I. Introdução
Com o surgimento dos sistemas
computacionais as empresas passaram a confiar seus dados à área de tecnologia
da informação. Ela se tornou responsável pela proteção e garantia da
consistência dos dados.
Como essas informações ficam
armazenadas no banco de dados, ele é o ponto de partida para iniciar uma
auditoria ou conferência, nos dados recebidos e enviados pelas aplicações e
sistemas corporativos.
A. Metodologias para auditoria em bases
de dados
Uma das funções da auditoria é
monitorar quando e como o dado foi inserido, a fim de prevenir e detectar
problemas no cumprimento das regras de negócio. Pode-se definir tabelas para
armazenar logs com informações a respeito da utilização das bases de dados.
Isso vai crescer à medida que o banco for sendo utilizado e os auditores
poderão definir quais tabelas, colunas, etc, valem a pena ser revisados, de
acordo com as necessidades da empresa. As metodologias para auditar bases de
dados podem ser desenvolvidas pela própria empresa. De acordo com suas
características, elas se dividem em dois grupos: tradicional e exclusão de
riscos.
Metodologia tradicional
Com o auxílio de uma lista de
conferência (checklist) o auditor obtém informações a respeito da política de
bancos de dados, no que diz respeito aos usuários de acesso, permissões,
autorizações etc, permitindo a identificação de falhas. Exemplo de itens que
podem fazer parte de um checklist de auditoria:
As responsabilidades de
administração das bases de dados estão definidas e documentadas?
São utilizados dispositivos de
segurança e procedimentos de autorização de acesso aos dados da base?
Existe um controle sobre as mudanças
realizadas na base de dados?
O desempenho do banco de dados é analisado?
O sistema é monitorado?
As atividades são armazenadas em log
para análise?
O processo de instalação e
configuração do Sistema Gerenciador de
Banco de Dados (SGBD) foi feito de acordo com as normas de segurança
conhecidas?
Existem procedimentos de backup e
restore das bases de dados?
Enfim, o checklist deve conter
questões relacionadas às atividades que devem ser desempenhadas para garantir a
segurança e consistência dos dados. É uma conferência dos procedimentos que
estão ou não sendo feitos.
Exclusão de riscos
Essa metodologia tem a característica principal de
identificar os riscos que correm uma base de dados, a fim de eliminá-los ou
diminuí-los. Consiste em identificar o objetivo do controle e definir técnicas
para que seja alcançado. Por exemplo, no caso de o objetivo ser a preservação
da confiabilidade dos dados, as técnicas para alcançar esse objetivo poderiam
ser descritas com base no estabelecimento de perfis de tipos de usuários e
privilégios necessários para controlar o acesso as bases de dados.
Cada objetivo pode ter várias formas
de ser alcançados, ou seja, podemos definir várias técnicas para alcançar um
objetivo. Essas técnicas podem ser preventivas ou corretivas.
A partir dos objetivos identificados
e das técnicas descritas para cada um, é possível verificar se realmente
funcionam através das provas de cumprimento. Dependendo do resultado, pode ser necessária
a comprovação de outros pontos através de outras provas, como a prova
substantiva.
Todos os responsáveis e envolvidos
das áreas afetadas pela avaliação de riscos devem conhecer o resultado e
conclusões das provas, do resultado da auditoria. O auditor é o responsável por
documentar as situações, os riscos e os problemas que identificou nos processos
descritos.
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