TV DIGITAL no Brasil – Parte 05

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Neste artigo falaremos sobre o GINGA-J.

TV DIGITAL no Brasil – Parte 05

 

Por: Rodrigo Junqueira de Oliveira

GINGA-J – O MIDDLEWARE DO SBTVD-T

 

No Decreto 5.820, o Governo Brasileiro assume o compromisso de incorporar inovações tecnológicas, aprovadas pelo Comitê de Desenvolvimento, ao padrão de modulação ISDB-T.

 

Uma das muitas e talvez a mais importante inovação tecnológica desenvolvida pelos pesquisadores brasileiros concentra-se no middleware. A junção dos resultados de pesquisas, que originaram o middleware procedural FlexTV, com os resultados obtidos com o middleware declarativo Maestro, originaram o middleware Ginga [3]. Esta camada de software, que vai estar presente nos set-top boxes, reúne um conjunto de tecnologias e inovações brasileiras que o tornam a especificação de middleware mais avançada e, ao mesmo tempo, mais adequada à realidade do País.

 

O middleware Ginga, de acordo com os projetos que lhe deram origem, segue o padrão GEM de middleware procedural, e tem por base declarativa a linguagem NCL (Nested Context Language). Historicamente a linguagem NCL deriva do modelo NCM, resultado de pesquisas da academia brasileira, que contribuiu para as especificações do padrão MHEG, base do primeiro middleware declarativo da TV européia, até hoje um dos mais utilizados.

 

O middleware declarativo dá suporte a aplicações desenvolvidas em linguagens declarativas, ao passo que o middleware procedural dá suporte a aplicações desenvolvidas em linguagens não-declarativas. Middlewares declarativos e procedurais são complementares. O middleware Ginga dará suporte a aplicações desenvolvidas em linguagens declarativas Ginga-ncl, e não declarativas Ginga-j.

 

O nome Ginga é sugestivo, no estilo bem brasileiro, “Ginga, porque esperamos poder afirmar que todos os brasileiros têm Ginga”, segundo os lideres do projeto. Esta afirmação se refere ao alcance que a TV digital interativa deverá ter nos lares brasileiros e a autonomia, que a adoção de tecnologia nacional proporcionará aos desenvolvedores de softwares e produtores de conteúdo para a nova mídia televisiva.

 

É no middleware que o Brasil tem a chance de criar seu “padrão”, esta declaração feita por James Beveridge, diretor da Microsoft, relata a importância do software na definição de um padrão e o potencial da indústria de software brasileira (BEVERIDGE, 2005).

 

A academia brasileira, mediante a competência de seus pesquisadores, desenvolveu o Ginga, um middleware inovador, que permitirá que programas produzidos no Brasil se comuniquem com outros padrões, assim como programas produzidos em outros padrões possam sem exibidos no SBTVD-T, além de atender às peculiaridades da produção de conteúdos para a diversidade de necessidades brasileiras.

 

O middleware Ginga pode ser dividido em três subsistemas principais:

  • Ginga-CC (Ginga Common-Core) - Oferece o suporte básico para os ambientes declarativos (Ginga-NCL) e procedural (Ginga-J). Dependendo das funcionalidades requeridas no projeto de cada aplicação, um paradigma de programação (declarativo ou procedural) possuirá uma melhor adequação que o outro;
  • Ginga-J - Desenvolvido pela UFPB (Universidade Federal da Paraíba) para prover uma infra-estrutura de execução de aplicações baseadas em linguagem Java, com facilidades especificamente voltadas para o ambiente de TV digital;
  • Ginga-NCL - Desenvolvido pela PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro) para prover uma infra-estrutura de apresentação de aplicações baseadas em documentos hipermídia escritos em linguagem NCL, com facilidades para a especificação de aspectos de interatividade, sincronismo espaço-temporal de objetos de mídia, adaptabilidade e suporte a múltiplos dispositivos.
 
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