RAID – Parte III Recomendações dos Fabricantes

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Veja nesta terceira parte as melhores práticas sugeridas/recomendadas por alguns fabricantes (e colaboradores) dos principais SGBDs.

RAID – Parte III
Recomendações dos Fabricantes

Nesta terceira parte, mostrarei as melhores práticas sugeridas/recomendadas por alguns fabricantes (e colaboradores) dos principais SGBDs. Obtive retorno dos responsáveis por vários SGBDs proprietários e open source e iniciarei o artigo, abordando os SGBDs MS SQL Server, MySQL, InterBase, Firebird e Sybase.

No próximo artigo irei abordar mais quatro SGBDs: DB2, PostgreSQL, Caché e Oracle.

Acredito ter conseguido abranger uma boa fatia do mercado de bancos de dados com esse trabalho.

Boa leitura.

Recomendações dos fabricantes

Entrei em contato com os principais fabricantes e comunidades (no caso dos SGBDs open source) para verificar quais as melhores configurações sugeridas ou recomendadas por eles para a utilização de seus SGBDs. Tive a preocupação de listar também as fontes e links para que você possa conferir estas e muitas outras informações pertinentes ao assunto. Vamos a elas:

MS SQL Server 07-07pic01.JPG   

Microsoft Corporation - http://www.microsoft.com/brasil

Em consulta ao setor de suporte técnico da Microsoft, obtive a informação que não existe uma recomendação explícita de utilização de RAID no SQL Server, porém me foi fornecido alguns links onde encontraria várias informações à respeito de RAID para os servidores com S.O. da Micrsoft. Os links são:

http://www.microsoft.com/brasil/windowsserver2003
http://www.microsoft.com/brasil/mspress
http://search.microsoft.com/search/results.aspx?st=b&qu=RAID&view=en-us

MySQL 07-07pic02.JPG      

Para o MySQL é transparente o uso de RAID, não há nenhuma configuração especial para beneficiar o uso de RAID. O RAID 0+1 seria a solução mais interessante, já que você garante boa velocidade de acesso tanto para leitura quanto para escrita, sendo que para o RAID 5, por exemplo, você ganharia em leitura mas perderia em escrita, devido aos checksum.

Esta informação foi cedida pelo Eber Duarte (eber@eacnet.com.br), instrutor e MySQL Professional Certified. O Eber também mantém uma coluna no site da revista SQL Magazine. Infelizmente não obtive retorno da empresa responsável pelo MySQL no Brasil, a MySQL AB.

InterBase 07-07pic03.JPG   

Borland – http://www.borland.com.br

Em se tratando de armazenamento em servidores de banco de dados em ambiente multi-usuário não há lugar para economia, especialmente com a atual oferta de dispositivos de armazenamento mais acessíveis. Os ganhos de performance de um sistema de I/O relativamente de ponta trás um alto custo/benefício para obter melhor retorno do investimento.

Sub-sistemas lentos de disco são freqüentemente o elo fraco em um servidor de alta performance.

Uma CPU de última geração e o máximo de memória ajudam. Mas se a taxa de transferência de dados é limitada por uma interface de I/O barata, então o dinheiro gasto em componentes caros foi em vão.

Não temos a intenção de identificar qual o melhor sistema de I/O. A tecnologia muda rapidamente que qualquer recomendação pode cair em desuso. Basta dizer que quando se especifica uma máquina para uma plataforma de servidor, pesquise a melhor solução em hardware disponível.

As recomendações gerais para tecnologia de I/O são :

•  Use SCSI.

A tecnologia SCSI não possui uma taxa de transferência significantemente superior que EIDE (PC Magazine, http://www.zdnet.com/pcmag/pclabs/report/r960702a.htm), mas a controladora SCSI necessita de menos recursos de CPU;

•  Use uma controladora de disco com memória cache embutida;

•  Striping de disco (incluídos nos níveis de RAID 0, 3 ou 5) ganha em I/O paralelo através de múltiplos discos. Superior a 10 vezes segundo alguns relatórios;

•  Não assuma que todos os discos tenham a mesma performance, pesquise a taxa de performance.

Um agradecimento especial ao Andreano Lanusse, da Borland, que gentilmente cedeu as informações. O Andreano também mantém uma coluna no site da SQL Magazine

Firebird 07-07pic04.JPG    

Não há muito a se comentar quanto a utilização de níveis de RAID, exceto que o RAID 5, por oferecer striping e redundância, é uma boa prática. Em geral, o Firebird trabalha razoavelmente bem com avançadas tecnologias de disco pelo fato da estratégia de localização ser inerente ao Firebird não possibilitando maiores problemas causados pelas técnicas de hardware.

Informações prestadas pelo Carlos H. Cantu (firebase@firebase.com.br), da Firebase (www.firebase.com.br) e por Ann Harrison, da IBPhoenix.

Sybase Adaptive Server Enterprise 07-07pic05.JPG    

Sybase Inc. – http://www.sybase.com.br

Para a utilização de RAID com o SGBD Adaptive Server Enterprise, a Sybase não informa como pré-requisito determinado tipo de RAID. A Sybase recomenda que os clientes, ao adquirir RAID, verifiquem sua aplicação e especificações do fornecedor do RAID para que tenha performance desejada e segurança no ambiente.

A tecnologia RAID garante perfomance e segurança, mas devemos levar em consideração o conjunto. O hardware RAID deverá prover contingência (disco + fonte + controladora e etc.) e uma estrutura de cache (RAM) para escrita.

RAID e Sybase, que nível de RAID devemos escolher?

Em uso de “log”, onde a escrita é freqüente, a utilização do RAID 4 ou 5 não é favorável. Para os dados onde a escrita não é freqüente a utilização do RAID 4 ou 5 poderá ser utilizado. Caso a freqüência da escrita seja maior, o RAID 0+1 é desejável.

Tradicionalmente os bancos de dados em Sybase, são divididos em vários devices (fatia do disco) entre discos para melhor desempenho.

É interessante também, verificar o uso do TEMPDB, pois caso a utilização dele seja alta, não devemos utilizar o RAID 4 ou 5.

Caso seu hardware RAID, não permita criar diferentes tipos de volumes RAID, a utilização do RAID 0 + 1 poderá ser uma boa opção.

E por fim, se seu hardware RAID não suportar RAID 0+1 é interessante verificar com o fornecedor a melhor opção homologada para SGBD do mercado.

Agradeço o Luis Raposo, consultor sênior da Sybase, pelas informações prestadas .

Conclusões

Pudemos perceber que os SGBDs estão se adequando à tecnologia para usufruir o máximo possível oferecendo segurança e performance.

Em ambientes de produção, principalmente os de missão crítica, a segurança das informações é um ponto essencial, e não há motivos para abrir mão da performance para ter segurança.

No próximo artigo finalizaremos esta viagem ao mundo do armazenamento falando de mais quatro SGBDs.

Espero sua visita.

Um grande abraço a todos e até a próxima.

Leia a primeira parte deste artigo em:
http://www.devmedia.com.br/raid-parte-i-armazenamento-com-seguranca-performance-e-baixo-custo/2176

Leia a segunda parte deste artigo em:
http://www.devmedia.com.br/raid-parte-ii-armazenamento-com-seguranca-performance-e-baixo-custo/2225

 

 
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