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Conceitos sobre touchscreen e introdução à Gestures API - Revista Mobile Magazine 43
Este artigo tem por objetivo apresentar os conceitos relacionados à tecnologia touchscreen (tela de toque) – suas características, histórico, padrões, melhores práticas, além da sua contribuição ao desenvolvimento de novas soluções
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TAP is the new click! Esta frase, de Dan Saffer, retrata uma realidade há anos aguardada, mas que nos últimos quatro anos tornou-se acessível e revolucionou o mercado de dispositivos móveis.
Com a introdução deste novo paradigma de interação, usabilidade e design – o touchscreen (tela de toque) – a concorrência pela inovação transformou o planejamento estratégico de inúmeras empresas, tanto dos grandes Players (fabricantes (OEM) e prestadores de serviços – já inseridos neste mercado) quanto de várias outras que observaram o real potencial de crescimento e de resultados – exigindo flexibilidade e agilidade para adaptação, investimento e então, participação.
Tais mudanças têm proporcionado aos consumidores e a nós (desenvolvedores) a possibilidade de usufruir de dispositivos, que a cada novo modelo/versão, disponibilizam um conjunto maior e mais capacitado de recursos e funcionalidades, além de prover a oportunidade de atuarmos em nichos do segmento nunca dantes praticados, em virtude da complexidade de suporte e implementação a eventos que ofereçam uma melhor experiência aos usuários e que possibilitam a construção de aplicativos mais ricos, interativos e dinâmicos.
Neste contexto, este artigo tem como proposta apresentar tal paradigma, seus conceitos, características e padrões, além de detalhar uma API Android específica para a manipulação de gestos, chamada Gestures, a partir da qual ilustraremos todas as suas facilidades para a construção de aplicativos que fazem do touch (toque), sua existência.
Características das interfaces
Ao compararmos os tipos de interface, podemos categorizá-los conforme a Figura 1. A maioria das funções disponíveis pelas interfaces tradicionais (como as providas pelos desktops) é suportada pelas gestures interfaces (interfaces de gestos) (tanto touchscreen quanto free-form). Estas são diferenciadas pelo modo como manipulam os objetos: touchscreen manipulam diretamente os objetos, permitindo aos usuários interagirem sobre a tela, enquanto free-form, não, ou seja, manipulam indiretamente (sem qualquer toque) geralmente, através de algum controle, luva ou por meio do nosso próprio corpo.
As gestures interfaces são constituídas basicamente pelos seguintes elementos: sensores (que detectam a interação), comparadores (que interpretam o evento) e os atuadores (que executam procedimentos em resposta ao evento interpretado).
Há um grande conjunto de sensores suportados atualmente: Pressure (detectam quaisquer eventos relacionados a touch); Light (detectam luminosidade de um ambiente); Proximity (detectam proximidade de objetos); Acoustic (detectam sonoridade); Tilt (detectam inclinação); Motion (detectam movimento e velocidade) e Orientation (detectam posição e direção).
Padrões de interatividade suportados pelas interfaces touchscreen
À medida que os dispositivos passaram a interpretar touch, um grupo seleto de movimentos e/ou gestos foi mapeado por tais interfaces e sistemas operacionais proporcionando interações mais ricas, práticas e de fácil aprendizado. O conjunto de interações mapeadas e possíveis de serem realizadas é demonstrado na Figura 3.
E para quais ações devemos utilizar cada um destes padrões? Tap é comumente utilizado para pressionar botões, ativar, desativar e selecionar elementos da UI (user interface), semelhante ao click. Para ações em que há a necessidade de pressionar e segurar elementos como barras de rolagem para scrolling, podemos utilizar o Hold. Já o Nudge é usado para movimentarmos objetos/elementos da UI. Drag e Slide são padrões também utilizados para a movimentação de objetos permitindo inclusive atuarmos sobre barras de rolagem para posicionamento da UI (itens). Para o caso de desejarmos percorrer rapidamente uma lista de opções, o padrão a ser utilizado é o Flick ou Fling. E para ações de seleção e/ou redimensionamento (de escala) sobre elementos da UI, como aumento ou diminuição de ZOOM, temos respectivamente as opções, Spread e Pinch.
Com o objetivo de ilustrar o quão rápido e natural é o aprendizado e interação sobre as interfaces touchscreen, há dentre as referências/links do artigo um vídeo em que uma criança utiliza de um dos padrões mais simples (como o toque) para interagir com dois objetos e ao observar que em um deles há um feedback imediato para cada ação, um novo interesse ou preferência se destaca, proporcionando aprendizado. Tal comportamento foi muito bem observado pelos fabricantes e tal riqueza em usabilidade é hoje um dos motivos principais pelo enorme sucesso de aceitação e preferência do mercado consumidor, observado pelo crescente número de vendas de smartphones e tablets.
Quando aplicar suporte à gestures interfaces?
Um ponto muito importante que podemos nos questionar é quanto à aplicabilidade do suporte à gestures interfaces: sempre devemos adicionar (em nossos aplicativos) tal suporte e seus padrões de interatividade? A resposta é: qual é a expectativa do usuário? Dentre os requisitos levantados para a aplicação/projeto, há a possibilidade da construção do software e design utilizando os conceitos de gestures? Tal emprego resultará em benefícios para o usuário (mais simplicidade e usabilidade) ou aumentará em complexidade, dificultando inclusive a legibilidade da aplicação/UI? Qual o perfil do público alvo? Há preferências ou dificuldades quanto ao uso de interfaces touchscreen?
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Werner Denzin
Formado em Ciência da Computação pela Unesp e pós-graduado em Engenharia de Software pela Unicamp, possui as certificações SCWCD, SCMAD, SCJA e SCJP. Atuou como instrutor Java pela Sun Microsystems (por 2 anos) e atua no mercado de aplicativos (Java ME e Android) para dispositivos móveis desde 2003....
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Um abraço



