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Engenharia de Software edição especial.
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Processo
Agilidade ou Controle Operacional? Os dois!
Quando os modelos CMMI e RUP foram popularizados, as empresas convenceram-se de que, para gerenciar a crescente complexidade do setor de TI, seria fundamental ampliar o nível do controle operacional sobre todos os projetos existentes.
Apesar de muitas empresas seguirem à risca a cartilha do CMMI, formalizando seus processos, padronizando seus artefatos e reduzindo as flutuações de qualidade e incertezas dos projetos, muitas delas não obtiveram os resultados financeiros desejados. Suas receitas financeiras e lucros operacionais foram reduzidos em função do aumento dos custos e a crescente dilatação dos prazos de entrega.
Infelizmente, as empresas e profissionais deram apenas ênfase ao controle operacional, implementando cada vez mais artefatos, controles e procedimentos internos. Desta forma, os processos tornaram-se mais pesados, provocando uma grande lentidão operacional, sinalizando uma perda contínua de agilidade para seus clientes e o mercado.
O movimento ágil foi o ressurgimento de um ponto de vista que foi esquecido pela TI, quando abraçamos tão fortemente os processos e controles operacionais e negligenciamos a agilidade de nossos projetos.
O modelo ágil orienta empresas, profissionais e metodologistas a pensarem na TI como uma organização veloz, onde o tempo de resposta não pode ser sacrificado. Quanto mais rápida uma empresa, mais entregas são realizadas em um menor espaço de tempo, gerando mais oportunidades de faturamento, o que reverte imediatamente em maior rentabilidade nos negócios.
Porém, a ênfase na agilidade também possui suas restrições - ser rápido leva inevitavelmente a um novo limite operacional. Somente com controles gerenciais bem implementados, poderemos ultrapassar estes limites sem provocarmos um colapso nos serviços da TI.
Desta forma, o grande desafio das organizações do futuro é conseguir conciliar agilidade e controle operacional simultaneamente, possibilitando a área de TI operar com o máximo de qualidade e produtividade.
O objetivo deste artigo é justamente apresentar um modelo que combine agilidade e controle operacional numa única abordagem, viabilizando o que chamo de Organizações TI de Alto Desempenho.
Entendendo o Momento Atual
É crescente o movimento de profissionais e empresas interessadas na adoção dos chamados modelos ágeis, como uma opção aos modelos controlados, liderados mundialmente pelo CMMI e abordagens equivalentes.
Existem inúmeros debates sobre as vantagens e desvantagens dos dois modelos, onde profissionais e especialistas buscam estabelecer critérios que definem em quais contextos uma abordagem deve ou não ser empregada.
Atrás da busca pelo melhor modelo, muitos executivos encontram-se na situação delicada de decidir qual a estratégia a ser seguida pela empresa. Muitos já iniciaram o processo de adequação aos padrões CMMI e agora estas ações passam a ser questionadas por profissionais que defendem as abordagens ágeis.
Para piorar, os executivos deparam-se com uma TI dividida, onde equipes trabalham juntas mais acreditam em abordagens diferentes. Inevitavelmente, o boicote entre as equipes ocorre de uma forma silenciosa, alimentando mais a rivalidade entre aqueles que defendem seus pontos de vista.
Foi neste momento que tomei consciência do período delicado que muitas organizações estão passando. Nunca o momento foi tão favorável a investimentos de TI, porém o excesso de alternativas estão gerando um alto nível de incertezas em nossos executivos, o que provoca uma paralisação nestes investimentos.
Desta forma, elaborei um modelo de gestão de TI que respeitasse as abordagens em andamento, chamado aqui de Modelo Controlado, e permitisse uma adoção gradual de novos conceitos que poderiam dar mais velocidade à TI, chamado aqui de Modelo Ágil.
Este modelo de gestão baseia-se em indicadores objetivos, não em conceitos ou abordagens de trabalho. Estes indicadores monitoram a agilidade e o controle operacional dos projetos, possibilitando acompanhar o desempenho de todas suas equipes, independente de suas características e restrições.
Antes de abordarmos este modelo de gestão de TI, seria conveniente explorarmos um pouco mais sobre as abordagens controladas e ágeis, para compreendermos melhor como combinar estes elementos nesta proposta.
Na Tabela 1 é apresentado um pequeno resumo das principais diferenças entres as duas abordagens.
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Características |
Modelo Ágil |
Modelo Controlado |
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