Introdução sobre Governança de TI

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Veja neste artigo uma introdução sobre os conceitos da Governança de TI e saiba suas principais características que ajudam no desempenho da administração das organizações e empresas nos dias de hoje.

Ao longo da história o processo da Tecnologia da Informação (TI) teve uma evolução grande dentro das organizações ou empresas corporativas. Com isso, a TI conta com uma das principais qualidades que se exige dos profissionais dessa área, a comunicação.

A comunicação é um recurso essencial para as empresas que desejam ou possuem uma Governança de TI, pois ajuda a aplicar os princípios e objetivos com sucesso.

Conceito de Governança de TI

O objetivo da Governança de TI é determinar quem aplica as decisões tomadas nos processos das empresas. Segundo Peter Weill e James W. Ross, a Governança de TI é a especificação dos direitos decisórios e das melhores práticas de responsabilidade para ajudar a estimular comportamentos desejáveis.

Nas empresas de TI, existem cargos importantes que fazem parte e são essenciais para a Governança. Geralmente, esses cargos são vistos e falados mais nas empresas estrangeiras de TI, como o Facebook, Google, Yahoo, MSN e outras, que são classificados da seguinte maneira:

  • CEO (Chief Executive Officer) – Pessoa que exerce o cargo de direitos executivo ou direitor geral de uma empresa.
  • CFO (Chief Financial Officer) – Pessoa que exerce o cargo de direitos financeiros de uma empresa.
  • CIO (Chief Information Officer) – Pessoa que exerce o cargo de direitos de Tecnologia de Informação de uma empresa.
Demonstração dos departamentos de uma empresa de TI

Figura 1: Demonstração dos departamentos de uma empresa de TI

Além dessas funções, nos processos decisórios existe uma lista conhecido como arquétipos.

Arquétipos

São recursos que ajudam na forma que as empresas estão direcionando suas decisões na TI. A Tabela 01 mostra a finalidade de cada arquétipo.

Estilo Público alvo com direitos de decisão
Monarquia de negócio Grupo de executivos de negócios ou executivos individuais e comitês de executivos seniores de negócio.
Monarquia de TI Indivíduos ou grupos de TI
Feudalismo Líderes de unidades de negócio, detentores de pessoas-chave ou delegados.
Federalismo Executivos de alto nível de diretoria e grupos de negócios e executivos de TI como participantes adicionais.
Duopólio de TI Executivos de TI e outros grupos (líderes de negócios ou processos).
Anarquia Usuário individual

Tabela 01: Tipos de Arquétipos.

Monarquia de negócio – Esse estilo recebe muitas fontes que ajudam nas decisões-chave, como os altos executivos de negócio que tomam decisões de TI que afeta toda a empresa.

Monarquia de TI – profissionais de TI (equipes corporativas ou unidades de negócios) que tomam as decisões.

Feudalismo – É pouco usado pelo fato de que são as unidades de negócio que tomam as próprias decisões.

Federalismo – Considerado um dos mais difíceis na tomada de decisões, por existir conflitos com os profissionais que participam. Isso acontece, porque os líderes das empresas têm preocupações diferentes das dos líderes das unidades de negócio.

Duopólio de TI – Trabalha entre duas partes que decidem representar o consenso duplo entre executivos de TI e outros grupos (líderes das unidades de negócio ou detentores de processos de negócios ou grupo dos principais usuários do sistema).

Anarquia – São necessários em casos extremos de última hora. Nesse caso, as decisões são tomadas por indivíduos ou pequenos grupos que agem somente pelas necessidades próprias.

Como funciona na prática?

Na Governança Corporativa, a sua formação se divide em seis elementos ativos que são apresentados como os mais usados pelas empresas nas estratégias e gerações de valores de negócios, sendo eles:

  • Ativos humanos – pessoas, habilidades, plano de carreia, treinamento, competências e outros.
  • Ativos financeiros – dinheiro, investimento, fluxo de caixa, contas e outros.
  • Ativos físicos – equipamentos, manutenção, fábricas, prédios e outros.
  • Ativos de propriedades – prestação de serviços, processos patentiados entre outros.
  • Ativos de informação de TI – informações sobre o cliente, desempenho de processos, dados digitalizados e outros.
  • Ativos de relacionamento – reputação sobre o cliente, unidade de negócio concorrente, revendas autorizadas e outros.

Para que as empresas consigam chegar ao objetivo desejado, são desenvolvidos vários mecanismos para alcançar essa meta. As empresas que adotam a prática da Governança de TI possuem um conjunto de mecanismos sobre as estruturas, processos e comunicações que ajudam a tornar os comportamentos desejáveis para a TI.

Uma Governança somente consegue ser eficaz em uma organização, se saber praticar os mecanismos descritos abaixo.

Estruturas de tomadas de decisão

Esse mecanismo, é o primeiro passo que influencia na escolha do arquétipo que vai ser implementado para atingir o objetivo da empresa.

São vistas em unidades e papéis organizacionais responsáveis por tomar decisões de TI, como comitês, equipes executivas e gerentes de relacionamento entre negócios e TI.

Processos de alinhamento

Nada adianta ter um mecanismo que ajuda no processo de decisões, se não possuir uma medida de ação. Por isso, que existe o processo de alinhamento que são um conjunto de técnicas da administração de TI que asseguram o envolvimento geral na administração e utilização efetiva de Tecnologia da Informação, ou seja, são processos formais para assegurar que os comportamentos cotidianos sejam consistentes com as políticas de TI e contribuam com as decisões. Nesses processos, também são incluídos avaliações e propostas de investimentos em TI, processos de exceções de arquitetura, acordos de nível de serviço, cobrança reversa e métricas.

Dentro desse processo são incluídos processos de aprovações de investimentos, processos de exceções à arquitetura, acordos de nível de serviço, cobrança reversa, acompanhamento de projetos e o rastreamento formal do valor de negócios gerado da TI.

Abordagens de comunicação

Trabalha com comunicados, porta-vozes, canais e esforços de educação que disseminam os princípios e as políticas da Governança de TI e os resultados das decisões.

Conclusão

Como as tecnologias estão avançando cada vez mais rápido, para as empresas poderem acompanharam esse crescimento constante, é necessário ter bons profissionais que são capazes de entender os principais objetivos e missões da organização e planejamento da TI nas empresas ou organizações.

Por isso, que a adoção da Governança de TI é importante, pois além de participar nos processos de decisões, ajuda em processos de alinhamentos e na administração de comunicação entre os participantes do processo que está em questão.

 
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