Java Embarcado Desenvolvendo sua primeira aplicação com Java ME para Blu-ray – Parte 01

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Neste artigo daremos uma introdução a este artigo e falaremos sobre a batalha dos formatos.

Java Embarcado Desenvolvendo sua primeira aplicação com Java ME para Blu-rayParte 01

Por:
Carlos Fernando Gonçalves
Thiago Galbiatti Vespa
Cássio Alexandre Sousa

Este artigo mostra a presença de Java na nova geração de vídeos de alta definição utilizando o padrão Blu-ray Disk Java (BD-J), proporcionando uma visão dos elementos que compõe o ambiente, estrutura, APIs e as ferramentas básicas para o desenvolvimento de uma aplicação.

Introdução

Se olharmos para alguns anos atrás, lembramos que era muito comum nos lares a presença do vídeo cassete (Video Home System-VHS). Hoje, a indústria cinematográfica movimenta bilhões no setor de entretenimento e busca inovações tecnológicas capazes de atrair novos consumidores, criando um ambiente de novas oportunidades diversificadas de ganhos. O padrão digital já é realidade, veio para inovar e trazer novas possibilidades para a indústria cinematográfica de experiência audio-visual e interativa com o usuário. Além disso, o desenvolvimento continuado das indústrias do setor de hardware com novas mídias de maior poder de armazenamento e, com isso, melhores possibilidades de recursos de som e imagem, coloca todo esse universo cinematográfico em constante evolução tecnológica.

O armazenamento óptico é algo que vem sendo aperfeiçoado ao longo do tempo e visa proporcionar maior densidade de dados em uma única mídia. Foi desta forma que vimos o surgimento do CDs e posteriormente os DVDs.

O padrão criado pela Sony, o Blu-ray Disc, possui a capacidade de armazenamento que varia de 25 (camada simples) a 50 (camada dupla) Gigabytes em apenas 12 cm de diâmetro. É também o formato padrão para armazenamento de games do console Playstation 3.

Possui a possibilidade de armazenamento de vídeos Full HD, ou seja, resolução de 1920 x 1080 pixels com duração de até quatro horas, enquanto que o DVD possui a resolução de 720x480 pixels. Para exibição de vídeos com essa resolução é necessário televisores de alta-definição.

A sigla Blu-ray deriva do inglês “blue ray”(raio azul), mas com a subtração da letra “e” por motivos de ordem de registro, já que não é permitido registrar nomes comuns. O laser emite um raio azul de comprimento de onda na ordem 405 nm (nano metro), que é bem menor do que o raio vermelho de comprimento de onda 650 nm, utilizado nos CDs e DVDs.

Os formatos de discos BD são: BD-ROM (só de leitura), BD-R (Gavável) e BD-RE (Regravável). Os formatos de compressão são MPEG-2, MPEG-4 e VC-1.

Consideráveis avanços têm sido feito na questão de múltiplas camadas de armazenamento e recentemente a Pioneer  conseguiu conceber um protótipo de disco capas de armazenar 400 Gigabytes em 16 camadas com cada uma com 25 Gigabytes de tamanho.

Batalha dos formatos

Por alguns anos a indústria se dividiu entre o formato Blu-ray e HD DVD (High Density Digital Versatile Disc) como o sucessor do DVD. De um lado os apoiadores do formato HD DVD como NEC, Sanyo, Microsoft, HP, Intel e o estúdio de cinema Universal em Hollywood.

No outro lado, o formato Blu-ray criado pela Sony e apoiado por Panasonic, Pioneer, Philips, Thomson, LG Electronics, Hitachi, Sharp, Samsung e do estúdio de cinema 20th Century Fox.

Mas esta fase foi superada com o comunicado da Toshiba no início de 2008 de não continuar com o desenvolvimento, fabricação e comercialização do HD DVD. Outro fator que influenciou, foi o fato do estúdio de cinema Warner Bros em usar exclusivamente o Blu-ray.
 
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