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Gerenciando com o CMMI 2 - Revista Engenharia de Software Magazine 47
Nesse artigo, iniciaremos uma série de análises sobre o modelo de maturidade CMMI, começando pelo nível 2 e sua capacidade de tornar os processos gerenciados.
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Engenharia de Software Magazine 47
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Muitos artigos já foram escritos sobre CMMI. Dentre eles, vários com um enfoque em apresentar e descrever este consagrado modelo de maturidade de software. Neste artigo, também apresentaremos o CMMI, porém o nosso enfoque será no nível 2, direcionado para o que realizamos diariamente nas organizações que desenvolvem software. Este enfoque busca responder às seguintes perguntas: como o nível 2 do CMMI pode auxiliar as organizações? Quais são as vantagens competitivas deste modelo?
Para isso, primeiramente iremos conhecer o modelo CMMI e, em seguida, analisarmos os processos do nível 2 de maturidade. Ao longo desta análise, faremos um paralelo com a realidade das organizações, observando as vantagens trazidas pelo modelo. Ao final, apresentaremos uma conclusão sobre o artigo.
O modelo CMMI
CMMI, sigla para Capability Maturity Model Integration, é uma coleção de modelos que contêm melhores práticas que auxiliam as organizações a aprimorarem os seus processos. Eles são desenvolvidos por membros da indústria, governo e pelo Software Engineering Institute (SEI), instituição sediada nos Estados Unidos. Dentre estes modelos, o CMMI for Development (CMMI-DEV) fornece um conjunto abrangente e integrado de diretrizes para o desenvolvimento de produtos e serviços. Ele aborda práticas que cobrem o ciclo de vida do produto, desde a sua concepção até a entrega para o cliente. Atualmente, o CMMI-DEV está em sua versão 1.3, lançada em 2010. Neste artigo, utilizaremos a sigla CMMI para referenciar o CMMI-DEV, nosso foco de interesse.
O CMMI trata da melhoria dos processos em uma organização. Ele contém os elementos essenciais de processos efetivos para uma ou mais disciplinas e descreve um caminho evolutivo de processos imaturos para processos disciplinados, maduros e com maior qualidade e eficácia. É fruto de um longo trabalho do SEI, que teve seus primeiros resultados por volta de 1988, há mais de vinte anos. Portanto, o CMMI é um modelo consolidado mundialmente, fruto de um extenso trabalho de pesquisa de boas práticas de engenharia de software, serviços e aquisições.
O CMMI utiliza o conceito de níveis para descrever um caminho evolutivo recomendado para uma organização que quer melhorar os processos que utiliza para desenvolver produtos ou serviços. Este caminho evolutivo é apresentado de duas formas: pela representação contínua e pela representação por níveis de maturidade. Na representação contínua, o foco são os “níveis de capacidade”; na representação por níveis, são os “níveis de maturidade”. Neste artigo iremos utilizar como base a representação por níveis de maturidade.
Os níveis do CMMI ganham uma denominação numérica e vão do 1 ao 5. Cada nível recebe também uma designação que informa a sua principal característica, conforme ilustrado pela Figura 1.
Dentre eles, o nível 1 não é atingível pelo CMMI, ou seja, o SEI não disponibiliza uma certificação neste nível, pelo simples fato de ele significar a ausência de qualquer maturidade dos processos de uma organização. Neste nível, os sucessos de uma organização são conseguidos através de esforços, muitas vezes heroicos, de pessoas, que na grande maioria das vezes atuam sem o apoio de nenhum processo formalizado, bem como de nenhuma ferramenta que suporte o seu árduo trabalho. Infelizmente, ainda considerável é o número de organizações brasileiras, sobretudo empresas privadas, que desenvolvem software desta maneira. As consequências são muitas vezes drásticas e desgastantes, tanto do ponto de vista humano, quanto do financeiro e da qualidade. Trabalhar conforme esta cultura já foi responsável pelo desaparecimento de muitas empresas de software promissoras em nosso país. Portanto, o CMMI apenas lista o nível 1 para classificar com ele as organizações que ainda não apresentam nenhum tipo de maturidade em seus processos de software.
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Para isso, primeiramente iremos conhecer o modelo CMMI e, em seguida, analisarmos os processos do nível 2 de maturidade. Ao longo desta análise, faremos um paralelo com a realidade das organizações, observando as vantagens trazidas pelo modelo. Ao final, apresentaremos uma conclusão sobre o artigo.
O modelo CMMI
CMMI, sigla para Capability Maturity Model Integration, é uma coleção de modelos que contêm melhores práticas que auxiliam as organizações a aprimorarem os seus processos. Eles são desenvolvidos por membros da indústria, governo e pelo Software Engineering Institute (SEI), instituição sediada nos Estados Unidos. Dentre estes modelos, o CMMI for Development (CMMI-DEV) fornece um conjunto abrangente e integrado de diretrizes para o desenvolvimento de produtos e serviços. Ele aborda práticas que cobrem o ciclo de vida do produto, desde a sua concepção até a entrega para o cliente. Atualmente, o CMMI-DEV está em sua versão 1.3, lançada em 2010. Neste artigo, utilizaremos a sigla CMMI para referenciar o CMMI-DEV, nosso foco de interesse.
O CMMI trata da melhoria dos processos em uma organização. Ele contém os elementos essenciais de processos efetivos para uma ou mais disciplinas e descreve um caminho evolutivo de processos imaturos para processos disciplinados, maduros e com maior qualidade e eficácia. É fruto de um longo trabalho do SEI, que teve seus primeiros resultados por volta de 1988, há mais de vinte anos. Portanto, o CMMI é um modelo consolidado mundialmente, fruto de um extenso trabalho de pesquisa de boas práticas de engenharia de software, serviços e aquisições.
O CMMI utiliza o conceito de níveis para descrever um caminho evolutivo recomendado para uma organização que quer melhorar os processos que utiliza para desenvolver produtos ou serviços. Este caminho evolutivo é apresentado de duas formas: pela representação contínua e pela representação por níveis de maturidade. Na representação contínua, o foco são os “níveis de capacidade”; na representação por níveis, são os “níveis de maturidade”. Neste artigo iremos utilizar como base a representação por níveis de maturidade.
Os níveis do CMMI ganham uma denominação numérica e vão do 1 ao 5. Cada nível recebe também uma designação que informa a sua principal característica, conforme ilustrado pela Figura 1.
Dentre eles, o nível 1 não é atingível pelo CMMI, ou seja, o SEI não disponibiliza uma certificação neste nível, pelo simples fato de ele significar a ausência de qualquer maturidade dos processos de uma organização. Neste nível, os sucessos de uma organização são conseguidos através de esforços, muitas vezes heroicos, de pessoas, que na grande maioria das vezes atuam sem o apoio de nenhum processo formalizado, bem como de nenhuma ferramenta que suporte o seu árduo trabalho. Infelizmente, ainda considerável é o número de organizações brasileiras, sobretudo empresas privadas, que desenvolvem software desta maneira. As consequências são muitas vezes drásticas e desgastantes, tanto do ponto de vista humano, quanto do financeiro e da qualidade. Trabalhar conforme esta cultura já foi responsável pelo desaparecimento de muitas empresas de software promissoras em nosso país. Portanto, o CMMI apenas lista o nível 1 para classificar com ele as organizações que ainda não apresentam nenhum tipo de maturidade em seus processos de software.
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Especialista em Processos de Software, CMMI e MPS.BR. Bacharel em Ciências da Computação, pós-graduado em Gestão de Projetos e Gestão da Tecnologia da Informação. Possui mais de 10 anos de experiência com Engenharia de Software. Já exerceu todos os papéis no ciclo de vida de desenvolvimento de softw...
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