DevMedia
Você precisa estar logado para dar um feedback. Clique aqui para efetuar o login
Para efetuar o download você precisa estar logado. Clique aqui para efetuar o login

Ferramentas Case - Parte I

Aprenda neste artigo um pouco sobre Ferramentas Case.

[fechar]

Você não gostou da qualidade deste conteúdo?

(opcional) Você poderia comentar o que não lhe agradou?

Confirmo meu voto negativo

Caros leitores,

Vamos então nesse meu primeiro artigo a um estudo comparativo entre cinco ferramentas CASE disponíveis no mercado.

  1. CaseStudio 2
  2. Dr. Case
  3. ErWin
  4. Visio e
  5. Together.

Introdução

As ferramentas CASE ( Computer Aided Software Engineering ) estão para a Engenharia de Software assim como o CAD ( Computer Aided Design ) está para a Engenharia Civil. São programas que auxiliam o Analista na construção do sistema, prevendo ainda na prancheta, como será sua estrutura, quais serão suas classes, entidades, seus fluxos internos e muitos outros detalhes. São elaborados vários diagramas que em conjunto constituem praticamente uma “planta” do sistema a ser desenvolvido.

Com o advento da Orientação a Objeto, surgiu também uma nova maneira de documentar sistemas, que é a UML ( Unified Modeling Language ), desenvolvida por Ivar Jacobson, Grady Booch e James Rumbaugh no início da década de 90. A UML como o próprio nome diz, unificou a notação de sistemas, focando na orientação a objetos.

As ferramentas CASE até então suportavam notações advindas da técnica Estruturada ( Análise Estruturada ), surgida no final da década de 70 com Tom De Marco. (Em seguida vieram Chris Gane, Trish Sarson e Edward Yourdon).

Existem inúmeras feramentas CASE disponíveis no mercado. Entre elas poderia citar: Poseidon, Rational Rose 2000, ErWin, Oracle Designer, Genexus, Clarify, Dr. Case, Multicase, Paradigm, PowerDesigner, Together, Cognos, CoolGen, Smart, Theseus, BPWin, Arena, Visio, Brio, Microstrategy, etc.

Elegi três Estruturadas (CaseStudio 2.0, Dr. Case e ErWin) e duas com suporte a UML (Visio e Together) para trabalhar nesses artigos.

A princípio pode parecer estranho ao leitor um comparativo entre ferramentas voltadas para Análise Estruturada (AE) e ferramentas UML. Mas a intenção é mais fornecer as características de cada uma, para que o leitor que está prestes a iniciar um projeto, possa optar pelo software mais adequado ao seu perfil. Deste ponto de vista, o estudo é mais uma análise do que uma avaliação.

Acrescento ainda que é bastante rápido e objetivo para que possa ser lido e acompanhado pelo site.

As regras do comparativo

Todas as cinco ferramentas foram analisadas tendo em vista os quatro critérios colocados abaixo. Os testes foram efetuados em um AMD 1.2 com 256Mb.

1)  Diagramas:

Quais os diagramas a ferramenta gera e qual o nível de inteligência de cada um desses diagramas;

2)  Scripts/Bancos de Dados:

Qual o nível de geração de scripts e quais os bancos de dados compatíveis;

3)  Recursos Diversos:

Recursos que a ferramenta disponibiliza ou deixa de disponibilizar;

4)  Documentação:

Quais os documentos gerados.

CaseStudio 2

Quem fornece o CaseStudio 2 é a Charonware. Uma empresa da República Tcheca (a terra do Milan Kundera!). A ferramenta está na versão 2.17. Para este artigo foi utilizada a versão 2.9. Existem poucas diferenças entre essas duas versões, as mais importantes são o suporte a mais versões de mais bancos de dados (com engenharia reversa, geração de scripts e todo o resto), possuindo suporte até para o ADS e o lay-out Windows XP. Não há versão em português. Foi utilizada uma distribuição demo com limitação de até 6 entidades no DER.

  Diagramas

O CaseStudio 2 trabalha somente com AE. Os diagramas disponíveis são DER e DFD. Todos os dois são implementados de forma visual e interativa. Temos um recurso interessantíssimo que é a divisão do projeto em módulos (fig. 01). Note que o programa exibe os diagramas modulares mantendo ainda uma visão global. O CaseStudio possui também um “resize” das entidades, visualização da entidade física ou lógica, todos os atributos ou somente as chaves.

O programa possui somente um tipo de notação: o “pé-de-galinha”.


Fig. 01 – Um DER dividido em módulos

  Scripts/Banco de Dados

Gera scripts (fig. 02) com muitas opções de configuração. Entre elas: scripts para tabelas, chaves primárias, índices, triggers (fig. 03) e restrições referenciais. É possível também gerar scrips por módulos do projeto.

Os Bancos de Dados compatíveis: Access 2000, Access 97, Advantage 7, Clipper 5, DBIsam 3.23, DB2 UDB ver. 8.1, DB2 UDB ver. 7, Firebird 1.5, Informix 9, Informix, Ingres, InterBase 7, InterBase 6 SQL 3, InterBase 6 SQL 1, InterBase 5, InterBase 4, MaxDB, MS SQL 2000, MS SQL 7, MS SQL 6.5, MySQL 4.0, MySQL 3.23, Oracle 10g, Oracle 9i, Oracle 8, Paradox, Pervasive V8, PostgreSQL 7.4, PostgreSQL 7.3, PostgreSQL 7, Sybase Anywhere, Sybase ASE 12.5, Sybase ASE 12.5.1.


Fig. 02 – Geração de Scripts


Fig. 03 – Geração de Triggers

  Recursos

Entre os principais recursos do CaseStudio 2 estão:

•  Implementação de todos os principais relacionamentos de forma automática;

•  Controle de usuário e segurança muito bom. É possível fazer um controle até de qual operação determinado usuário pode fazer em determinada entidade;

•  Controle de versionamento com comparativo entre as diferentes versões.

  Documentação

O CaseStudio 2 gera os principais documentos de análise em dois formatos: RTF e HTML. Apesar de ter uma grande diversidade informações disponíveis para a geração de relatórios não achei uma tabela suficientemente prática para passar para desenvolvedores.

Conclusão

O CaseStudio 2 é uma ótima opção para quem trabalha com AE e bancos mais conhecidos do mercado como SQL Server, Access e Oracle. Estes três bancos são os que têm mais versões compatíveis com a ferramenta.

É uma ferramenta leve, rápida, fácil de usar e muito didática. Ocupa aproximadamente 10 Mb no disco rígido. Se alguém hoje ainda for iniciar em análise pela técnica estruturada, o CaseStudio 2.0 é uma ótima pedida.

Para saber mais

www.casestudio.com

Uma das coisas chatas em sites que visito na Internet, é visitá-los com regularidade e ver que não tem nada de novo. E pior é não saber quando terá novidades. Invariavelmente o que acontece é eu não voltar mais. Mas isso não acontece aqui na SQLMagazine, tendo em vista a variedade de articulistas e principalmente a qualidade de cada um. Ainda assim, assumo um compromisso com meu leitor de estar publicando no final de cada artigo um tópico chamado “Próximo Artigo”, onde coloco o título do mesmo e a previsão da data de publicação. Vou estar ainda publicando eventualmente três tópicos: “Dicas”, “Dúvidas de Leitores” (as dúvidas mais interessantes que recebo e respondo) e “Off-topic” (tópicos rápidos sobre assuntos aleatórios).

Aos leitores que já me enviaram dúvidas peço desculpas por não ter respondido. Tive alguns problemas com Internet e fiquei sem acesso. Vamos combinar o seguinte: vou mandar sempre de volta uma previsão de quando vou poder estar respondendo se não puder fazê-lo imediatamente.

Leia todos artigos da série



Vagner Vilela de Oliveira (vagner.vilela@gmail.com - vagnervilela.blogspot.com) é Profissional de Computação com 17 anos de experiência em Análise e Desenvolvimento de Sistemas. Fluente em Visual Studio, SQL Server, SQL e ferramen [...]

O que você achou deste post?
Conhece a assinatura MVP?
Publicidade
Serviços

Mais posts