Desenvolvendo software para PDAs

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Nesse artigo vamos abordar como funciona e se deve desenvolver um software para uma família de PDAs.

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Hello World Handheld-basic

 

Dispositivos móveis estão se tornando cada vez mais comuns. Essa popularização teve início principalmente com os aparelhos celular. Além deles, as empresas de tecnologias investiram também na miniaturização dos computadores, criando o que vem sendo chamado de PDA (Personal Data Assistent). Diferente dos PCs tradicionais, para conseguir essa miniaturização, esses dispositivos foram criados com algumas restrições (por exemplo de memória e processador) que influenciam em muito na forma como o software para eles são desenvolvidos.

Nesse artigo vamos abordar como uma família desses PDAs funciona e como se deve desenvolver software para eles. Descrevemos principalmente a evolução dessa plataforma durante o tempo e o que deve ser feito para se desenvolver um software simples de "Hello world". No futuro, abordaremos conceitos básicos, como os objetos de UI e a persistência de dados, com o objetivo de permitir que o leitor, após ler toda a série de artigos, acumule conhecimento suficiente para implementar softwares complexos e de alta qualidade nessa plataforma.

A plataforma Palm

Em seu primeiro projeto, o PDA da 3COM foi projetado para ser uma simples agenda pessoal com possibilidade de se inserir softwares de terceiros. A flexibilidade e a mobilidade deste equipamento tornaram esta classe de hardware uma importante ferramenta de automação comercial.

O sistema operacional PalmOS não possui os mesmos recursos que os sistemas operacionais utilizados nos desktop, este fato resultou em um sistema simples e robusto.

Versões do sistema operacional da Palm

Atualmente, a Palm trabalha com três versões (uma quarta está sendo desenvolvida) de sistemas operacionais. São embarcados em diferentes tipos de PDAs e representam a evolução desse conceito. Quando a Palm voltou ao mercado, ela laçou equipamentos com sistema 68000 e com Garnet, era o famoso Zire 21 Mono, mas em pouco tempo ela tirou o 68000 do mercado. Vale destacar aqui também que no Palm o usuário não troca o sistema operacional, pois este vem escrito em uma memória ROM de acesso exclusivo do fabricante.

As versões de SO existentes são (a última está em desenvolvimento):

·         OS 68000: primeira versão do sistema, ainda muito simples e com uma série de bugs e restrições, está presente em equipamentos desde a série Pilot 1000 até a série Tungsten W.

·         Garnet: uma tentativa de correção de erros e melhoria nas funções do OS 68000. Está sendo utilizada em aparelhos como Zire, Tungsten E, e Treo.

·         Cobalt: a Palm lançou mão do sistema anterior e reescreveu novamente todo o SO, criando assim o Cobalt. Esse SO é bem superior aos anteriores, porem não foi utilizado de forma massiva uma vez que a Palm Source (divisão da Palm que ocorreu no inicio desta década, a Palm se dividiu em Palm Inc e Palm Source) decidiu fechar os projetos Palm OS para implantação futura do Linux nos equipamentos da Palm Inc.

·         Linux: com a compra da Palm Source pela ACCESS Co. Ltda., equipamentos com este sistema vêm sendo desenvolvidos. Com isso, procura-se uma maior flexibilidade do sistema para poder atender melhor ao mercado. Sua principal aposta está nos recursos de comunicação visto que as vendas de Smartphones dobram a cada ano.

 

Visto esses diferentes sistemas operacionais e sabendo da influência desses sistemas no desenvolvimento dos softwares para essa plataforma, um ponto que se deve levar em consideração é a compatibilidade existente entre esses sistemas operacionais, ou seja, quão bem um software desenvolvido para determinada sistema operacional irá ser executado em um outro sistema operacional. A Palm Source garante que todo o software compilado para o OS 68000 será portável ao Garnet e ao Cobalt, assim como os desenvolvidos para o Garnet podem ser utilizados pelo Cobalt.

O numero de softwares compilados para o OS 68000 é esmagador e mesmo assim não se observa problemas quanto aos novos equipamentos que estão entrando no mercado. Os novos equipamentos possuem o Garnet, a linha cronológica é 68000 > Garnet > Cobalt (Cobalt foi pouco vendido aqui no Brasil devido ao preço dos hardwares).

Algumas ferramentas como o NS Basic preparam o Run-Time para ser executado em qualquer uma das versões de SO da Palm. Outras como o Handheld Basic utilizam o conceito PNO (PACE Native objects) que preparam seus softwares para consultarem a API nativa do sistema operacional. Por sorte, estas APIs não sofreram grandes impactos com a passagem do 68000 para o Garnet.

O problema que pode vir a ser enfrentada nos próximos anos está no uso do Linux, mas a Palm Source garante que o conceito PACE (Palm Application Compatibility Environment) continuará a ser encarado como um item importante e considerado no desenvolvimento de seus sistemas.

Ferramentas de desenvolvimento

Abaixo, identificamos as principais IDEs que podem ser usadas para desenvolvimento de software para Palm OS:

·         Handheld Basic (Basic): uma das últimas IDEs a serem lançadas no mercado, encontramos idéias inovadoras no contexto de desenvolvimento Palm, tais como: RecordSet, SQL, ausência de Run-Time, orientação a objetos, vasta API, pacotes, etc. No caso do RecordSet, por exemplo, o HB++ foi a primeira a utilizar este conceito, antes tínhamos que varrer o arquivo à procura de dados.

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