Qualidade de Software – Parte 02

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Finalizando o artigo sobre qualidade de software.



3. Considerações práticas para garantir a Qualidade do Produto

Para se garantir a qualidade de um produto durante seu desenvolvimento existe um conjunto de métodos e técnicas que devem ser implementadas durante todo o processo. Nesta seção, consta uma breve definição de algumas dessas atividades.

3.1 Identificação de Defeitos

Conhecer os conceitos de erro, defeito e falha é o requisito básico para se construir um processo de garantia de qualidade. É preciso saber identificar o problema, antes de investigar sua proveniência e, desta forma, saber corrigí-lo.

Erro – Trata-se de um engano de um indivíduo.

Defeito
– Deficiência mecânica ou algorítmica que se ativada pode levar a uma falha. Na tabela 2 há a definição dos tipos de defeitos encontrados.

Falha – Evento notável onde o sistema viola suas especificações.

Quanto antes a presença do defeito for revelada, menor o custo de correção do defeito e maior a probabilidade de corrigí-lo corretamente. A solução é introduzir atividades de VV&T ao longo de todo o ciclo de desenvolvimento.

Tabela 2. Tipos de Defeitos

Informação Estranha

Informação desnecessária.

Fato Incorreto

Informação que não é verdadeira para as condições especificadas.

Inconsistência

Informações conflitantes

Ambigüidade

Informação passível de ter múltiplas interpretações.

Omissão

Informação necessária não incluída


3.2 Validação, Verificação e Testes (VV&T)

As atividades de VV&T atuam na garantia de qualidade, assegurando que o software cumpra as especificações definidas e atenda às necessidades de seus usuários.

Definições:

Validação: Avalia um sistema ou componente para determinar se ele satisfaz os requisitos para ele especificados. “Estamos construindo o produto certo?”. O software deve atender às necessidades dos usuários.

Verificação: Avalia um sistema ou componente para determinar se os produtos de uma dada atividade de desenvolvimento satisfazem as condições impostas no início desta atividade.“Estamos construindo certo o produto?” Os artefatos construídos devem estar de acordo com a especificação do software.

Os principais métodos de Validação e Verificação são:

Estática: Revisões de Software (Revisões aos Pares, Inspeções de Software, entre outros). Denomina-se estática, pois não envolve a execução do produto, mas apenas leitura de artefatos, como código.

Dinâmica: Testes de Software (Testes de unidade, de integração, do software, entre outros)

3.2.1 Revisões de Software

São processos ou atividades para leitura de um artefato de software visando assegurar que ele cumpre sua especificação e atende às necessidades de seus usuários.  Tem por objetivo realizar validação e verificação estática de artefatos de software. Pode ser aplicada a qualquer artefato produzido ao longo do processo de desenvolvimento de software.

Tipos de Revisões:

Inspeções de Software:
mais focadas em encontrar defeitos.

Walkthroughs: são mais apropriados para atividades de brainstorming, para explorar alternativas de projeto e resolução de problemas.

3.2.2 Testes de Software

Processo de executar um programa ou sistema com o objetivo de revelar a presença de erros; ou, falhando nesse objetivo, aumentar a confiança sobre o programa. Envolve todo um processo de planejamento, fases de teste, etc., que necessitaria de um outro artigo para aprofundar este assunto.

Conclusão

Os desenvolvedores fazem os softwares, mas os clientes são os que vão usá-los. Por isso, há a necessidade urgente de sistematizar formas de evitar os custos elevados conseqüente dos defeitos dos softwares e dos erros não intencionais dos usuários. Isto só será possível se forem priorizadas algumas características de qualidade de software: usabilidade, confiabilidade, funcionalidade e manutenibilidade. Sendo esses, os requisitos essenciais do produto de software exigidos pelos compradores e atendidos pelos vendedores.  Assim veremos resultados positivos tendo softwares de qualidade e mais úteis.

No Brasil ainda existem empresas de software que não utilizam técnicas para melhorar a qualidade de seus produtos, por isso aquelas empresas que desenvolvem software de qualidade são mais competitivas, o que favorece a abertura de mercados externos para os softwares brasileiros e beneficiando o mercado interno que acabará por exigir software melhores e a menor preço.

Não resta a menor dúvida que ainda restam muitos esforços em melhoria da qualidade de software. Por isso, é fundamental ter seu foco não apenas no produto (fazer software melhor), mais principalmente no processo (fazer melhor o software) e no cliente (fazer software mais fácil de usar).  


Bibliografia

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Koscianski,André,VILLAS-BOAS, André, RÊGO,Claudete M., "et al" Guia para Utilização das Normas sobre Avaliação de Qualidade de Produto de Software - ISO/IEC e ISO/IEC  http://www.pr.gov.br/abntsoftware/publica.html

Kalinowski, Marcos (2006), “Qualidade de Software”.
Pires, Almir, “Qualidade de Software”,
http://www.dei.unicamp.br/~almir

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Silva, G. Nelma, “Qualidade de software - Uma necessidade”, www.esaf.fazenda.gov.br/cst /arquivos/ Qualidade_de_Soft.pdf  

Sampaio do Prado, Julio, “Qualidade do Software com base em Requisitos”,       http://
www.puc.rio/ ~julio

Rocha, Maldonado, Weber.(2001)” Qualidade de software: Teoria e Prática”,  Prentice-Hall, São Paulo, Capitulo 17.

Tsukumo, A.,Rego,C. Salviano,C., Gláucia, F., Bento de Carvalho,M. Colombo,R. “Qualidade de Software: Visões de Produtos e Processo de Software” Área de Tecnologia para Avaliação de Qualidade de Software: Fundação Centro tecnológico para Informática.

 

 

 

 
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