Por dentro do Java EE - Revista easy Java Magazine 24

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Este artigo apresenta uma introdução sucinta ao Java Enterprise Edition.

Do que se trata o artigo:

Este artigo apresenta uma introdução sucinta ao Java Enterprise Edition, demonstrando seus objetivos, um pouco de sua história, organização, a responsabilidade de um container, e as principais APIs.

Em que situação o tema é útil:

O tema é útil para desenvolvedores, projetistas e analistas de sistemas que iniciaram seus estudos na tecnologia Java, ou querem apenas conhecê-la, e precisam de uma referência que sirva como ponto de partida.

Por dentro do Java EE:

A plataforma Java EE serve para facilitar o desenvolvimento de aplicações corporativas, simplificando a parte relativa a questões estruturais de infraestrutura, arquitetura e projeto (design) de uma aplicação. No entanto, para tirar proveito desta facilidade, é necessário um entendimento dos elementos que compõem a plataforma Java EE. Este artigo visa dar início a este entendimento.

Java é, atualmente, uma tecnologia madura e robusta para o desenvolvimento de sistemas de informação em geral. Entre seu nascimento, em meados de 1995, até os dias atuais, Java passou, e continua passando, por uma constante evolução que resulta em uma melhoria contínua dos elementos que compõem sua tecnologia.

A tecnologia Java é um conjunto de elementos que tem o objetivo de facilitar, otimizar e tornar mais produtiva a construção de aplicativos, ajudando a resolver os mais diversos problemas e desafios que a área de desenvolvimento de sistemas enfrenta no seu dia a dia, que podem variar entre tratar requisições HTTP, fornecer mecanismos de autenticação (login), controlar transações, prover interoperabilidade entre sistemas, entre outros. Dentro do conjunto de elementos que compõem a tecnologia Java, estão contidas plataformas, especificações, containers, frameworks, APIs, componentes e utilitários. A vantagem de utilizar esses elementos é a de permitir ao desenvolvedor aumentar seu foco no negócio, ou seja, o problema que deverá ser resolvido com a construção do sistema.

API é a abreviação de Application Programming Interface, que significa Interface de Programação de Aplicativos. É um conjunto de interfaces que visa facilitar a utilização de um ou mais componentes ou tecnologias. Um exemplo é a API JDBC (Java Database Connectivity), que visa intermediar a comunicação com o banco de dados e seus serviços.

A fim de dar início a uma exploração da tecnologia Java, este artigo irá focar na plataforma Java EE, abordando um pouco da sua história, sua organização, o papel do servidor de aplicação, e as principais APIs.

História do Java EE

O Java foi lançado em 1995 introduzindo uma nova linguagem de programação, um poderoso conjunto de APIs e um inovador conceito de execução por virtualização. Este conceito permite a criação e execução de programas em diferentes sistemas operacionais por meio de uma máquina virtual, a Java Virtual Machine (ou JVM), presente nos principais sistemas operacionais existentes. Sendo assim, uma classe compilada no sistema operacional Windows pode ser executada no sistema operacional Linux sem a necessidade de ser recompilada. Além disso, Java também introduziu o Applet, que se tornou uma opção atrativa para implementação de programas executáveis através da internet.

Applet é um programa Java que pode ser executado via internet, através de um navegador. A principal diferença entre um Applet e os demais programas em Java é a forma como esses programas são inicializados. Em um programa simples em Java é utilizado o método main() para iniciar a execução, enquanto nos Applets esse processo de inicialização é um pouco mais complexo. Devido ao fato de um Applet rodar dentro de um navegador, ele não pode ser executado diretamente por linha de comando, tal qual um programa simples em Java. Ao invés disso, é necessária uma instrução HTML que contém informações sobre o Applet a ser carregado e executado pela máquina virtual contida no navegador, por meio de um plug-in. Quando o navegador reconhece que a instrução HTML interpretada possui uma referência a um Applet, ele ativa essa máquina virtual para iniciar sua execução.

Nesta época, o paradigma da computação distribuída (com funcionalidades distribuídas entre servidores, por rede ou internet) estava em forte discussão. A resposta do Java para esta questão foi a API Sockets. Esta API trabalha com fluxos de bytes trafegados pela rede, necessitando também da utilização da API de I/O (Input/Output – Entrada e Saída) para conversão das informações enviadas e recebidas, tornando o trabalho com Sockets não muito produtivo.

Com o objetivo de facilitar o uso da computação distribuída em Java, em 1996 foi lançada a API RMI (Remote Method Invocation – Invocação Remota de Método), a qual permite a chamada de métodos remotos de forma “transparente”. Entretanto, para possibilitar esta “transparência”, era necessária a geração de stubs (uma espécie de comunicador) da classe a ser disponibilizada para acesso remoto.

Com o avanço dos sistemas Web, em 1997 foi lançada a API Servlet, o que possibilitou o suporte ao processamento de requisições do protocolo HTTP por classes Java. A partir de então, Java passou a prover recursos para o desenvolvimento de sistemas Web.

Em 1998 foi anunciado o JDK (Java Development Kit – Kit de Desenvolvimento Java) 1.2 junto com novas e poderosas APIs, sendo uma das principais o EJB 1.0 (Enterprise JavaBeans). Devido a este grande avanço tecnológico proporcionado pelas novas APIs, Java ganhou o apelido de “Java 2” (pegando emprestado o “.2” da versão do JDK).

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