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Artigo - Testes: avaliação por quantidade ou por qualidade? - Revista Engenharia de Software Magazine 49

Como toda boa frase dentro da propaganda e marketing que consiga fixar uma marca, uma ideia ou produto, esta dos anos 80 dos biscoitos “Tostines” ainda fervilha em muitos dos cérebros e parece ainda explodir de vez em quando ao escutarmos: “Tostines vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais?”. Já se vão uns incríveis 30 anos!
Pois bem, levando-se em consideração que o desenvolvimento de software tenha formalmente uns 40 anos no Brasil, como disciplina, formalizado e com adoção de melhores práticas e metodologias, testes de software têm aproximadamente 20, ou seja, por volta da metade do tempo da formalização do desenvolvimento.

Já a palavra “qualidade” elencada como parte das características de produtos, serviços e marcas, como tópico de venda dos mesmos, apesar de sempre existir em cada um deles a mais ou menos uns 30 anos, apenas há uns 15 passou a ser colocada e evidenciada como “diferencial”.

Ao longo de minha formação acadêmica e de experiência prática, percebi que os diretores de sistemas, executivos, os responsáveis por áreas de qualidade e testes ainda têm dificuldades de montar cases que justifiquem os investimentos em testes de software; “Quanto é válido de budget reservado para processos de Qualidade?”. E o pior de todos os pensamentos secretos: “Bem, se eu produzir realmente sem muita qualidade, quando eu conseguir entregar ou vender, os problemas serão de outras áreas, outros centros de custos, ou de outros responsáveis e clientes”.

Por isso, neste artigo procuramos explorar alguns paradoxos como “Quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha?”, “Tostines vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais?” para fazer gravar este jogo de palavras para cada momento nos quais se discuta a produção de software seja ele vendas, contratação de serviços e aquisições de ferramentas: “Tem Qualidade porque Testa mais?, ou testa mais porque tem Qualidade?”.
Para fixar o assunto somos obrigados a lembrar de outras que acabam não fazendo parte de paradoxos tão grandes ou conhecidos e populares, mas que sempre afetam os negociadores, os representantes de desenvolvimentos de produtos de software e demais processos produtivos, tais como:
1. Nosso produto de software tem qualidade?
2. O custo dos investimentos para termos ou contratarmos testes formais é justificável?
3. Nosso process ...
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06/06/2012 13:23:00





 

Pós-Graduado em Gestão da Qualidade de Software pelo Senac de São Paulo, Tecnólogo em Informático pelo IPEP São Paulo, Membro oficial do TMMI, Diretor de Q.A. na IC TI Solutions e Certificado em Testes de Software pelo IBQTS e ATQ. Atualmente é Test Manager / Test Strategist na IBM, com ampla experiência em projetos e implementação de soluções de Qualidade e Testes de Software, ferramentas especializadas para testes de software, de vendors como IBM-Rational, HP-Mercury, Borland e demais suites open souce e free.
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