrabalho.
Pesquisas feitas como o Chaos Report (Standish Group) em 1994 apontaram que apenas 16% dos projetos obtinham sucesso.
Os modelos que começaram a surgir, como Extreme Programming e Scrum, começaram a priorizar o software em si, deixando um pouco de lado a parte da documentação. Atacando as condições que levavam os projetos ao fracasso, o objetivo era entregar o software ao cliente de uma forma mais rápida, para que ele já avaliasse e mostrar onde deseja alterações ou novos requisitos.
Essa abordagem só é possível com alguns valores, como a iteração constante, entrega incremental, envolvimento do cliente no desenvolvimento, busca pela qualidade e simplicidade e união da equipe de desenvolvimento. Antes, estes métodos eram chamados de métodos “leves”, para contrastar com os antigos, que eram chamadas de métodos de abordagens “pesadas”.
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