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Artigo - Artigo Engenharia de Software 5 - Gestão de Serviços Operacionais Aplicada à TI

Esse artigo faz parte da revista Engenharia de Software 5 edição especial. Clique aqui para ler todos os artigos desta edição

 

Gestão de TI

Gestão de Serviços Operacionais Aplicada à TI

 

De que se trata o artigo:

Apesar da crescente importância da área de TI na estratégia de crescimento e ampliação dos negócios corporativos, executivos ainda encaram com muitas ressalvas o aumento dos custos dos projetos de tecnologia, dificultando a ampliação de investimentos que trarão mais agilidade e controle operacional a toda organização.

 

Para que serve:

Com a tendência dos custos de TI serem cada vez maiores, as organizações necessitam de mecanismos de tomada de decisões mais precisos, sobre pena de executar projetos de baixo valor agregado e deixar de executar projetos que trarão resultados financeiros mais significativos.

Estabelecer uma relação balanceada entre a área de negócios e a área de TI possibilitará uma melhor otimização dos recursos humanos e financeiros da empresa, reduzindo os riscos de solicitação de projetos de menor importância, pois todos serão cobrados pelo cumprimento das metas estabelecidas.

 

Em que situação o tema é útil:

Empresas que buscam novos modelos de gestão e necessitam alinhar seus projetos internos com as metas organizacionais, garantindo que o Planejamento Estratégico Corporativo está sendo seguido por todas as áreas da organização, buscando maior eficiência e rentabilidade operacional, forçando as áreas a requisitar “apenas” o que realmente trará ganhos financeiros.

 

Tente imaginar uma empresa atuando em qualquer segmento de mercado, gerenciando o atual patamar de qualidade e complexidade exigidas pelos clientes, sem recorrer a nenhum tipo de estrutura computacional disponibilizada pela área de TI.

Esta empresa iria requerer uma estrutura gigantesca de profissionais, tornando a troca de informações um processo lento e altamente sujeito a falhas, resultando numa organização ineficiente e com alto nível de re-trabalho.

Apesar da evidente relevância da área de TI neste novo contexto econômico, existe um permanente descontentamento da organização em relação ao nível de serviço prestado pela TI. Por mais avanços tecnológicos e conquistas alcançadas, parece que nunca conseguimos atingir o patamar de produtividade desejado pelos executivos.

Na verdade, algo muito semelhante ocorreu no início do século XX, quando a mão de obra profissional começou a ser substituída por máquinas automatizadas. A linha de montagem idealizada por Henry Ford organizou a cadeia produtiva em mini-etapas de simples realização, que foi gradativamente substituída por uma máquina especializada.

Apesar da infra-estrutura de produção automatizada ser muito mais cara e complexa, o nível de produtividade, velocidade e precisão deste novo modelo era incomparável. Mesmo assim, a área de produção era constantemente massacrada pela organização, exigindo níveis de produção cada vez maiores, exatamente para justificar os altos investimentos realizados. Fatores como falta de qualidade, re-trabalho, eficiência operacional eram ignorados pelos executivos, pois o que interessava eram apenas os sucessivos recordes de produção. 

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13/09/2008 10:54:00





Artigo - Artigo Engenharia de Software - Agilidade ou Controle Operacional? Os dois!

Esse artigo faz parte da revista Engenharia de Software edição especial. Clique aqui para ler todos os artigos desta edição

Processo

Agilidade ou Controle Operacional? Os dois! 

Quando os modelos CMMI e RUP foram popularizados, as empresas convenceram-se de que, para gerenciar a crescente complexidade do setor de TI, seria fundamental ampliar o nível do controle operacional sobre todos os projetos existentes.

Apesar de muitas empresas seguirem à risca a cartilha do CMMI, formalizando seus processos, padronizando seus artefatos e reduzindo as flutuações de qualidade e incertezas dos projetos, muitas delas não obtiveram os resultados financeiros desejados. Suas receitas financeiras e lucros operacionais foram reduzidos em função do aumento dos custos e a crescente dilatação dos prazos de entrega.

Infelizmente, as empresas e profissionais deram apenas ênfase ao controle operacional, implementando cada vez mais artefatos, controles e procedimentos internos. Desta forma, os processos tornaram-se mais pesados, provocando uma grande lentidão operacional, sinalizando uma perda contínua de agilidade para seus clientes e o mercado.

O movimento ágil foi o ressurgimento de um ponto de vista que foi esquecido pela TI, quando abraçamos tão fortemente os processos e controles operacionais e negligenciamos a agilidade de nossos projetos.

O modelo ágil orienta empresas, profissionais e metodologistas a pensarem na TI como uma organização veloz, onde o tempo de resposta não pode ser sacrificado. Quanto mais rápida uma empresa, mais entregas são realizadas em um menor espaço de tempo, gerando mais oportunidades de faturamento, o que reverte imediatamente em maior rentabilidade nos negócios.

Porém, a ênfase na agilidade também possui suas restrições - ser rápido leva inevitavelmente a um novo limite operacional. Somente com controles gerenciais bem implementados, poderemos ultrapassar estes limites sem provocarmos um colapso nos serviços da TI.

Desta forma, o grande desafio das organizações do futuro é conseguir conciliar agilidade e controle operacional simultaneamente, possibilitando a área de TI operar com o máximo de qualidade e produtividade.

O objetivo deste artigo é justamente apresentar um modelo que combine agilidade e controle operacional numa única abordagem, viabilizando o que chamo de Organizações TI de Alto Desempenho.

Entendendo o Momento Atual

É crescente o movimento de profissionais e empresas interessadas na adoção dos chamados modelos ágeis, como uma opção aos modelos controlados, liderados mundialmente pelo CMMI e abordagens equivalentes.

Existem inúmeros debates sobre as vantagens e desvantagens dos dois modelos, onde profissionais e especialistas buscam estabelecer critérios que definem em quais contextos uma abordagem deve ou não ser empregada.

Atrás da busca pelo melhor modelo, muitos executivos encontram-se na situação delicada de decidir qual a estratégia a ser seguida pela empresa. Muitos já iniciaram o processo de adequação aos padrões CMMI e agora estas ações passam a ser questionadas por profissionais que defendem as abordagens ágeis.

Para piorar, os executivos deparam-se com uma TI dividida, onde equipes trabalham juntas mais acreditam em abordagens diferentes. Inevitavelmente, o boicote entre as equipes ocorre de uma forma silenciosa, alimentando mais a rivalidade entre aqueles que defendem seus pontos de vista.

Foi neste momento que tomei consciência do período delicado que muitas organizações estão passando. Nunca o momento foi tão favorável a investimentos de TI, porém o excesso de alternativas estão gerando um alto nível de incertezas em nossos executivos, o que provoca uma paralisação nestes investimentos.

Desta forma, elaborei um modelo de gestão de TI que respeitasse as abordagens em andamento, chamado aqui de Modelo Controlado, e permitisse uma adoção gradual de novos conceitos que poderiam dar mais velocidade à TI, chamado aqui de Modelo Ágil.

Este modelo de gestão baseia-se em indicadores objetivos, não em conceitos ou abordagens de trabalho. Estes indicadores monitoram a agilidade e o controle operacional dos projetos, possibilitando acompanhar o desempenho de todas suas equipes, independente de suas características e restrições.

Antes de abordarmos este modelo de gestão de TI, seria conveniente explorarmos um pouco mais sobre as abordagens controladas e ágeis, para compreendermos melhor como combinar estes elementos nesta proposta.

Na Tabela 1 é apresentado um pequeno resumo das principais diferenças entres as duas abordagens.

 

Características

Modelo Ágil

Modelo Controlado

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03/03/2008 16:15:00





 

Atua há 17 anos no gerenciamento de processos voltados à Qualidade e Engenharia de Software. Pós-Graduado em Capacitação Gerencial pela FEA-USP e em Gestão Empresarial pelo Instituto Trevisan. É Bacharel em Administração de Empresas pela Fundação Santo André. Diretor de Inovação da ALATS (Associação Latino-Americana de Teste de Software) e Engenheiro de Software responsável pelo Framework X-Zone. Autor do Livro Garantia da Qualidade de Software.
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