RAID – Parte IV Recomendações de mais Fabricantes

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Veja neste artigo as sugestões/recomendações dos fabricantes e comunidade dos SGBDs DB2, PostgreSQL, Caché e Oracle.

RAID – Parte IV
Recomendações de mais Fabricantes

Finalmente chegamos ao final desta série de artigos sobre tecnologia de armazenamento RAID.

Abordarei neste artigo as sugestões/recomendações dos fabricantes e comunidade dos SGBDs DB2, PostgreSQL, Caché e Oracle.

Um verdadeiro guia para os DBAs que atuam nos mais populares SGBDs em ambiente de produção.

 DB2

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IBM – http://www.ibm.com/br/

Em contato direto com a IBM, fui muito bem atendido pelo Sr. Júlio Boehl, especialista em IT da IBM que me forneceu as informações de que o DB2 possui um artifício de configuração que executa o stripe, não sendo necessário o stripe pelo RAID, com isso, recomenda-se RAID 5 pelo custo-benefício, particularmente configurando-se os discos com RAID 5 para os arquivos de dados e um disco fora do RAID para armazenar apenas os arquivos de log do DB2. Uma outra recomendação, neste caso focando a segurança, seria a de configurar um conjunto com RAID 1 e deixar o stripe por conta do DB2. Maiores informações podem ser adquiridas em:

Guia de Administração para Performance

(http://www-306.ibm.com/software/data/db2/udb/support/index.html) e digite RAID na caixa de consultas;

Developer Work

(http://www.ibm.com./developerworks) e digite RAID na caixa “Search for” e selecione DB2 na caixa “Within”.

PostgreSQL

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Comunidade PostgreSQLhttp://www.postgresql.org

Através da comunidade PostgreSQL do Brasil, consegui entrar em contato com os principais desenvolvedores do SGBD no mundo e obtive as seguintes informações: o primeiro e mais importante passo para se ter performance com RAID no PostgreSQL é ter um cartão de RAID (RAID card) com no-break on-board e disponível para escrita em Cache. Não é aconselhável a escrita em cache sem o no-break pelo risco de corrupção de dados. Caso não seja possível adquirir este hardware, é aconselhável utilizar um software de RAID com um cartão de RAID mais barato.

O segundo passo seria muitos discos; cinco discos são o mínimo para obter realmente uma boa performance. Três discos em um RAID 5, em particular, produz uma performance baixa para o PostgreSQL, freqüentemente resultando em I/O 40% mais lento que um disco simples.

Caso possua seis ou mais discos, as opiniões se dividem entre o RAID 10 ou RAID 5, dependerá muito da forma de acesso à base de dados.

As informações foram prestadas por: Josh Berkus (josh@angliodbs.com) - PostgreSQL Core Team Member, Jim C. Nasby (jim@nasby.net) - Database Architer, Daniel Ceregatti (daniel@omnis.com) - Programer. Agradeço também aos membros da comunidade brasileira que me forneceram o contato.

Caché

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InterSystemshttp://www.intersystems.com.br

Não há nenhum tipo de sugestão, restrição ou recomendação de tipo de RAID que deve ser usado com o Caché, assim como não há necessidade de configuração especial ou ferramenta específica do Caché para a utilização do RAID.

O tipo de RAID a ser utilizado com o Caché é aquele que melhor atender aos requisitos de performance e disponibilidade da solução a ser implementada pelo cliente. Obviamente deve-se considerar, nessa análise, o custo/benefício do RAID a ser usado.

Obrigado ao João José Lastras Navarro, da InterSystems, pelas informações.

 Oracle:

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Oracle Corporationhttp://www.oracle.com/br

Segundo a Oracle, as melhores práticas de storage seguem quatro grandes diretrizes:

  • A arquitetura necessita de flexibilidade, para que as capacidades de armazenamento e de entrada/saída de dados cresçam de acordo com a demanda;
  • O acesso a dados deve manter seu desempenho dentro dos limites aceitáveis e, claro, sempre o mais perto possível de um nível ótimo;
  • É, também, essencial que a falha de um componente básico, como uma área específica de um disco, não impeça o acesso à informação;
  • Por último, caso ocorram falhas, a solução deve ser dispor da possibilidade de se recuperar a informação de forma simples e rápida.

Há algum tempo, a implementação dessas melhores práticas para armazenamento em bancos de dados Oracle é realizada com a aplicação de um conceito da empresa conhecido como "dividir e espelhar tudo", ou "SAME", do inglês "Strip And Mirror Everything". Em termos das definições RAID, isso corresponde à utilização de RAID 0+1. O RAID5, por sua vez, oferece quase o dobro de capacidade útil, mas com grande diminuição na capacidade de entrada/saída de dados. A evolução do hardware de storage provocou a redução do custo do volume de armazenamento. No entanto, o aumento da capacidade de entrada/saída segue relativamente caro, e o RAID5 continua sendo utilizado em casos muito específicos.

A constante evolução da tecnologia Oracle busca melhorar a resposta e simplificar a gestão da plataforma tecnológica. Como resultado, surgiu o revolucionário Automatic Storage Manager, ou ASM, componente da nova versão do banco de dados Oracle 10g. O ASM possibita que o usuário não se preocupe com RAID. Com ele, é possível aproveitar não apenas os recursos do hardware de armazenamento, mas também todas as decisões de stripping e espelhamento adequadas à configuração de dados e sua dinâmica de utilização.

Assim, resolve-se de maneira totalmente automática toda a complexidade de determinar e configurar os volumes adequados; de distribuir a entrada/saída entre todos os dispositivos para otimizar a capacidade; de assegurar a simplicidade e eficiência de operações de manutenção, de backup e recovery. Tudo feito pelo próprio banco de dados, e de acordo com as melhores práticas identificadas pela Oracle em milhares de implementações em todo o mundo. Assim, é possível extrair o melhor rendimento da infra-estrutura de hardware disponível, além de obter grandes reduções nos custos de manutenção e nos riscos para o funcionamento do sistema.

É importante salientar que o ASM não substitui o RAID, mas aproveita os recursos do hardware e aplica de maneira automática e transparente para o administrador a configuração de 'strip and mirroring' mais adequada, de acordo com o número de dispositivos disponíveis e com as características de uso e volume do banco de dados em questão. Esse esclarecimento é importante para evitar confusões, já que o ASM usa as capacidades de RAID do hardware. Sua vantagem é a maior eficácia conseguida ao utilizar a configuração mais apropriada, além da enorme simplificação do gerenciamento, já que retira do DBA a necessidade de desenhar e configurar o RAID.

Maiores informações podem ser encontradas em:

www.oracle.com/technology//deploy/availability/techlisting.html

www.oracle.com/technology/products/manageability/database/pdf/asmov.pd

www.oracle.com/technology/products/database/asm/pdf/netapp_asm3329.pdf

www.oracle.com/technology/deploy/availability/pdf/MAA_WP.pdf

otn.oracle.com/deploy/availability/pdf/oow2000_same.pdf


Todas estas informações foram prestadas por Juan Mikalef, gerente de Consultoria de Vendas da Oracle Brasil.

Agradeço também a Ana Americano e a Wallace Balbo, que muito contribuíram neste contato.

 Conclusões

Nada melhor que a sugestão/recomendação de quem desenvolveu o SGBD.

Espero que esta série de artigos tenha esclarecido vários pontos sobre esta tecnologia que tende a se expandir cada vez mais, principalmente pela crescente utilização de servidores blade.

Temos um encontro marcado em um próximo artigo. Opine, critique, sugira novos temas para que nossa coluna seja realmente um ponto de encontro de soluções funcionais e uma fonte de pesquisa realmente úteis no dia-a-dia.

Um grande abraço a todos e até a próxima.

Leia a primeira parte deste artigo em:
http://www.devmedia.com.br/articles/visualizacomponente2.asp?comp=2176

Leia a segunda parte deste artigo em:
http://www.devmedia.com.br/articles/visualizacomponente2.asp?comp=2225

Leia a terceira parte deste artigo em:
http://www.devmedia.com.br/articles/visualizacomponente2.asp?comp=2234

 
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