Trabalhando com Business Intelligence – Parte 1 - Revista SQL Magazine 111

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Neste artigo serão apresentadas as técnicas básicas envolvidas na criação de um data warehouse, na modelagem da base multidimensional, no processo de ETL, na modelagem e publicação da parte lógica do cubo (metadados).

Artigo do tipo Tutorial
Recursos especiais neste artigo:
Contém nota Quickupdate, Conteúdo sobre boas práticas, Artigo no estilo Curso Online

Trabalhando com Business Intelligence – Parte 1
Business Intelligence se refere ao conjunto de conceitos, métodos e recursos tecnológicos que habilitam a obtenção e distribuição de informações geradas a partir de dados operacionais e históricos, visando proporcionar subsídios a tomada de decisões gerenciais.

Uma característica fundamental de um processo de BI é que nele os dados são copiados da base de dados transacional e de outras fontes, para a base de dados analítica, o que permite que as informações sejam extraídas desta última sem que a performance do sistema transacional seja prejudicada e da forma mais eficiente, eficaz e visualmente agradável possível, sempre focada na tomada de decisão.

Os dados podem, na sua origem, estar estruturados ou não, ou seja, podem vir de um sistema de informação com dados organizados e corretamente normalizados em tabelas e colunas, e podem ainda serem extraídos de sites da internet como texto puro, áudio, vídeo ou outros formatos. Apesar disso, em ambas as situações eles devem ser tratados e gravados em um formato que facilite a extração de informações e apoie as decisões dos gestores.

Neste artigo serão apresentadas as técnicas básicas envolvidas na criação de um data warehouse, na modelagem da base multidimensional, no processo de ETL, na modelagem e publicação da parte lógica do cubo (metadados) e, por fim, na visualização dos dados em uma ferramenta OLAP.


Em que situação o tema é útil
O tema é útil a todos que têm a necessidade de implantar uma solução de Business Intelligence e não têm como dispender grandes quantias de dinheiro em licenças e servidores. A solução apresentada é gratuita e escalável, entretanto os conceitos e as técnicas apresentadas podem ser aplicados em quaisquer ferramentas de BI.

Ao longo da década de 90 vivemos a descoberta da internet, ocasião em que a rede mundial de computadores revelou-se um ótimo mercado, surgindo a partir daí o e-commerce, os portais de notícias, de músicas e, o que vem revolucionado o mundo, as redes sociais.

Concomitante à corrida pela visibilidade na internet, com o custo do hardware cada vez menor, as empresas investiram em seus sistemas de informação, que se tornaram imprescindíveis. Desde panificadoras até a montagem robotizada de veículos automotivos, todos necessitam de um software especializado para gerir as etapas de seus processos.

Entretanto, seja pela dificuldade enfrentada pelas empresas em criar software sob medida para suas necessidades, seja pela complexidade envolvida em manter uma equipe interna de TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação), seja pelos custos elevados da terceirização desse desenvolvimento, a maioria adquire vários produtos de terceiros para gerir diversas áreas da empresa como o RH, Financeiro, Gestão de Projetos, Gestão de Clientes, Ensino à Distância, entre outros, o que acarreta em dados redundantes, descentralizados e em Sistemas Gerenciadores de Bancos de Dados Relacionais (SGBDRs) distintos, ao invés de serem armazenados em uma única base de dados, corporativa, normalizada e íntegra.

Diante da situação criada pela descentralização e heterogeneidade dos dados, o grande desafio do momento é integrá-los, interpretá-los e transformá-los, de alguma forma, em informação relevante ao seu negócio, possibilitando, com a devida análise, a criação de conhecimento.

O conhecimento pode, muitas vezes, ser o diferencial de uma empresa, pois possibilita ressaltar os seus pontos fortes e mitigar os riscos envolvidos nos pontos fracos. Tendo um retrato fiel da realidade, uma empresa consegue, em muitos casos, com base nos dados históricos, fazer uma previsão bastante assertiva do futuro e utilizá-la como embasamento para suas decisões.

Com base nisso, nesta primeira parte da série serão considerados os conceitos mais relevantes da Business Intelligence (BI), seguidos da apresentação da suíte Pentaho, capaz de contemplar no case proposto, todos os requisitos e regras de negócio elencados por uma empresa fictícia, com diversas filiais. Analisando a base origem e levando em conta os requisitos e regras de negócio, será descrito o raciocínio necessário para a modelagem da base destino, em formato estrela. Por fim, dando início ao tutorial propriamente dito, tem-se o passo a passo para a instalação e configuração do Pentaho Data Integration.

BI não é um bicho de sete cabeças

O termo Business Intelligence provoca arrepios em muita gente. Atualmente, afirma-se que as grandes vendedoras de soluções proprietárias e seus especialistas pintam um “bicho de sete cabeças” para justificar as altas cifras envolvidas. Esta é uma atividade altamente especializada e exige, em suas diversas etapas, profissionais treinados com uma gama muito grande de conhecimentos. Entretanto, o processo de BI propriamente dito é bastante simples.

Em 1992, o Gartner Group (veja a Nota do DevMan 1) definiu Business Intelligence como o “conjunto de conceitos, métodos e recursos tecnológicos que habilitam a obtenção e distribuição de informações geradas a partir de dados operacionais e históricos, visando proporcionar subsídios a tomada de decisões gerenciais”. O termo pode ser traduzido como inteligência empresarial ou inteligência de negócios.

Nota DevMan 1. Gartner Group

O Gartner é uma empresa de consultoria fundada em 1979, por Gideon Gartner, com sede nos Estados Unidos, em Stamford, Connecticut. Atualmente conta com 5.300 associados, incluindo 1.280 consultores e analistas. Referência por ser formadora de opinião, trabalha em pesquisas de mercado e vende seus relatórios com incrível valor agregado para empresas privadas e para o governo de 85 países.

Uma característica fundamental de um processo de BI é que nele os dados são copiados da base de dados transacional e de outras fontes, para a base de dados analítica (veja as Notas do DevMan 2 e 3), o que permite que as informações sejam extraídas desta última sem que a performance do sistema transacional seja prejudicada e da forma mais eficiente, eficaz e visualmente agradável possível, sempre focada na tomada de decisão.

Os dados podem, na sua origem, estar estruturados ou não, ou seja, podem vir de um sistema de informação com dados organizados e corretamente normalizados em tabelas e colunas, e podem ainda serem extraídos de sites da internet como texto puro, áudio, vídeo ou outros formatos. Apesar disso, em ambas as situações eles devem ser tratados e gravados em um formato que facilite a extração de informações e apoie as decisões dos gestores.

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