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Reflexões sobre o que nos dizem

Rm
   - 21 nov 2004

Sobre o que nos dizem...
A violência na TV não influencia na violência na sociedade.

Alguns países da África só tiveram acesso a televisão na década de 70. Sociólogos então realizaram um estudo para constatar ou não a correlação do crescente número de aparelhos de TV com os números da violência.O resultado, apresentado em um gráfico, demonstrou uma explosão impressionante dos índices de violência (contra patrimônio, pessoas, etc).Enquanto a quantidade de aparelhos crescia em uma linha inclinada os índices de violência cresciam em uma linha quase vertical.
Apenas uma abordagem lógica demonstraria o que é óbvio (padrões de comportamento provocados ou reforçados pelo exemplo) sem a necessidade de estudos mais elaborados.
Exemplo prático: Na década de 50/60 foi veiculado um filme(Rififi) sobre uma técnica de arrombamento incomum no Brasil. Logo esta técnica ocupou as estatísticas de crimes contra o patrimônio e as páginas policiais.Poderíamos citar inumeráveis outros exemplos mais recentes, envolvendo formas de homicídios, fraudes, etc. etc.
Como a violência, outros estímulos nocivos à sociedade, envolvendo a família, a sexualidade, as relações econômicas, e em geral todas as classes de relacionamento humano, são encontrados na indústria cinematográfica e na mídia em geral, ocorrendo de forma escancarada, sutil ou mesmo subliminar.Talvez as pessoas percebam o que está ocorrendo. Porém, alguém já se ocupou de perguntar-se sobre qual o motivo disto estar sendo feito?A dimensão possível da resposta certamente teria um grande impacto na orientação de nossos atos.

A ciência, explicando os fenômenos físicos da natureza, tende a descartar
a necessidade de Deus para explicar o universo.

Muito estranha esta concepção, pois para aceitá-la como verdade é necessário ignorar um dos dogmas da ciência.Uma das leis de conservação da energia (que trata da entropia) determina que um sistema de maior energia tende para um de menor energia, a ordem para a desordem, etc... Isto é plenamente observável: uma chaleira quente tem o mundo para esfriá-la, nivelando para baixo a temperatura; uma casa arrumada (com energia empregada) tende a desarrumação com o tempo etc.
Assim qual seria a chance, por exemplo, de um punhado de fios, peças, placas, etc colocados sobre uma mesa transformarem-se, com o tempo, em um computador, ou em algo mais simples, como um relógio? Que chance teria aquele famoso caldo primordial transformar-se, com o tempo (pode ser os bilhões de anos) em um homem, ou algo mais simples, em uma pulga?
Alguns argumentam que a enorme energia do Sol, que continuamente a Terra recebe, causa a redução da entropia o que permitiria entender como possível (sem violar as leis de conservação de energia)a geração da vida pelo caldo primordial e as descargas atmosféricas. Mas raciocinemos pelos exemplos anteriores: E se fossem lançadas descargas elétricas ou outro tipo de energia, nas peças sobre a mesa (citadas anteriormente)? Haveria chance de estas virarem um computador? Obviamente a energia necessita estar a cargo de uma inteligência.
A simples observação da natureza, sem prejulgamentos oriundos de uma educação caduca e parcial, nos demonstra a existência de Deus.Porém tende-se a confundir Deus com o que as pessoas fazem em Seu nome, por vezes, interessado apenas no bolso alheio. Em muitos isto gera uma revolta onde se descarta simplesmente o que estas pessoas pretendem representar.Contudo cabe refletirmos: um erro humano não justifica outro igual e muito menos outro maior.
Um marco histórico nesta tendência foi a Revolução Francesa no final do século XVIII, em geral tida como um grande avanço nos sistemas de governo.Prostitutas nuas foram colocadas nos altares para substituir o divinal, simbolizando a ´deusa razão”.Quiseram iniciar uma nova contagem do tempo a partir do ano 1...Logo após a tomada do poder, porém, teve início o período referido apenas como ´O Terror´.Milhares foram decapitados pela guilhotina (inventada, ou adaptada, na ocasião), em sucessivas perseguições e expurgos, vitimando por fim os próprios agentes do Terror.
Quanto aos séculos que seguiram não são necessários maiores comentários.Basta lembrar a perversidade crescente que abriu o século XX com emprego de armas químicas (como o gás cloro, etc) que na sua utilização inaugural matou 20.000 franceses indefesos nas trincheiras da primeira guerra mundial.Quando percebermos onde o ´progresso´ sem Deus está nos levando?

O fundamentalismo islâmico é uma ameaça à paz mundial.

Provavelmente todo mundo já ouviu está afirmação, normalmente pronunciada por quem costuma invadir países e matar para obter a ´paz´.Interessante refletir que tão fundamentalista como o Afeganistão, o Iraque, Irã, etc é a Arábia Saudita.Porém a família saudita, que governa o país, defende os interesses do governo dos EUA, e não há nenhum problema, pois o fundamentalismo religioso, neste caso, é empregado para manter a população sujeita.
Cada vez menos a arrogância e a ganância precisam de justificativas, para os atos que delas provém, perante a opinião pública.O que pensar de quem forneceu produtos químicos para que determinados líderes do Iraque envenenassem com gases tóxicos a minoria curda do país, matando milhares, e agora posa de polícia do mundo e baluarte da democracia?Muito mais, porém, fizeram em Hiroshima e Nagasaki.

Os governos têm como meta o bem comum das populações que representam.

Será que alguém, esclarecido, no Brasil ainda acredita nisto? Existe uma definição apropriada para governo: ´É a forma pela qual uma minoria retira o máximo de dinheiro da maioria e retorna o mínimo possível. Faz isto se disfarçando como representante da maioria”.(A tirania da minoria disfarçada como a representação da maioria) Os políticos, na verdade são representantes de grupos e interesses nunca alcançados pelo voto.
Poderia-se argumentar que os políticos sim podem ser substituídos pelo voto.Talvez...Mas são substituídos por outros que farão a mesma coisa...Para ocupar tão desonrosa função simulam que defenderão os interesses da população, muitas vezes sendo treinados como são os atores.
Sobre a validade do voto cabe um comentário de exemplo: Quando determinado político, voltando do exílio, candidatou-se pela primeira vez a governador, perdeu as eleições.Porém chamou a imprensa internacional e exigiu recontagem dos votos.Resultado: ganhou as eleições e tomou posse.(obs. O Jornal O Globo publicou uma foto deste político com traficantes conhecidos. Uma perícia revelou que a foto era uma montagem, uma fraude, porém não foi esclarecida sua autoria...).O que podemos esperar hoje com o voto eletrônico que recentemente teve revogado qualquer obrigatoriedade de emissão impressa do voto executado pelo eleitor para eventual chamada para recontagem?
A função da máquina governamental é atender primeiramente os interesses de quem os financiou.Em segundo lugar a função da máquina é a própria máquina.(Dinheiro, cargos, prestígio, poder, influência).Mas alguém já disse: ´Ai daquele que joga com as esperanças de um povo...´.
Frente a estas questões o que poderíamos fazer? Podemos, pela experiência histórica constatar o que não devemos fazer:A revolução comunista na Rússia trouxe somente uma nova forma de dominação das massas,pois, o poder estava com quem contava o dinheiro e não com o proletariado. Quem não concordou com os rumos tomados ou foi morto ou foi exilado. Sobre a ´revolução´ em Cuba recomendo que se converse com algum exilado ou fugitivo do regime cubano antes de defender semelhante ´causa´.Por trás de revoltas armadas existem sempre forças prontas para manipular as massas com o objetivo único de chegar ao poder ou mantê-lo sob outro disfarce. Os idealistas ingênuos, não mais úteis, que persistam em seus ideais, são removidos do caminho.Se posteriormente (se não foram mortos) chegam ao poder é por que também estes se corromperam.

Resta-nos como alternativa, porém, a mudança individual: De que maneira os que perseguem seus interesses em detrimento da maioria prevalecerão? Se cada vez mais pessoas da sociedade forem como eles, tiverem o mesmo caráter ou falta deste. Talvez aí encontremos a explicação do porquê das ações, citada nos itens anterior, no sentido de corromper a cada um e a todos, de afastar as pessoas de Deus (seja qual for o nome que se dê), ou de deturpar as religiões para justificar delitos e a ganância, de promover a violência, o adultério, a fraude, semeando ´valores´ que impedem a integração dos indivíduos em sociedade...
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