TV DIGITAL – Parte 02

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Neste artigo veremos os diferentes padrões de sistemas de TV Digital.

TV DIGITAL – Parte 02
 

Por: Rodrigo Junqueira de Oliveira

Diferentes Padrões


Um Sistema de TV Digital é formado por um conjunto de padrões representados na figura 2.

 

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Figura 2: Conjunto de padrões.  [1]

 

Este conjunto de padrões é formado por componentes para:

·      Digitalização do vídeo e do áudio;

·      Middleware responsável pela implementação de interatividade e novos serviços;

·      Multiplexação e transmissão de sinais (modulação).

 

Na seqüência serão apresentados os padrões escolhidos para formar os sistemas ATSC (Estados Unidos), DVB (Europa) e ISDB (Japão).

Sistema Americano: ATSC (Advanced Television System committee)

 

O ATSC é o padrão desenvolvido e utilizado nos Estados Unidos. Esse sistema é transmitido pelo ar, característica que vem condenando-o ao fracasso, onde apenas 15% da população depende de antenas para a recepção de imagens em seus lares. Por isso, o mercado brasileiro representa grande interesse para os empresários norte-americanos do ramo de transmissão. Ao contrário dos Estados Unidos, no Brasil, a maioria da população usa televisão aberta.

 

O padrão refere-se a uma grande variedade de subsistemas necessários para geração, codificação, transmissão, transporte, recepção de vídeo, áudio e dado. Possui apenas os tipos de transmissão ATSC-T e ATSC-C. Adota o padrão Audio Compression (AC-3) para codificação de áudio e o MPEG-2 para vídeo (figura 3) [1]. Apesar de estar bastante difundido, possui algumas limitações como a impossibilidade de ser utilizado em receptores móveis e ser controlado pelas companhias Zenith e LG, que não dispensam o pagamento de royalties.

 

Em pesquisas realizadas pela ANATEL, o sistema se mostrou ineficaz, posto que não funciona adequadamente em cidades com obstáculos como edifícios e terrenos acidentados.

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Figura 3:
Diagrama do padrão ATSC. [1]

 

Sistema Europeu: DVB (Digital Video Broadcasting)

 

O DVB é o padrão desenvolvido pelos europeus sendo mais robusto e flexível que o ATSC, permitindo que a taxa de bits enviados seja alterada de acordo com as necessidades do terreno, fazendo com que a área de captação do sinal seja muito maior do que no sistema americano.  Assim, o DVB-T foi criado com diversas possibilidades de configuração diferentes, podendo transmitir até dois feixes de dados independentes. Isso possibilita a criação de novos serviços para a televisão como, interatividade e múltipla programação. Emprega o MPEG-2 para codificação de áudio e vídeo e adotou o middleware Multimedia Home Plataform (MHP) para dar suporte a aplicações interativas (figura 4) [1].

 

O problema do DVB-T é que algo que tende a ser muito importante para todos nós foi deixado de lado: a transmissão de sinais de TV para dispositivos móveis, como celulares.

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Figura 4:
Diagrama do padrão DVB.Adaptado do artigo TV Digital, Hélio Marcos M. Graciosa, Presidente do CPqD.

Sistema Japonês: ISDB (Integrated Service Digital Broadcasting)

O ISDB é o padrão desenvolvido pelos japoneses, sendo um aperfeiçoamento do padrão europeu. O sistema de transmissão funciona com eficiência em qualquer terreno, tendo uma boa recepção para a televisão móvel. A principal mudança que faz o ISDB-T ser tão interessante para as operadoras de televisão é a chamada segmentação de banda, onde o espectro de 6MHz é dividido em 13 segmentos. Com isto, é possível utilizar 12 segmentos para transmitir um sinal HDTV para os televisores fixos e um único segmento para transmitir um sinal LDTV para os celulares.[1] Neste exemplo, como os sinais são independentes, é possível ter uma programação específica para os televisores fixos e outra para os celulares. Desta forma, a propaganda também pode ser dirigida para os diferentes públicos.


É atualmente o padrão mais flexível, permitindo que aplicações variadas sejam disponibilizadas ao usuário. É, também, o mais tecnologicamente avançado, oferecendo a possibilidade de transmissão para aparelhos móveis, possuindo convergência total com telefones celulares da terceira geração (Figura 5).

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Figura 5:
Diagrama do padrão ISDB. [1]

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

[1] GRACIOSA, Hélio Marcos M. - Uma visão da implantação da TV digital no Brasil
disponível em http://www.teleco.com.br/tutoriais. Acesso em abril de 2008;

 
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