Testes: avaliação por quantidade ou por qualidade? - Revista Engenharia de Software Magazine 49

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Neste artigo serão abordadas algumas perguntas interessantes que pairam sobre as mentes envolvidas direta ou indiretamente com qualidade e testes de software.

Do que se trata o artigo:

Neste artigo serão abordadas algumas perguntas interessantes que pairam sobre as mentes envolvidas direta ou indiretamente com qualidade e testes de software, bem como as devidas respostas que induzam à reflexão e novas óticas sobre estas perguntas.


Em que situação o tema é útil:

Os pontos destacados neste artigo serão úteis para compreensão do panorama atual da “Qualidade em produtos de Software”, implantação de equipes e processos ligados ao estabelecimento ou aprimoramento de processos de qualidade e testes de software. Quando da aprovação de CIOs, CFOs ou membros de board’s para processos de qualidade, gerentes de teste, líderes de testes, arquitetos, analistas e executores de testes, todos em momentos diferentes de testes terão melhor compreensão da importância de seus respectivos processos na busca pela qualidade.

Resumo DevMan:

A busca por produção de softwares com maior qualidade continua a se expandir vertiginosamente. No entanto, a compreensão da própria qualidade nos processos produtivos ainda é baixa, o que nos leva a sérios embates sobre a questão de saber o que produzir, mas não ter certeza alguma se o como produzir está seguindo a mesma diretriz de produzir com qualidade. Neste sentido, este artigo discorre sobre conceitos de qualidade de software, apresando algumas opiniões do autor sobre o assunto.

Como toda boa frase dentro da propaganda e marketing que consiga fixar uma marca, uma ideia ou produto, esta dos anos 80 dos biscoitos “Tostines” ainda fervilha em muitos dos cérebros e parece ainda explodir de vez em quando ao escutarmos: “Tostines vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais?”. Já se vão uns incríveis 30 anos!

Pois bem, levando-se em consideração que o desenvolvimento de software tenha formalmente uns 40 anos no Brasil, como disciplina, formalizado e com adoção de melhores práticas e metodologias, testes de software têm aproximadamente 20, ou seja, por volta da metade do tempo da formalização do desenvolvimento.

Já a palavra “qualidade” elencada como parte das características de produtos, serviços e marcas, como tópico de venda dos mesmos, apesar de sempre existir em cada um deles a mais ou menos uns 30 anos, apenas há uns 15 passou a ser colocada e evidenciada como “diferencial”.

Ao longo de minha formação acadêmica e de experiência prática, percebi que os diretores de sistemas, executivos, os responsáveis por áreas de qualidade e testes ainda têm dificuldades de montar cases que justifiquem os investimentos em testes de software; “Quanto é válido de budget reservado para processos de Qualidade?”. E o pior de todos os pensamentos secretos: “Bem, se eu produzir realmente sem muita qualidade, quando eu conseguir entregar ou vender, os problemas serão de outras áreas, outros centros de custos, ou de outros responsáveis e clientes”.

Por isso, neste artigo procuramos explorar alguns paradoxos como “Quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha?”, “Tostines vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais?” para fazer gravar este jogo de palavras para cada momento nos quais se discuta a produção de software seja ele vendas, contratação de serviços e aquisições de ferramentas: “Tem Qualidade porque Testa mais?, ou testa mais porque tem Qualidade?”.

Para fixar o assunto somos obrigados a lembrar de outras que acabam não fazendo parte de paradoxos tão grandes ou conhecidos e populares, mas que sempre afetam os negociadores, os representantes de desenvolvimentos de produtos de software e demais processos produtivos, tais como:

1. Nosso produto de software tem qualidade?

2. O custo dos investimentos para termos ou contratarmos testes formais é justificável?

3. Nosso processo produtivo sem contemplar a área de qualidade formalmente acaba sendo mais custoso?

4. Se aumentarmos a quantidade dos mesmos testes que temos hoje, nossa qualidade aumenta?

5. Como devemos observar e entender o ROI para qualidade e testes de software?

Ao longo deste artigo, esperamos responder estas perguntas buscando uma linguagem que propicie aos leitores um melhor entendimento sobre os diferentes aspectos considerados por cada uma delas. Com isso, esperamos fazer com que membros de diretorias, CIOs, CFOs, analistas de testes, testadores, gerentes de qualidade, engenheiros de software e demais profissionais da área e interligadas direta ou indiretamente a esta parte produtiva de software possam se enquadrar nestes cenários e poder atuar melhor cada um em seu papel.

Nosso produto de software tem qualidade?

A percepção de qualidade de um produto de software pode se dar de várias formas. Uma delas seria no período de pós-implantação do produto, a ausência de defeitos graves.

Mas a questão mais central relacionada a todos os produtos, e não só aos de software seria a “Confiança” de clientes e usuários após a sua aquisição, contratação ou implantação. Pensem assim comigo: “Por que ao entrarmos em um carro para um "

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