TV DIGITAL no Brasil – Parte 07

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Finalizaremos, neste artigo, a aquitetura do Ginga falando sobre Ginga-CC (Common Core), o ambiente de apresentação Ginga-NCL (declarativo) e o ambiente de execução Ginga-J (procedural).

TV DIGITAL no Brasil – Parte 07

 

Por: Rodrigo Junqueira de Oliveira

Arquitetura

A arquitetura da implementação de referência do middleware Ginga pode ser dividida em três grandes módulos: Ginga-CC (Common Core), o ambiente de apresentação Ginga-NCL (declarativo) e o ambiente de execução Ginga-J (procedural).

 

Ginga-CC oferece o suporte necessário aos ambientes declarativo e procedural, e tem como funções principais a exibição dos vários objetos de mídia, o controle do plano gráfico, o tratamento de dados obtidos do carrossel de objetos DSM-CC, o tratamento do canal de retorno, entre outras (Figura 8 e 9).

 

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Figura 8:
Arquitetura de alto nível, baseado na ITU -  “ITU-T Recommendation J.200: Worldwide common core – Application environment for digital interactive television services”, 2001.


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Figure 9: Componentes comuns do Ginga (ISDTV-T Forum.
“Volume 2 of ISDTV-T Standard 06”. ISDTV-T Forum Draft, December, 2006)

 

Quanto ao ambiente de apresentação Ginga-NCL, a única linguagem declarativa que oferece suporte a todos os requisitos mencionados para um middleware é a linguagem NCL (Nested Context Language), desenvolvida no Laboratório TeleMídia da PUC-Rio, e escolhida como base do Ginga. NCL é uma das principais linguagens existentes para a definição do sincronismo temporal. Como vantagem adicional, e imprescindível em um sistema de TV digital, NCL também provê suporte a variáveis, que podem ser manipuladas através de código procedural, entre eles o de sua linguagem de script Lua.

 

Lua, também desenvolvida no Departamento de Informática da PUC-Rio, constitui-se hoje em padrão internacional de fato na área de entretenimento, em especial jogos. Alguns dos principais jogos lançados nos últimos anos utilizaram Lua em seu desenvolvimento. Lua é leve, fácil de usar e possui um altíssimo desempenho.

 

Para facilitar o desenvolvimento de aplicações Ginga-NCL, a PUC-Rio desenvolveu também a ferramenta Composer. Composer é um ambiente de autoria voltado para a criação de programas NCL para TV digital interativa. Nessa ferramenta, as abstrações são definidas em diversos tipos de visões que permitem simular um tipo específico de edição (estrutural, temporal, layout textual). Essas visões funcionam de maneira sincronizada, a fim de oferecer um ambiente integrado de autoria.

 

Por sua vez, o ambiente de execução Ginga-J, desenvolvido no Laboratório LAVID da UFPB, utiliza a linguagem Java e é dividido em três partes: as APIs vermelhas, inovações que dão suporte às aplicações brasileiras, em especial as de inclusão social; as APIs amarelas, também inovações brasileiras, mas que podem ser exportadas para os outros sistemas; e as APIs verdes, que seguem o núcleo comum do padrão GEM (Globally Executable MHP) (Figura 10).

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Figure 10: APIs verde, amarela e vermelha do Ginga-J [12].

 

Diferente dos outros sistemas, os ambientes de apresentação e execução do middleware Ginga se complementam, unidos por uma ponte em uma implementação sem nenhuma redundância, o que confere ao sistema uma ótima eficiência, tanto em termos de uso de CPU quanto de ocupação de memória. Ao contrário dos outros sistemas, Ginga, desde seu projeto inicial, foi desenvolvido tendo em mente os dois ambientes de programação (Figura 10).


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

[1] GRACIOSA, Hélio Marcos M. - Uma visão da implantação da TV digital no Brasil disponível em http://www.teleco.com.br/tutoriais. Acesso em abril de 2008;

[2] CPqD ARQUITETURA DE REFERÊNCIA - Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre. PD.30.12.34A.0001A/RT-13/AA.

[3] TONIETO, Márcia Terezinha; Sistema Brasileiro de TV Digital – SBTVD - Uma Análise Política e Tecnológica na Inclusão Social; Mestrado Profissional em Computação Aplicada – UECE/CEFET - Dezembro de 2006;

[4] SOUZA FILHO, Guido Lemos de; LEITE, Luiz Eduardo Cunha; BATISTA, Carlos Eduardo Coelho Freire. Ginga-J: The Procedural Middleware for the Brazilian Digital TV System. In: Journal of the Brazilian Computer Society. No. 4, Vol. 13. p.47-56. ISSN: 0104-6500. Porto Alegre, RS, 2007;

[5] LEITE, L. E. C., et al. FlexTV – Uma Proposta de Arquitetura de Middleware para o Sistema Brasileiro de TV Digital (FlexTV – a Middleware Architecture Proposal for the Brazilian Digital TV System). In: Revista de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais, v. 2, pp 29-50, 2005;

[6] Portal do Software Público Brasileiro – Disponível em http://www.softwarepublico.gov.br/.  Acesso em maio e junho de 2008;

[7] Middleware Ginga – Disponível em http://www.ginga.org.br/ acesso em 02 de junho de 2008;

[8] DVB Document A103 – Globally Executable MHP (GEM) Specification 1.1. DVB Bluebook, 2007. Disponível em http://www.mhp.org/mhp_technology/gem/a103r1.tm3567r1.GEM1.1.1.pdf acesso em junho de 2008;

[9] Ambiente para Desenvolvimento de Aplicações Declarativas para a TV Digital BrasileiraDisponível em http://www.ncl.org.br/documentos/MDIC2007.pdf acesso em 03 de março de 2008;

[10] Construindo Programas Audiovisuais Interativos Utilizando a NCL 3.0 e a Ferramenta Composer - 2a. edição (versão 3.0) – Disponível em http://www.ncl.org.br/documentos/TutorialNCL3.0-2ed.pdf acesso em junho de 2008;

[11] CPqD ARQUITETURA DE REFERÊNCIA - Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre. PD.30.12.34A.0001A/RT-13/AA;

[12] Fórum do Sistema Brasileiro TV Digital Terrestre - http://www.forumsbtvd.org.br/;

[13] A TV Digital Brasileira - http://www.dtv.org.br/;

 [14] IDG Now. Especiais spbre TV Digital - http://idgnow.uol.com.br/especiais/tv-digital/index_html/cp_view?0.637777524221=&b_start:int=0

[15] Ministério da Ciência e Tecnologia. Notas de imprensa - http://ftp.mct.gov.br/temas/info/Imprensa/Noticias_5/TVDigital_5.htm

[16] Ministéria das Comunicações. Sistema Brasileiro de TV Digital  - http://sbtvd.cpqd.com.br/

[17] ISDTV-T Forum. “Volume 4 of ISDTV-T Standard 06”. ISDTV-T Forum Draft, December, 2006

 
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