Silverlight 5 no Prism XE2 - Revista ClubeDelphi 140

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O Microsoft Silverlight é um Framework que nasceu sob o nome de WPF/E, um abreviação de Windows Presentation Foundation for Everyone (algo como WPF para todos)

De que se trata o artigo

O Microsoft Silverlight é um Framework que nasceu sob o nome de WPF/E, um abreviação de Windows Presentation Foundation for Everyone (algo como WPF para todos). Neste momento ainda tratava-se apenas de um mero subconjunto de classes e recursos do WPF, tecnologia esta que era um dos pilares do .NET Framework 3.0 e destinado a construção de aplicações de interfaces de usuário ricas. Pouco tempo depois, já batizado efetivamente de Silverlight, este tomou rumos próprios, ainda herdando sua base do WPF, mas acrescentando importantes recursos próprios. Sua mais recente versão, de número 5, entra em cena com muitas melhorias que culminam em novas possibilidades para os desenvolvedores. O presente artigo faz então uma apresentação inicial de algumas destas novidades, deixando o leitor bem situado no nível de evolução atingido pelo Framework. Tudo isto disponível ao mundo Delphi, através do Embarcadero Prism XE2.


Em que situação o tema é útil

No cenário atual, é fácil perceber que o Silverlight não é apenas mais uma tecnologia para se criar páginas simples e aplicações Web comuns, de interface rica e poderoso poder de interatividade. Ele é atribuído hoje como sendo uma boa solução para a linha de aplicações comerciais, mais precisamente para a construção de LOB (Line-of-Business) Applications. Dessa forma, o profissional Delphi que queira desenvolver aplicações deste segmento, que possuem uma UI (User Interface) mais rica e um alto grau de experiência do usuário, pode adotar o Silverlight. Partindo desta escolha, nada melhor que se manter inteirado do estágio atual em que se encontra o Framework, que é justamente a premissa principal do artigo.

Silverlight 5 no Prism XE2

O Silverlight foi concebido como sendo a principal solução da Microsoft para a construção de aplicações e páginas ricas para Web, já sendo interpretado de imediato como sendo um concorrente direto do Adobe Flex, até então dominante no mercado. No entanto, de lá pra cá, o que se vê é um cenário totalmente diferente até mesmo das previsões mais radicais. O Flash, quase único anteriormente, começa a perder terreno para outras tecnologias, tais como o novo e badalado HTML 5. Prova desta perda é o lançamento de novos produtos (iPhone e Windows Phone, por exemplo) que já não oferecem suporte a ele. Na linha oposta, o próprio Silverlight, dito como seu principal concorrente, agora se estabelece cada vez mais em outro contexto, que é o das aplicações de negócios (Line-of-Business Applications) e, mais recentemente tornou-se também peça fundamental na mais nova plataforma móvel da Microsoft, o Windows Phone. Para tirar proveito de toda esta nova perspectiva, a comunidade Delphi tem à sua disposição o Embarcadero Prism XE2, que se utiliza dos recursos do .NET Framework ao mesmo tempo em que trabalha com uma linguagem de programação também baseada em Object Pascal, a Oxygene.

Basicamente, o Silverlight pode ser definido como o Framework da Microsoft voltado para a construção de aplicações ricas de internet, que poderão estar alocadas em um navegador Web ou não, e com a possibilidade de serem executadas em qualquer Sistema Operacional que suporte a tecnologia. No cenário da Web, este tipo de aplicação denominada “rica”, se mostra muito mais poderosa e atraente, se comparado a uma página tradicional HTML, por exemplo. Um dos principais motivos a serem citados para a justificativa é a sua proximidade com as aplicações Desktop em termos de usabilidade, além de um ganho ainda maior na experiência do usuário final. Soma-se a isso seus recursos gráficos acelerados por hardware, recursos 2D e 3D e animações vetoriais.

Ainda sobre sua execução, o Framework utiliza-se de um pequeno item que é o responsável por tornar o conteúdo Silverlight disponível para uma página no Browser ou uma aplicação independente (out-of-browser). O item em questão trata-se de um simples plug-in, que é o único elemento necessário a ser instalado pelo usuário final em sua máquina. Atualmente (até o momento da escrita deste artigo) o Silverlight se encontra em sua versão estável de número 5. Apesar de sua premissa inicial ter reforçado o seu conceito cross-plataform, a quantidade de plataformas suportadas ainda é razoável, sendo as principais Windows e Mac.

Nota: Embora o Silverlight não seja suportado nativamente no Linux, há um projeto paralelo encabeçado pela equipe Mono (e com apoio da Microsoft), de uma implementação Open-source do Silverlight já conhecida do grande público, denominada Moonlight. Este que, popularmente, pode ser considerado o Silverlight para Linux, conta atualmente com uma versão preview que suporta o Silverlight 4, sem previsão para a versão 5.

Nota do DevMan

Line-of-Business Applications, ou simplesmente LOB Applications, são aplicações de missão crítica, providas de uma série de recursos vitais a um empreendimento, que engloba áreas fundamentais do negócio, tais como contabilidade, gestão, planejamento e de recursos. Uma característica comum a esse tipo de aplicação é a sua integração com banco de dados e sua conectividade via rede, seja interna ou pela Web.

Evolução do Silverlight

Quanto à evolução do Framework em termos estruturais, as mudanças mais perceptíveis e significativas se deram ainda na transição de sua primeira para a segunda versão. A partir de então, um mesmo modelo foi seguido nas versões subsequentes até a mais recente. Apenas para não deixar de mencionar, as principais mudanças do Silverlight 1 para o 2 foram os acréscimos da CLR (Common Language Runtime), que é um subconjunto de classes do .NET Framework, o suporte a linguagens .NET (tais como C# e Oxygene) e um modelo de interface de usuário baseado no WPF. O Windows Presentation Foundation que é um subsistema do .NET Framework voltado para a construção de aplicações ricas Windows, provê então toda a base de um subconjunto de classes e controles ao Silverlight. A proximidade entre estas duas tecnologias ainda se dá pelo uso da mesma linguagem de marcação utilizada na definição das interfaces de usuário, denominada XAML (Extensible Application Markup Language), além de um mesmo sistema de animação e reprodução de mídias (áudio e vídeo).

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