Introdução ao Netbeans 6 e suas novas funcionalidades – Parte III

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Desenvolvimento Visual para UML...

Introdução ao Netbeans 6 e suas novas funcionalidades – Parte III

 

Vamos apresentar as principais funcionalidades do recém lançado Netbeans 6 e a agilidade em desenvolvimento que esta IDE proporciona, e as novidades em relação à versão anterior 5.5.1.

 

Desenvolvimento Visual para UML

Recurso bastante interessante, o desenvolvimento de UML dentro do Netbeans permite o desenvolvimento para plataformas gerais ou de forma específica para a plataforma Java. O Netbeans suporta UML 2.0, porém alguns dos recursos desta versão não poderão ser acessados ou utilizados.

 

Como em outras grandes ferramentas de produção UML, o Netbeans 6, também produz código a partir do UML gerado. Assim é possível um desenvolvimento mais padronizado e agilidade na geração de código para aplicações diversas.

 

Criando um UML específico para a plataforma Java temos a opção de gerar código direto para dentro de um projeto Java já existente, assim podemos adicionar novos recursos já com o UML devidamente padronizado em projetos antigos ou sem especificação UML anterior.

 

Melhoria no desenvolvimento visual para Web e Java EE

Para o desenvolvimento Web, o Netbeans padronizou o antigo Visual Web Pack (ferramenta para desenvolvimento Visual para Web) do Netbeans 5.5 que somente era conseguido pela instalação de um pacote extra a IDE, agora toda e qualquer aplicação Web segue esse propósito de desenvolvimento.

 

Uma boa novidade é a possível escolha entre dois servidores Web para testes, podemos optar entre o Tomcat 6 ou o GlassFish V2 que é um servidor de aplicação Java mais completo. Temos o design que permite a agregação de elementos comuns a aplicações Web, como por exemplo, formulários, botões, campos de texto e muitos outros, até elementos avançados que antes necessitariam de esforço de programação para o desenvolvimento de tais recursos, como por exemplo, calendário, nodos de arvore e muitos mais. Além disso o Netbeans trabalha as aplicações Web utilizando CSS.

 

Para termos uma idéia clara de como isso agiliza o desenvolvimento Web, vamos montar uma tela para testarmos os recursos de desenvolvimento visual para a Web, a tela em questão poderia ser montada somente via código, contudo iria demandar um espaço de tempo muito maior e consequentemente mais trabalho da equipe de desenvolvimento.

 

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Figura 05. desenvolvimento Web com interface visual

 

Acima é possível observar uma tela simples que via programação pura iria demorar a ser desenvolvida, particurlamente pelo campo data que possível um recurso de calendário, contudo construindo a tela pela interface de desenvolvimento visual do Netbeans basta utilizar o recurso arrastar e soltar (drag and drop) que em poucos minutos temos a tela pronta e com o recurso de calendário para facilitar a manipulação e controle de datas implementado. Tudo isso em um simples evento, agora se pensarmos em um ambiente empresarial o tempo poupado torna-se um fator de relevância para a adoção do Netbeans.

 

Agora falando em desenvolvimento empresarial (Enterprise) o Netbeans 6 foi melhorado de forma geral, principalmente por ter sido embutido na própria IDE o servidor GlassFish para testes, o que elimina a necessidade da instalação e configuração em separado de um servidor de aplicação Java para o desenvolvimento de aplicações empresariais. Podemos construir EJB, aplicações Web e até mesmo aplicações cliente interligadas a aplicação empresarial pai.

 

Melhorias no editor de código

O editor de código nunca foi o ponto mais forte do Netbeans, contudo nessa nova versão o editor recebeu um incremento substancial que resulta em um ganho de qualidade na edição de código.

 

Quem já trabalha com o Netbeans pode estranhar um pouco em primeiro momento a nova “cara” do editor, contudo com o passar do tempo em uso ele irá se mostrar melhor. Uma das novidades é a emissão de vários alertas sobre diversos tipos de construções de código que embora não sejam considerados um erro para o compilador podem e devem ser escritas de maneira diferente para melhor a qualidade do código de forma geral.

 

Um exemplo clássico disso é a seguinte construção de código:

 

if(material == "calha"){

System.out.println("Entrei!");

}

 

Apesar de não ser um erro que impeça a compilação da aplicação o ideal para a comparação de strings é utilizar o método equals(), dessa forma o novo editor de código emite um Warning (aviso em inglês) e ainda sugere possíveis soluções ou melhorias para o trecho de código para que o desenvolvedor veja e corrija por uma melhor construção no trecho de código.

 

No caso acima a construção de código ficaria melhor da seguinte forma:

 

if(material.trim().equals("calha")){

System.out.println("Entrei!");

}

 

O editor irá emitir Warning em diversas ocasiões onde julgar ser necessária à atenção do desenvolvedor como, por exemplo, para importações não mais utilizadas. De forma geral o novo editor ficou mais inteligente desde a detecção de erros ou avisos até as sugestões de correções e melhorias propostas.

 

Petter Rafael Villa Real Silva

petter@viamais.net

Pós-graduado em Desenvolvimento de Sistemas para a Web pela Universidade Estadual de Maringá está à frente do site www.viamais.net dedicado a serviços de host e desenvolvimento de sistemas baseados na Web. É autor do livro “Programação Segura com PHP”, tendo como linha de pesquisa acadêmica a área de segurança em tempo de desenvolvimento. Desenvolvedor Java para desktop e Web.

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