Técnicas de testes exploratórios - Revista Engenharia de Software Magazine 56

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Este artigo apresenta as técnicas de testes exploratórios de forma a desmistificar esse tipo de teste. Para realizar testes exploratórios são necessárias técnicas que envolvem conhecimentos da área de qualidade de software.

Artigo do tipo Estudo de Caso
Recursos especiais neste artigo:
Contém nota Quickupdate, Conteúdo sobre Arquitetura.

Do que se trata o artigo
Apresentar as técnicas de testes exploratórios de forma a desmistificar esse tipo de teste. Para realizar testes exploratórios são necessárias técnicas que envolvem conhecimentos da área de qualidade de software.

Em que situação o tema útil
Testes exploratórios são uma boa alternativa em busca da qualidade em projetos de software quando o projeto tem um prazo muito apertado, ou quando a documentação está desatualizada. Além disso, o teste exploratório também deve ser considerado como uma abordagem complementar a um teste planejado.

Técnicas de Testes Exploratórios
O teste exploratório nem sempre é bem entendido por todos os profissionais de TI, ora por considerar que apenas testes exploratórios são suficientes, ora por considerar que qualquer um pode realizar um teste exploratório. Veremos aqui que este tipo de teste é de extrema importância e existe a técnica, o momento e a pessoa correta para executá-lo.

A qualidade de software é uma área de conhecimento que objetiva garantir que o produto seja entregue com o mínimo de defeitos através da definição e normatização de processos de desenvolvimento. Seu principal objetivo é garantir um produto final que satisfaça às expectativas do cliente, dentro daquilo que foi acordado inicialmente.

Contudo, para que a equipe de qualidade consiga auxiliar na garantia da qualidade do software, é necessário respeitar todas as fases que antecedem uma execução, e entre essas fases, temos o planejamento dos testes. Na fase de planejamento são criados cenários de testes, casos de testes e as massas de testes necessárias para realizar uma cobertura considerável no projeto que será testado, auxiliando a reduzir os riscos desse produto apresentar qualquer problema quando estiver em uso.

Entretanto, mesmo com o planejamento efetuado, nem sempre o objetivo das atividades de garantia da qualidade são alcançados. Isto pode acontecer por diversos fatores: ciclos de desenvolvimento curtos, projeto sem documentação, entre outros. Nesses casos pode ser adotada uma técnica denominada “Testes Exploratórios”.

Teste exploratório é uma abordagem que oferece uma liberdade maior ao testador, de maneira que torna-se possível interagir com a aplicação da forma que considerar mais adequada e utilizar as informações obtidas que provê para direcionar os testes dentro do cenário existente, e assim, realizar as combinações que julgar necessárias. Contudo, o teste exploratório não necessariamente é executado de forma isolada. Pode ser utilizado também como um teste complementar, ou seja, após a execução de um teste planejado, é realizada uma “varredura” na aplicação, realizando testes exploratórios para resgatar “bugs” que tenham passado despercebidos e que têm seu grau de importância no projeto.

Apesar de poder ser utilizado para testes complementares, os testes exploratórios geralmente são utilizados isoladamente. Isso ocorre porque a abordagem exploratória é a melhor maneira de testar um produto rapidamente para tentar garantir o mínimo de qualidade possível, quando o tempo não permite um teste planejado.

Para entender como aplicar as técnicas dos testes exploratórios, primeiramente é importante entender o objetivo desse tipo de teste, veremos aqui três objetivos:

1. Obter uma compreensão de como funciona a aplicação. Geralmente utilizado por novos testadores para auxiliá-los a identificar pontos de entrada de testes e desafios específicos, mas também, pode ser utilizado por testadores mais experientes com o intuito de explorar a aplicação para entender a profundidade de suas necessidades de testes;

2. Expor as capacidades da aplicação. Auxilia a identificar provas de que o software executa a função para a qual foi concebido e que satisfaz as suas necessidades;

3. Explorar a aplicação antes da liberação para realização de um teste planejado. Permite que a aplicação passe por uma análise inicial antes da liberação formal para a equipe de testes, possibilitando que sejam encontrados pontos vulneráveis e suscetíveis a erros antecipadamente.

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