Gerência de Configuração de Software com Subversion – Parte I
Nesta primeira parte de uma seqüencia de três artigos que irei abordar sobre o tema, explano inicialmente os conceitos sobre gerência de configuração, como deve ser aplicada dentro das organizações e a importância da mesma na construção de software.
Motivação
Acompanhamos ao longo dos anos muitas evoluções e alterações nas formas de conceber e construir software. Percebemos que a cada inovação tecnológica as empresas tentavam se adaptar as novas soluções e paradigmas computacionais a fim de obterem o sucesso frente aos concorrentes e buscavam a cada projeto uma nova metodologia de trabalho capaz de garantir resultados e redução de custos, principalmente quando se tratava de projetos que envolviam um grande número de profissionais de desenvolvimento. Mas esta busca por garantir o sucesso do projeto percorre muitos caminhos que devem ser trilhados cuidadosamente ao passo que cada empresa deve estar munida e preparada para tal.
Durante os anos de desenvolvimento de software, percebi que muitas empresas de desenvolvimento de software sofrem de um mal que aflige as empresas de software e que considero o ponto chave, se bem controlado e planejado, para a obtenção do sucesso em projetos de software que é a mudança nos requisitos de software antes, durante e pós-implantação. Como contornar este problema? De que forma pode-se melhorar a produtividade de software sem sofrer com os impactos das mudanças de requisitos?
Nota-se que o usuário de software, nunca expressa ou sabe ao certo o que está dizendo sobre os requisitos, apenas demonstra seu interesse emergencial e cabe a nós, profissionais de TI, desvendá-lo e transpor para o sistema os anseios do usuário da melhor forma possível a fim de atender as suas aspirações quanto ao utilizar determinado recurso do software. Em vista disso, hoje a indústria de tecnologia em desenvolvimento de software dispõe de um recurso capaz de controlar e gerenciar este cenário sem causar dores de cabeça no futuro. Trata-se da Gerência de Configuração de Software – GCS, ou Software Configuration Management - SCM. Portanto, pretendo aqui esclarecer e explicar o que é a Gerência de Configuração e como podemos usufruir deste recurso em projetos de software e também demonstrarei o uso de uma ferramenta de aplicabilidade real deste conceito.
Conceitos fundamentais sobre GCS
Roger Pressman (2002) em seu livro “Engenharia de Software”, afirma que mudanças em software são inevitáveis e que tais mudanças quando não são analisadas antes de serem realizadas ou mesmo registradas antes de serem implementadas provocam um verdadeiro caos entre os engenheiros de software.
É fato que as mudanças durante o ciclo de atividades que envolvem os processos de software são realmente inevitáveis, mas há como contornar esta situação de tal forma que garanta resultados com ganhos de produtividade e redução no percentual de retrabalho e garantindo principalmente a qualidade do software produzido.
Dentro das fábricas de software, este é um papel que é desempenhado pela Gerência de Configuração de Software. O GCS é uma atividade abrangente que é aplicada em todo o processo de desenvolvimento de software. Pois, estando ciente de que as mudanças no software poderão vir a ocorrer a qualquer momento, as responsabilidades do GCS envolvem:
- Identificar permanentemente as mudanças;
- Realizar o controle acurado das mudanças;
- Dar garantia da implementação correta da mudança; e
- Comunicar a mudança a outras pessoas que sejam de interesse ou as envolvam direta ou indiretamente.
Hoje, ainda existe certa confusão sobre a função da gerência de configuração, pois
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