TV DIGITAL no Brasil – Parte 02

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Neste artigo veremos o framewokr de desenvolvimento.

TV DIGITAL no Brasil – Parte 02

 

Por: Rodrigo Junqueira de Oliveira

Framework de desenvolvimento

 

Como vimos no artigo sobre TV Digital, a TV Digital interativa necessita da programação desta interatividade através do middleware. A definição do middleware, camada que oferece este serviço, e a escolha do Governo Brasileiro em desenvolver seu padrão é explanado a seguir.

 

Middleware

 

O complexo sistema do terminal de acesso da TV digital interativa é representado por uma arquitetura em camadas em que cada camada oferece serviços para a camada superior e usa os serviços oferecidos pela subjacente. Desta forma, as aplicações, executadas na TV digital fazem uso dos serviços de uma camada de middleware.

 

O middleware – ou camada do meio – é uma camada de software que tem por finalidade oferecer um serviço padronizado para as aplicações (camada de cima), escondendo as peculiaridades e heterogeneidades das camadas inferiores (tecnologias de compressão, de transporte e de modulação). As principais funções de um middleware para a televisão digital interativa são [5]:

  • Possibilitar a execução de aplicações, fornecendo para as mesmas um conjunto de APIs bem definido, abstraindo características específicas de hardware e de sistema operacional;
  • Fornecer serviços para estas aplicações tais como, serviços de comunicação, acesso a fluxos elementares de áudio, vídeo e dados.

 

O uso do middleware facilita a portabilidade das aplicações, permitindo que sejam transportadas para qualquer receptor digital ou STB que suporte o middleware adotado, independente da marca ou sistema operacional que ele utilize. Essa portabilidade é primordial em sistemas de TV digital, pois não é prudente considerar como premissa que todos os receptores digitais sejam exatamente iguais.

 

Buscando evitar uma proliferação de padrões de middleware, os principais sistemas existentes de TV digital, terrestre – norte-americano, europeu e japonês – adotam um padrão de middleware em seus receptores.

 

Requisitos de middleware para IDTV

 

A camada de middleware segue uma série de requisitos para que suas funções sejam realizadas de forma eficaz. Os quatro principais requisitos são [5]:

  • Confiabilidade - ao contrário dos usuários de computadores pessoais, os usuários de televisão não estão acostumados a problemas de desempenho e desejam ver e utilizar seus programas sem falhas que os levem a estar em uma situação de negação de serviço. É importante ressaltar que um sistema com falhas pode levar uma reputação má a toda uma infra-estrutura montada, mesmo que esta seja de excelente qualidade. Por exemplo, a rapidez de resposta do sistema ao usuário em aplicações como anúncios virtuais, que podem gerar altas taxas de requisição, é essencial para a utilização por parte dos usuários.

  • Segurança - o middleware deve dispor de mecanismos seguros, como autenticação, criptografia, políticas de acesso, dentre outros, que garantam ao usuário o recebimento e envio de dados, assim como a execução dos componentes. Por exemplo, em transações envolvendo senhas, como compras com cartão de crédito, o middleware deve gerenciar a troca de dados provendo a segurança das informações, transações e valores.

  • Extensibilidade - com o acelerado processo de inovação tecnológica, é necessário que o middleware suporte os futuros softwares e dispositivos de hardware desenvolvidos. Por isso, o middleware tem de ser extensível (Souza, 2003). Por exemplo, integração com sistemas biométricos (impressão digital, dinâmica da digitação, assinatura dinâmica, reconhecimento de voz, face, geometria das mãos, íris, retina, etc.) e, até mesmo, com sistemas de realidade virtual (mouse 3D, joystick, luvas, sensores acoplados ao corpo etc.).

  • Reflexibilidade - considerando a heterogeneidade das plataformas dos STBs, é importante que a camada de middleware possua a característica de reflexão, ou seja, que além da interface tradicional possuam uma meta-interface, cuja aplicação pode requisitar ao middleware uma capacidade de conhecimento do ambiente e de modificação, adequando as necessidades de um dispositivo ou protocolo específico para otimizar, por exemplo, a performance ou características de interface com o usuário.

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

[5] LEITE, L. E. C., et al. FlexTV – Uma Proposta de Arquitetura de Middleware para o Sistema Brasileiro de TV Digital (FlexTV – a Middleware Architecture Proposal for the Brazilian Digital TV System). In: Revista de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais, v. 2, pp 29-50, 2005;

 








 
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