TV DIGITAL no Brasil – Parte 04

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Neste artigo veremos as categorias de Midleware.

TV DIGITAL no Brasil – Parte 04

 

Por: Rodrigo Junqueira de Oliveira

Categorias de Middleware

Conforme já foi dito no artigo anterior, em aplicações para TV digital, poderão ser utilizadas linguagens declarativas ou não procedurais, dependendo do objetivo da aplicação, portanto os dois tipos de aplicação irão coexistir. O terminal de acesso deverá prover em seu software uma solução que integre a execução de tais aplicações.

O Middleware Declarativo

 

Baseado em um ambiente de aplicações declarativo, dá suporte a aplicações desenvolvidas em linguagens declarativas, ou padrão HTML. A linguagem HTML é dominante na Internet, devido à sua simplicidade e oferecer diversos recursos de fácil utilização. Como não foi projetada para ser utilizada em TV digital interativa, apresenta limitações. Outras linguagens declarativas como o SMIL, XMT-O e NCL, foram projetadas para este fim.

O foco da produção de conteúdo para a TV digital é a interatividade; as linguagens declarativas não requerem do programador domínio de cada passo a ser executado pelo programa; este fornece apenas o conjunto de tarefas a ser realizadas, cabendo ao executor da linguagem (interpretador, compilador ou a própria máquina real ou virtual de execução) implementar estas tarefas. As linguagens declarativas facilitam o desenvolvimento de aplicações, por parte de profissionais que não dominem as GEM ferramentas de programação, quando o conteúdo requer interação com o usuário, alternativa que minimiza os custos do desenvolvimento de conteúdo.

O conteúdo declarativo é recebido via fluxo de transporte de radiodifusão e armazenado localmente no terminal de acesso, ou acessado remotamente, mediante uma solicitação, via canal de retorno do terminal de acesso. Estes conteúdos multimídia são formados por diferentes tipos de mídias sincronizados, além de áudio e vídeo que compõem o fluxo normal. O middleware declarativo consiste em uma aplicação residente de navegação (agente de usuário) implementada nativamente no terminal de acesso - STB - ou receptor digital, que possibilitará a interação do usuário com o conteúdo.

O Middleware Procedural

A segunda alternativa é baseada em um ambiente de aplicações procedural, termo que agrega as linguagens não declarativas, entre estas o JAVA TV, embora não seja essa a terminologia usual em linguagem de programação. Desenvolver aplicações nesta plataforma requer domínio da linguagem de programação, pois, todo o fluxo de controle e execução do programa deverá ser informado. O programador possui maior poder sobre o programa, o que requer conhecimento dos recursos de implementação.

A função do middleware é possibilitar que as aplicações possam ser escritas de modo o mais independente possível do hardware e do sistema operacional presentes nos receptores digitais, permitindo a um mesmo código de aplicação ser carregado e executado em diferentes equipamentos. O middleware procedural é apresentado na forma de uma Máquina Virtual Java e um conjunto de APIs que convergem para o padrão MHP-GEM. Java é a linguagem de desenvolvimento suportada pelos principais middlewares para TV digital, existentes (MHP, DASE, ARIB, OCAP e ACAP).

É também neste cenário que se inserem as extensões sugeridas para o middleware: ensino a distância e gravador pessoal digital. A primeira se beneficia do canal de retorno para a interação completa entre o aluno e o provedor de serviços, mas não depende desta interação para que o usuário possa acessar os conteúdos. A segunda não utiliza o canal de retorno, mas, requer um terminal de acesso mais avançado, com grande capacidade de armazenamento (STB com disco rígido).

Grandes oportunidades de pesquisa estão nas aplicações interativas (conteúdo para TV Interativa) e nos padrões de middleware, que vão dar o suporte para estas aplicações.

 
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