Sistemas complexos em projetos de software

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A proposta deste artigo é convidar o leitor para uma reflexão sobre o mundo dos tipos de sistemas e a sua relação com os modelos tradicionais de trabalho versus a era do conhecimento.

Artigo do tipo Teórico
Recursos especiais neste artigo:
Conteúdo sobre Engenharia.
Autores: Caio Cestari Silva e Ubiratan Padilha
Sistemas Complexos em projetos de software
A proposta deste artigo é convidar o leitor para uma reflexão sobre o mundo dos tipos de sistemas e a sua relação com os modelos tradicionais de trabalho versus a era do conhecimento. Uma matriz de decisão é apresentada para se classificar a natureza do trabalho, considerando a imprevisibilidade como realidade dos dias atuais.


Em que situação o tema é útil
Os envolvidos em projetos de software têm dificuldades de lidar com interferências e imprevisibilidades. A partir da abordagem deste artigo, poderão visualizar novas perspectivas e utilizar uma estratégia mais adequada ao contexto do objetivo a ser alcançado.

Antes de falarmos de Sistemas Complexos, precisamos resgatar os conceitos da Teoria Geral de Sistemas (TGS), que ganhou relevância na década de 50 por meio do biólogo alemão Ludwig von Bertalanffy. O termo sistema é originário do grego (combinar, ajustar, formar um conjunto) e, segundo a TGS, define-se como qualquer grupo de unidades interconectadas que forma um todo organizado, contendo um objetivo. Essa teoria é denominada Geral porque pode ser aplicada a qualquer tipo de sistema como, por exemplo, o corpo humano, a internet, a família, o clima, a empresa, o carro, o trânsito, entre outros (Figura 1).

A TGS aborda questões científicas, empíricas e pragmáticas dos sistemas, e tem por objetivo entender melhor seus comportamentos. É interdisciplinar, pois para a sua compreensão e aplicação recorre a conceitos de filosofia, biologia, economia, psicologia, administração e outras disciplinas – ou seja, ao analisar um problema, a TGS considera todas as variáveis envolvidas e suas inter-relações. Sua principal motivação surgiu no campo da administração, principalmente em função da necessidade de uma maior integração com teorias das ciências sociais e da intensificação do uso da cibernética e da tecnologia da informação nas empresas. Muitas vezes tais inter-relações passam despercebidas sob o olhar dos administradores, o que os leva a tomar decisões equivocadas.

Essa teoria não busca solucionar os problemas, nem tenta criar soluções práticas, mas sim conceitos que possam tornar tangível na realidade o que foi fornecido pela experiência.

Figura 1. Exemplos da diversidade de sistemas contemplados pela TGS.

A habilidade de compreender os sistemas de acordo com a Teoria Geral dos Sistemas denomina-se abordagem sistêmica. A dificuldade na interpretação de certas situações levou ao desenvolvimento da capacidade de identificar ligações entre fatos particulares do sistema como um todo, incluindo o ambiente em que está inserido.

Teoria da Complexidade

A Teoria da Complexidade – considerada por muitos como a nova ciência – foi idealizada pelo pensador francês Edgar Morin. Ele propôs uma nova forma de perceber e conhecer a realidade a partir da pluralidade de visões sobre um mesmo assunto, não considerando a ciência como a única forma de representar uma verdade e inserindo a imprevisibilidade como parte dos contextos. Morin tanto introduz conceitos do mundo científico quanto agrega outras concepções já existentes, como a de sistema definida pela TGS.

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