Migração de dados: metodologias e abordagens host-based – Parte 1 - Revista Infra Magazine 11

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Neste artigo serão apresentadas algumas estratégias e metodologias utilizadas para migração de dados corporativos de ambientes Enterprise Linux adotadas pelo mercado corporativo de TI, mais especificamente o segmento Datacenter.

Artigo do tipo Tutorial
Recursos especiais neste artigo:
Contém nota Quickupdate, Artigo no estilo Curso Online

Migração de dados: metodologias e abordagens host-based – Parte 1
Neste artigo serão apresentadas algumas estratégias e metodologias utilizadas para migração de dados corporativos de ambientes Enterprise Linux adotadas pelo mercado corporativo de TI, mais especificamente o segmento Datacenter, abordando desde o processo de classificação dos dados a serem migrados, até as estratégias que podem ser empregadas para movimentar os dados da forma mais segura e confortável, respeitando as necessidades e as diretrizes do seu negócio.


Em que situação o tema é útil
Este tema é especialmente útil em migrações de dados quando o próprio host atua como movimentador de dados em cenários diversos, nos quais segurança, tempo e conforto operacional sejam levados em consideração.

Existem muitas técnicas utilizadas em migrações de dados corporativos, podendo variar desde procedimentos executados no Storage, migrações de dados via Fabric (SAN – Storage Area Network), migrações via Host/Sistema Operacional ou até mesmo via gerenciadores de volume ou aplicação. Cada uma das abordagens repercute em ações e pré-requisitos que devem ser levados em consideração para o sucesso da migração dos dados.

Independentemente da técnica ou da metodologia que será empregada no processo, existe um fator que pode inviabilizar ou impactar o procedimento, que é a circunstância em que o dado se encontra armazenado. Normalmente, muitos administradores começam a planejar ou definir alguns aspectos da migração de dados sem ao menos entender como o dado encontra-se gerenciado e hospedado logicamente.

O dado a ser migrado pode estar sob um gerenciador de volumes como o LVM (Logical Volume Manager), que possibilita migração online, sem impacto para a aplicação, porém o dado também pode estar armazenado em um File System estático (/dev/sda1), significando que haverá necessidade de efetuar uma parada da aplicação em algum momento para gerar a consistência dos dados, de modo que parte do processo ou até mesmo todo ele precise ser executado de forma offline. Em outros momentos o dado também pode estar armazenado em um RAW device e requerer algum procedimento específico na aplicação para ser migrado adequadamente.

Esses e outros pontos importantes que devem ser levados em consideração para realizar uma migração de dados bem sucedida serão abordados neste artigo, cobrindo algumas metodologias adotadas pelo mercado de TI de várias corporações.

O artigo também visa dar ênfase às situações de migração executadas via host, utilizando ferramentas do próprio sistema operacional ou do gerenciador LVM. Em futuros artigos serão abordadas estratégias para migração de dados via Storage ou Fabric (SAN – Storage Area Network), entre outras. Em razão de sua vasta abrangência, o artigo foi dividido em duas partes. Na primeira parte contida nessa edição, o leitor terá contato com o ambiente proposto, sendo este composto por três servidores Linux com alguns File System e Volumes LVM. Cada servidor encontra-se em um cenário característico que viabilizará as estratégias de migração que serão apresentadas no artigo.

Na segunda parte deste artigo, o leitor será apresentado aos procedimentos técnico-operacionais, incluindo os comandos que serão utilizados para migrar os dados de nossos três servidores do ambiente proposto, além de cobrir aspectos de validação de migração de dados e Clean-Up do ambiente envolvido.

Classificação dos dados

Quando pensamos em dados pessoais, não parece uma tarefa tão difícil migrar dados de um dispositivo para outro, porém, quando pensamos em dados corporativos, várias questões entram em jogo, como a janela permitida de downtime do ambiente, SLA contratado, impacto a clientes externos, comunicação, gerência de mudanças, necessidade e tempo de rollback em caso de falhas ou comportamentos não esperados, entre outros fatores que também influenciam a decisão do melhor método para efetuar a migração dos dados. Em muitos desses casos, nem sempre o método inicialmente definido se mostra o mais adequado quando contextualizamos o custo-benefício da estratégia escolhida.

Independentemente da técnica a ser escolhida para migrar os seus dados, o primeiro passo de uma migração bem sucedida consiste em classificar os dados a serem migrados. É necessário compreender questões importantes, como: se os dados encontram-se armazenados em RAW Devices, se estão encapsulados sob algum gerenciador de volumes (LVM), se estão armazenados em File Systems dinâmicos ou estáticos, se são hard partitions, entre outras. Sem esse processo não é possível saber qual técnica pode ser adotada para migrar os dados da forma mais adequada às necessidades do negócio da companhia.

Usar ou não um gerenciador de volumes?

Em linhas gerais, uma das mais importantes tarefas durante a migração de dados ocorre antes mesmo de os dados serem migrados, que seria no momento inicial, quando os dados são armazenados. Algumas perguntas que visam balizar essa dúvida seriam “Qual o melhor File System para armazenar esse tipo de informação, dadas as características do meu dado?” e “Devo utilizar algum gerenciador de Volumes”?

Para simplificar esse entendimento, vamos imaginar que um dado servidor recebeu um novo disco/LUN (Logical Unit Number), sendo este contido em um Storage e conectado ao host através de uma SAN (Storage Area Network). Essa nova LUN pode ser utilizada de várias formas.

Num primeiro momento, podemos entrar no utilitário FDISK, criar uma nova partição do tipo “Linux”, criar um File System nessa partição e montar a nova área em disco da seguinte forma: mount –t ext3 /dev/sdf1 /mountpoint. Esse método é conhecido como Hard Partition e impossibilita migrações de dados online.

Outra possibilidade seria utilizar essa nova LUN sob um gerenciador de volumes, no caso do Linux, o LVM (Logical Volume Manager). Nesse cenário, várias opções de migração de dados online são permitidas, como espelhamento e movimentação de PV (Physical Volumes), que serão abordados mais adiante.

LVM

LVM é uma tecnologia que permite utilizar um disco físico ou LUN de forma mais interessante e atraente, oferecendo melhor nível de aproveitamento do espaço em disco e gestão da área de armazenamento e, consequentemente, garantindo segurança e desempenho oferecendo recursos como espelhamento dos dados (RAID 1) e operações de redimensionamento dinâmico de volumes. Além disso, a utilização de um gerenciador de volumes permite manobras dinâmicas, como migração de dados e movimentação de estruturas lógicas com a aplicação em estado online.

O LVM trabalha com uma unidade primária chamada Physical Extents (PE), normalmente tendo o tamanho inicial de 4 MB. Quando disponibilizamos uma nova área em disco para ser utilizada com LVM, durante o processo de inicialização essa nova área é dividida logicamente em tamanhos iguais (Extents). Quando um novo volume de 10 GB é criado no LVM, este precisa alocar os 10 GB de armazenamento em “x” Extents de 4 MB. Neste caso, esse volume seria composto por 2560 Extents. Em operações como criação ou redimensionamento de volumes, o administrador pode informar o tamanho desejado do volume em "

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