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A Importância da Pontuação

Oscar Candido
   - 26 fev 2005

Um homem rico estava muito mal. Pediu papel e pena. Escreveu assim:


Deixo meus bens à minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do padeiro nada dou aos pobres.

Morreu antes de fazer a pontuação. A quem deixava ele a fortuna? Eram quatro concorrentes.



1) O sobrinho fez a seguinte pontuação:

Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

2) A irmã chegou em seguida. Pontuou assim o escrito:

Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

3) O padeiro pediu cópia do original. Puxou a brasa pra sardinha dele:

Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

4) Aí, chegaram os descamisados da cidade. Um deles, sabido, fez esta interpretação:

Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro? Nada! Dou aos pobres.


Beppe
   - 26 fev 2005

Um professor meu de Matemática me contou uma história semelhante.

Tinha um rei e este um vidente. O rei pediu o que ele via sobre uma viagem que faria para as terras do reino inimigo, e este escreveu o seguinte:

´irás voltarás não ficarás lá´

O rei entendeu: Irás, voltarás! Não ficarás lá!

Mas o vidente quiz dizer: Irás, voltarás? Não, ficarás lá!