Papéis estratégicos e de negócio da Gestão de Dados nas organizações

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Veja neste artigo quais são os novos papéis estratégicos e de negócios relacionados à Gestão de Dados nas organizações.

Introdução

Até pouco tempo atrás, os papéis: "Administrador de Dados - AD" e "Administrador de Banco de Dados – DBA" eram os principais e mais conhecidos papéis ligados às atividades de gerenciamento dos dados nas organizações.

Embora importante, o papel do AD não era mais suficiente para fazer o alinhamento entre a tecnologia e as necessidades dos negócios nas empresas. Com o ressurgimento da Gestão de Dados nas organizações, onde o dado é considerado um dos principais ativos empresariais, novos papéis surgiram no mercado com o propósito de fazer um melhor alinhamento entre a TI (custodiante dos dados) e as áreas de negócio (proprietárias dos dados).

O objetivo deste artigo é fornecer uma visão geral a respeito dos novos papéis estratégicos ou ligados ao negócio, envolvidos nas atividades de Gestão de Dados nas organizações. Entre estes papéis podemos destacar:

  • Executivo de Gestão de Dados
  • Gestor Estratégico de Dados
  • Gestor de Dados de Negócio
  • Gestor das Informações de Negócio

Detalhamento dos Papéis

Executivo de Gestão de Dados:

O executivo de Gestão de Dados, também conhecido como CDO (Chief Data Officer), atua nos níveis de direção das organizações e geralmente se reporta ao Presidente ou VP nas empresas. É o responsável direto por gerenciar todas as funções de gestão e governança de dados nas empresas.

Este papel inclui: definição de prioridades estratégicas para a empresa na área de dados, identificação de novas oportunidades de negócios relativos aos dados, otimização da geração de receita por meio dos dados. Além disso, é o principal responsável pela representação e promoção dos dados como um ativo estratégico de negócios nas esferas executivas da empresa. Entre suas principais tarefas podemos destacar:

  • Participar como membro ativo do conselho de Gestão e Governança de Dados, sendo um dos principais facilitadores deste grupo.
  • Homologar e aprovar, apoiado por profissionais da área, a metodologia de Gestão e Governança de Dados da empresa.
  • Homologar e aprovar, apoiado por profissionais da área, a arquitetura de Dados adotada pela empresa.
  • Representar as equipes de Gestão e Governança de Dados na empresa.
  • Patrocinar os projetos de melhoria sob a responsabilidade das equipes de Gestão e Governança de Dados.

Gestor Estratégico de Dados

Profissional sênior com profundos conhecimentos em Gestão de Dados e também sobre as áreas de negócio da empresa. É a principal referência em Gestão de Dados na organização.

O Gestor Estratégico de Dados pode atuar tanto no lado da TI quanto no lado do negócio, porém, onde estiver situado, não deverá esquecer que sua principal missão é promover o correto alinhamento das áreas de TI e negócio sob a ótica dos dados utilizados pela empresa.

Além disso, é o principal responsável por propor soluções corporativas, orientar e treinar os demais profissionais de Gestão de Dados (técnicos e de negócio). Também atua como consultor apoiando as ações dos Coordenadores/Gerentes e o CDO da empresa. Entre suas principais tarefas podemos destacar:

  • Elaborar e, quando necessário, propor mudanças na metodologia de Gestão e Governança de Dados adotada pela empresa
  • Manter a arquitetura de Dados corporativa da empresa e propor mudanças quando necessário.
  • Prover definições padrões para o vocabulário de Gestão e Governança de Dados, papéis e outras terminologias adotadas na empresa.
  • Definir, analisar e monitorar os indicadores de qualidade das estruturas de dados da organização.
  • Propor ações em função dos indicadores analisados.
  • Participar em todos os Comitês de Gestão de Dados.
  • Construir consenso na visão geral sobre a aplicação da Gestão de Dados e disseminar pela organização os benefícios da Gestão e Governança de Dados.

Gestor de Dados de Negócio

Profissional ligado as áreas de negócio da empresa. Possui conhecimento profundo da área de negócio onde trabalha e atua como o principal curador dos dados. O perfil desejado é de uma pessoa especialista na área de negócio onde atua. O profissional também deve ter conhecimentos em Gestão e Governança de Dados para poder interagir com os profissionais desta área. Além disso, deve ter pleno domínio sobre a captura de requisitos e modelagem conceitual de dados. Entre suas principais tarefas podemos destacar:

  • Participar dos comitês de Gestão de Dados que envolvem sua área de negócio.
  • Identificar e definir necessidades de informações locais e corporativas representando os interesses dos produtores e consumidores de dados das áreas de negócio.
  • Propor modelos conceituais de dados respeitando as regras e padrões da arquitetura corporativa de dados da empresa.
  • Garantir a validade e relevância dos modelos conceituais de dados sob sua responsabilidade.
  • Ajudar executivos a identificar e apontar os Gestores das Informações
  • Manter valores e significados dos dados de referência.
  • Identificar e atuar na resolução de problemas com os dados.
  • Definir critérios de qualidade dos dados.
  • Certificar que os recursos de dados estão de acordo com as necessidades do negócio garantindo a qualidade dos dados e os seus metadados.
Gestor da Informação

Profissional de negócio que representa a área proprietária da informação. Este profissional está ligado a uma ou mais áreas de negócio da empresa. Geralmente, não possui perfil técnico e suas atividades são apoiadas pelo Gestor de Dados de Negócio. Entre suas principais tarefas podemos destacar:

  • Autorizar o acesso e compartilhamento dos dados e metadados sob sua responsabilidade.
  • Tomar decisão em relação à correção das inconsistências dos dados sob sua responsabilidade.

Conclusão

Conforme mencionado acima, todos os papéis possuem uma forte atuação dentro das áreas de negócio nas empresas. A exceção do papel do Gestor da Informação, todos os demais papéis são relativamente novos, e, buscam suprir duas carências que foram fundamentais no passado para levar algumas áreas de Administração de Dados ao desuso:

  • A falta de interação com as áreas de negócio.
  • Definição dos responsáveis diretos pelos dados levando em consideração as reais necessidades do negócio.

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