Modelagem da gestão de pessoas

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Este artigo descreve resultados parciais de um projeto, que tem como objetivo principal investigar os fatores que mais influenciam os riscos na tomada de decisão em gestão de pessoas em equipes de desenvolvimento de projetos de software.

Artigo do tipo Estudo de Caso
Recursos especiais neste artigo:
Contém nota Quickupdate e Conteúdo sobre Planejamento.
Autores: Simone Dornelas Costa, Bernardo Giori Ambrósio, José Luis Braga e Luiz Antônio Abrantes
Modelagem da gestão de pessoas
O sucesso das organizações está fortemente relacionado com a forma como elas lidam com o seu capital intelectual. Focar apenas em questões técnicas, utilizar boas técnicas e métodos, e não dar a devida atenção às pessoas, pode levar as organizações ao fracasso. Este artigo descreve resultados parciais de um projeto, que tem como objetivo principal investigar os fatores que mais influenciam os riscos na tomada de decisão em gestão de pessoas em equipes de desenvolvimento de projetos de software.

A modelagem da gestão de pessoas em projetos de software tem por objetivo contribuir para o aumento do conhecimento sobre os aspectos relativos às pessoas e apoiar os gerentes na tomada de decisões mais seguras e mais bem informadas, assegurando melhor desempenho da equipe e do projeto, tendo em vista uma melhor produtividade.

Em que situação o tema útil
Para empresas e gerentes que desejam obter mais conhecimento sobre a gestão de pessoas a fim de gerenciar o seu capital intelectual de forma a extrair o seu melhor potencial, sem introduzir estresse excessivo nas equipes, mantendo o bom ambiente interno.

Os métodos de gerenciamento de pessoas, até o século XX, se baseavam nos Princípios de Gerenciamento Científico de Frederick Winslow Taylor ou Teoria X, que pregava que os trabalhadores deveriam ser tratados como máquinas (eram pagos com base na quantidade de peças produzidas), sem sentimentos, motivações ou habilidades. Essa concepção que surgiu antes da revolução industrial, e se fortaleceu ainda mais depois dela, fez com que as organizações acreditassem fielmente, durante muitos anos, que os seus bens de maior valor eram os bens materiais ou tangíveis (equipamentos, carros, produtos, entre outros). Trabalhos mais recentes têm mostrado que a forma como os trabalhadores eram tratados afetava o desempenho no trabalho.

Atualmente, devido a essas mudanças de conceito e com a globalização, esse cenário está em constante mutação. As organizações se conscientizaram de que devem também procurar formas de priorizar as pessoas em sua gerência. A gestão eficiente das pessoas permite obter maior produtividade, maturidade, economia, qualidade de serviço e diminuição do tempo para chegar ao mercado. Assim, as pessoas passam a ser reconhecidas como o recurso mais importante das organizações. Simultaneamente, o mercado passou a exigir pessoas cada vez mais qualificadas.

As organizações, hoje em dia, estão competindo em dois mercados, um para seus produtos e serviços e outro para o talento requerido para produzir e realizá-los. O sucesso de uma organização em seu mercado de negócios é determinado pelo seu sucesso no mercado de talentos.

Existem muitas formas de melhorar o desempenho da organização e todas envolvem uma melhor utilização das pessoas. A gestão de pessoas é regida por parâmetros intangíveis, como: desejos, motivação, autoestima, confiança, satisfação, respeito, criatividade, entre outros, todos com uma característica em comum: dificuldade para avaliar e medir.

Pinsonneault e Rivard afirmam que “a literatura é falha quanto ao entendimento da relação entre a TI e o trabalho gerencial”, devido à natureza das atividades que compreendem a ação gerencial ser permeada de descontinuidades, grande variabilidade e imprevisibilidade.

Na verdade, não existe solução definitiva que possa ser aplicada para resolver todos os problemas relacionados com a produtividade no desenvolvimento de software. Focar apenas em questões técnicas, utilizar boas técnicas e métodos, aplicar modelos de maturidade organizacional que apoiam o gerenciamento e a evolução das empresas ao definir caminhos mais bem planejados, e não dar a devida atenção às pessoas, pode levar as organizações ao fracasso.

Gestão de pessoas em projetos de software

A gestão de pessoas é desafiadora por estar relacionada com fatores intangíveis que representam expectativas relativas às pessoas. Esses fatores tornam a gestão de pessoas uma tarefa não trivial a ser tratada pelos gerentes e pelas organizações. Em muitos casos, os problemas de gestão de projetos estão relacionados à natureza de comportamento.

Motivação, satisfação, inovação, sentir importante, colaboração, experiência, conhecimento, disciplina, comunicação, respeito, autoestima, compromisso, desempenho, profissionalismo, frustração, criatividade e habilidades são exemplos de fatores intangíveis que regem as pessoas.

Nos últimos anos, diversas pesquisas têm buscado aplicar teorias da psicologia à engenharia de software com o objetivo de obter teorias, técnicas e ferramentas específicas para projetos de software, em dois aspectos complementares: na alocação de pessoas a papéis funcionais (técnicos e gerenciais) do desenvolvimento de software; e na composição e gerenciamento das equipes de desenvolvimento.

A gestão de pessoas é baseada nos modelos mentais dos gerentes de projeto e em suas experiências e em suas competências técnicas que em geral são insuficientes para enfrentar os desafios das transformações ocorridas no âmbito estratégico, de negócios e de gestão de pessoas. O novo enfoque para a gestão de projetos de software passa a exigir de seus gerentes habilidades voltadas para as questões relacionadas aos recursos humanos, não bastando apenas as habilidades em questões administrativas ou técnicas.

Os modelos mentais dos gerentes, mesmo quando muito experientes são simples e defeituosos devido à complexidade do relacionamento das variáveis que influenciam e compõem o ambiente de gerência de projetos de software. Essa complexidade torna inviável tratar o problema sem a ajuda de uma ferramenta, o que justifica a necessidade do desenvolvimento de um modelo para simular a dinâmica do comportamento humano.

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